Na segunda-feira, 21 de abril, ocorreu a oficialização de duas casas da CREA [Campanha de Requisição, Ajuda Mútua e Autogestão], com o objetivo de desalojar as famílias que lá habitavam.
Infelizmente, por conta da chegada dos proprietários e da polícia, as novas e novos moradores tiveram que abandonar o lugar. Face à corrente de solidariedade contra a remoção, o arsenal policial contrário era largamente desproporcional: 9 carros da CRS (polícia anti-motins), o BAC e os conselheiros gerais.
No começo da noite, militantes que buscavam carros para prosseguir a remoção foram atacados pelo BAC, a alguns metros das casas. Houve várias prisões. Formou-se uma corrente solidária para tentar impedir essas prisões arbitrárias. O BAC então usou cassetetes, gás lacrimogênio e um LDB 40mm (Lançador de Balas de Borracha). Uma militante exigiu que o policial atirador parasse de mirar na altura do rosto dos manifestantes, porque aquilo poderia ser perigoso, mas isso não impediu o policial da continuar apontando a arma para o rosto dos militantes.
A tensão aumentou instantaneamente logo que os policiais começaram a usar os cassetetes. Em seguida lançaram uma granada ensurdecedora. Os militantes recuaram e tentaram se proteger da violência policial. Presos entre duas linhas da CRS e do BAC, muitas pessoas foram agredidas e algemadas deitadas no chão. Uma máquina fotográfica de uma militante foi arrancada de suas mãos, jogada ao chão e pisoteada por um policial, com intuito de destruir as provas da violência policial.
Um policial ordenou que um militante evacuasse os lugares, o que serviu de pretexto para agredi-lo com seu cassetete. Enquanto o militante saia, foi atingido por um tiro de LDB no rosto. Nosso camarada caiu no chão e foi socorrido por seus amigos e amigas.
A polícia bloqueou o acesso do socorro e foram os vizinhos, chocados com a violência policial, que permitiram sua passagem para receber os socorros urgentes.
Atingido diretamente na face, mais da metade dos ossos do rosto foram quebrados. De acordo com o médico, alguns centímetros a mais, os ossos do crânio teriam explodido para dentro do cérebro, provocando a morte.
No que concerne a seus olhos, aparentemente está com boa visão, mas é necessário esperar alguns dias para ter um diagnóstico definitivo.
Não será uma tentativa de assassinato que fará parar os movimentos queer, vegan, antifascista e a luta por habitação e documentação para todas e todos.
Procuramos as pessoas presentes ao ato, para prestar seu testemunho.
Fonte: IAATA (Information Anti-Autoritaire de Toulouse et des Alentours)
Tradução > Allyson Bruno
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