A Audiência Provincial de Granada, após rejeitar o recurso de apelação dos advogados da defesa, confirmou a sentença que o Tribunal Penal emitiu meses atrás contra Miguel García, militante da CNT de Granada, e seu filho Migue.
Durante a jornada de greve geral de 14 de novembro de 2012, um grupo de pessoas entrou em um estabelecimento do Mercadona em Granada, causando diversos danos e provocando o fechamento do mesmo. Meses mais tarde, Miguel e seu filho foram detidos pela polícia e acusados de participar no acontecido mencionado. O tribunal decretou a liberdade vigiada e a restrição temporária de movimentos.
O juiz instrutor do caso, mostrou suas reacionárias garras e apostou firme por favorecer a condenação dos processados e do sindicato da CNT de Granada. A Chefatura Superior de Polícia elaborou um grotesco e arrojado informe de 14 páginas sobre a atuação e enfrentamento que em várias ocasiões a CNT de Granada havia tido com a empresa Mercadona e outros conflitos laborais ocorridos. A instrução judicial e a investigação policial tentavam criminalizar o sindicato, fazendo insinuaçõ ;es e deduções de que a invasão ao Mercadona no dia da greve geral, era uma prática que a CNT encorajava. No entanto, uma ótima atuação jurídica da defesa abortou esta manobra penal e finalmente o fiscal não fez caso dela e rechaçou contemplá-la.
No mês de abril de 2016 se celebrou no Tribunal Penal de Granada o julgamento do “Caso Mercadona”. Logo pudemos observar que o juiz designado a este caso, estava totalmente dirigido e mediatizado pela instrução judicial. Um trabalhador do Mercadona era a única testemunha da acusação, manifestando “reconhecer” os processados como membros do grupo que entrou e provocou danos no Mercadona. A situação estava se convertendo em diabólica, quando o juiz depreciava a confissão de três testemunha s clientes do Mercadona que estavam no estabelecimento quando os fatos aconteceram e manifestaram que os “invasores estavam todos com o rosto coberto”. Um segundo trabalhador do Mercadona, testemunha da defesa no julgamento e companheiro do trabalhador da acusação, manifestava que estava junto a seu companheiro quando o grupo de invasores se encontrava dentro do Mercadona e não viu o rosto de nenhum deles, como tampouco reconhecia os processados como partícipes do ato.
O juiz se deu a atuar e dirigir uma farsa, sem escrúpulo algum brindou uma vilania judicial. O sinistro testemunho estava protegido pelo tribunal e Miguel García tinha ordem de afastamento dele há vários meses. No desenvolvimento do julgamento, a testemunha declarou atrás de uma divisória, como assim mesmo três policiais que haviam levado a investigação policial. A cenografia era a de um processo contra terroristas ou narcotraficantes. Vinham contra a CNT e estavam sedentos de dar castigo a nossos companheiros.
Após o recurso de apelação, a Audiência Provincial confirma a condenação de Miguel e seu filho a indenizar conjuntamente por danos o Mercadona em 10.064 euros. Por sua vez, uma condenação para cada um dos acusados de 20 meses por 6 euros diários, ou seja 3.600 euros, ou um dia de privação de liberdade por cada duas quotas não satisfeitas e que se traduziriam em 300 dias de prisão para cada condenado.
Os gastos da defesa jurídica que a CNT de Granada desembolsou ascende a 2.870 euros. A situação econômica de Miguel é de precariedade, desempregado e pagando uma prestação mensal de 426 euros. Seu filho também está no desemprego, ainda que com esporádicos trabalhos de curta duração.
O sindicato da CNT-AIT de Granada crê oportuno fazer uma chamada à solidariedade econômica e arrecadar ajuda para afrontar a condenação econômica de Miguel, ou seja 3.600 euros. O companheiro nos manifesta que assume pessoalmente buscar e poder abonar a condenação econômica de seu filho. Igualmente, tentará chegar a um acordo com o tribunal para que Mercadona espere paciente a cobrar a indenização por danos.
Desde que se vislumbrou que o desenlace judicial podia resultar negativo, diversas pessoas e sindicatos ofereceram algumas quantias econômicas.
As organizações e pessoas individuais que desejem fazer alguma contribuição, há de ser em nome da CNT de Granada:
BMN : ES 9604873009812000030019
Fonte: http://granada.cnt.es/content/temiamos-lo-peor-y-se-ha-confirmado
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
Estrada longa
O amarelo do ipê
Rumo ao pôr-do-sol.
Emanuelly Cristina de Souza – 07 anos

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!