O tribunal internacional apoiado pela ONU, que está a julgar no Camboja os líderes dos Khmer vermelhos, acusou hoje de genocídio um antigo responsável intermédio do regime.
O cambojano Ao An, mais conhecido como Ta An, foi acusado de tentar exterminar a minoria muçulmana ‘cham’, além de escravatura, tortura, perseguição ou casamentos forçados, entre outras acusações, de acordo com um comunicado do tribunal.
O acusado, agora octogenário, era em 1977 vice-secretário do regime dos Khmers vermelhos na zona central do país, onde as execuções nas prisões e campos de trabalho aumentaram na sequência da designação de Ao An, até somar dezenas de milhares de mortos.
O tribunal dividiu o julgamento dos Khmers vermelhos em quatro partes principais e, algumas delas, foram também subdivididas por receio de que os acusados, de idade avançada e estado de saúde frágil, morram antes de conhecerem a sentença.
Na primeira parte foi julgado Keing Guek Eav, ou ‘Duch’, diretor da prisão S-21 em Phnom Penh e responsável pela tortura e execuções de milhares de pessoas, que foi condenado a prisão perpétua em 2012.
A segunda, também dividida, incluiu o “número dois” do regime Nuon Chea, o chefe de Estado Khieu Samphan, o ministro dos Negócios Estrangeiros Ieng Sary e a ministra dos Assuntos Sociais e mulher de Ieng, Ieng Thirith.
Ieng Sary morreu em 2013 aos 87 anos, enquanto a mulher morreu em agosto passado aos 88.
Nuon Chea, de 89 anos, e Khieu Samphan, de 84, foram condenados em 2014 a prisão perpétua por crimes contra a humanidade. Os dois ex-responsáveis recorreram da sentença, mas estão ser julgados por outras acusações.
As terceira e quarta parte deste processo são contra Ta An, Meas Muth, ex-chefe da armada, Im Chaem e Yim Tith, ex-secretários de distrito.
Cerca de 1,7 milhões de pessoas morreram no Camboja durante o regime dos Khmers vermelhos (1975-79), devido a trabalhos forçados, doenças, fome e purgas políticas.
O líder supremo da organização Pol Pot morreu em 1998 na selva do norte do Camboja.
Fonte: agências de notícias
agência de notícias anarquistas-ana
Ao pôr-do-sol
O brilho humilde
Das folhas de capim.
Paulo Franchetti

Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!