A fachada da porta do Ateneu Libertário Xosé Tarrío em A Coruña amanheceu cobertas de pichações fascistas.
No nome do Ateneu estavam pintadas duas suásticas, vivas a Franco, a Espanha e a José Antônio (Primo de Rivera, supomos – ainda que com esses dizeres vai se saber a que estúpido tarado fazem referência), tudo escrito com spray vermelho, nos dois muros que dão para a rua, sendo este o jeito que os fascistas conseguiram para atacar o Ateneu Libertário corunhes, pois a luz do dia são absolutamente incapazes de fazer qualquer coisa.
Já não é a primeira vez que algum elemento da extrema-direita chega timidamente às orelhas da cidade herculina, seja com pichações ou cartazes, mas sempre combatidos nas ruas pelos antifascistas corunheses, infinitamente mais numerosos e ativos.
Mas, sempre esperamos que os culpados recebam o que lhe é merecido, e para isso devemos estar atentos para que ideologias autoritárias e de ódio, discriminação e xenofobia não encontre forças por estes lares já explorados pela crise, pela precariedade e as irresponsáveis mensagens racistas e eurocêntricas auspiciadas a partir do poder.
Tradução > Liberto
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A pedra
nada pergunta ao rio
sobre água e tempo.
Yeda Prates Bernis



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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
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