Texto da Assembleia de anarquistas-comunistas pelo contra-ataque de classe contra a União Europeia, publicado em sua página web.
No sábado 8 de outubro o bando de nazis interconectados com o Corpo Nacional de Espionagem Aurora Dourada inaugurou seus escritórios“sindicais” no bairro de Pangrati. Após uma iniciativa de companheiros e companheiras dos bairros vizinhos foi convocada uma manifestação antifascista na mesma hora (que o evento fascista), com o fim de anular a festinha fascista. Ao chamado responderam coletividades do âmbito anarquista e antiautoritário, sindicatos de base, organizações esquerdistas e antirracistas, individualidades, assim como habitantes dos bairros vizinhos. Mais de 1.000 antifascistas se manifestaram para não deixar nem um centímetro quadrado de terra aos esbirros do Capital, e para impedir com sua presença a difusão do veneno fascista.
Como Assembleia de anarquistas-comunistas pelo contra-ataque de classe contra a União Europeia, optamos por participar na informação sobre as características da mobilização, reforçando ao mesmo tempo com nossa participação sua salvaguarda da violência policial e as provocações fascistas. Durante a marcha, ao chegar a duas maçãs (quadras) antes do cordão policial, um grupo de poucas pessoas, as quais marchavam encapuçadas pela calçada, em paralelo à marcha (apesar de que os organizadores e a salvaguarda lhes pedissem que se incorporassem à marcha), começou a armar-se quebrando pedras .
No marco da salvaguarda da marcha, dois companheiros, membros de nossa Assembleia, se aproximaram a este grupo-quadrilha, dizendo-lhes amavelmente que sua atitude não serve aos objetivos da marcha. Então alguns deles atacaram a nossos companheiros tratando de pegá-los. Defendendo nossa dignidade política e a integridade física de nossos companheiros, não deixamos esta agressão sem resposta, exercendo a mínima violência que correspondia à atitude destas pessoas. Seguiu um pequeno conflito, sobretudo discussão, entre membros da Assembleia, companheiros de outras coletividades que participavam na salvaguarda, e dita quadrilha. Deixamos claro por todos os meios que sua presença naquele lugar devia ser concordante e respeitosa às características (da marcha), tal como surgiram do processo coletivo que havia convocado a manifestação.
Em nome de uma insurrecionalidade mal interpretada, desde faz muito tempo somos testemunhas de incidentes nos quais certos indivíduos ou quadrilhas fazem o que lhes dá vontade, tem uma atitude que prejudica aos companheiros, e não duvidam em exercer violência, muitas vezes excessiva, a todos os que se oponham a suas práticas. Como Assembleia de anarquistas-comunistas pelo contra-ataque contra a União Europeia, sendo um segmento ativo do movimento, queremos deixar claro que seguiremos salvaguardando as ações, as estruturas e a totalidade da luta de lógicas políticas pequeno-burguesas, oportunismo, violência antissocial, brutalidades e arrogância, em detrimento de outros. Não vamos consentir que nenhum comportamento de violência substitua e determine (condicione) nossos processos coletivos, e se dá por fato que a mão que se atreva a pegar a companheiros receberá a resposta que merece.
PS. Com respeito ao debate aberto no Indymedia na coluna “Debates, perguntas, opiniões”, sobre o incidente, a Assembleia é chamada “valentões”, “policiais do partido comunista”, etc., com um montão de inexatidões e mentiras sobre os fatos, desinformação e referências a nosso papel no movimento como Assembleia. Nos posicionamos sobre esta coluna. Nossa opinião é que a luta das ideias, das táticas, das posições e das opiniões no seio do movimento se realiza dentro da luta e seus processos e não atrás do anonimato do teclado.
Assembleia de anarquistas-comunistas pelo contra-ataque de classe contra a União Europeia
O texto em grego:
O texto em castelhano:
http://verba-volant.info/es/sobre-los-incidentes-en-la-manifestacion-antifascista-del-8-de-octubre/
Tradução > Sol de Abril
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Valdir Peyceré

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!