Em 20 de abril no tribunal de Milão, foi realizada a primeira audiência do julgamento dos 4 companheiros italianos do Caso No Expo. Lá foi decido seguir o “processo breve”, que significa que a investigação cessa e não podem ser adicionados novos elementos ao tribunal, tanto da parte da acusação quanto da parte da defesa. Apresentou-se em ação civil o banco Unicredit, com pedido de indenização de 870.000 euro pelos danos a dois de seus estabelecimentos. Também se apresentou em ação civil o Ministério do Interior italiano com pedido de indenização de 300.000 euro pelas “imagens de destruição que feriram o prestígio do país internacionalmente” e de 8.000 euro pelos “gastos em horas extras das forças de segurança italianas, que muitos trabalharam para analisar a grande quantidade de vídeos e fotografias da passeata de 1º. de Maio”.
Não se apresentou para pedir indenização, contudo, a autoridade local da cidade, fato que foi usado pela oposição, e agora declaram que se apresentarão na próxima audiência “se o tribunal permitir”, pois havia perdido o prazo determinado. Digna de nota é a declaração do ministro do Exterior, que os Digos (força policial especial para a repressão e gerenciamento de protestos e manifestações) “permitiram” acontecer os episódios e danos no centro de Milão, com o objetivo de ser evitado algo pior. Substancialmente confessa que todo seu interesse era o de proteger a exposição das multinacionais, pois pior seria não haver impedido que a manifestação chegasse realmente até a Expo.
Lembramos que dos 4 companheiros presos, dois se encontram sob prisão domiciliar e os outros dois estão nas prisões de San Vittore de Milão desde 12 de Novembro de 2015. As acusações que enfrentam são: ocultação de evidências, resistência à autoridade, saque e destruição. Especialmente sobre os saques e destruições, trata-se do artigo 419 do código penal Rocco, que recebe o nome do ministro fascista que o criou, durante o período fascista da Itália. O artigo em questão prevê penas de prisão de 8 a 15 anos. Essas acusações não existem no código penal grego e as que corresponderiam seriam “resistência à autoridade” e “destruição de propriedade alheia”.
A próxima audiência será em 5 de Maio e a última em 9 de Junho, provavelmente com a decisão do júri.
Fonte: http://free5.gr/3097/
Tradução > Miguel Sulis
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Sob um céu vazio.
Paulo Franchetti

Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!