Por um Sudoeste Alentejano com energia solar
Vamos unir-nos e parar a exploração de petróleo no mar alto e o fracking em águas profundas na costa Portuguesa. Não podemos aceitar esta decisão tomada pelos governantes anteriores e atualmente em poder, sem incluir a população e sem as devidas avaliações dos seus impactos ambientais.
Sabemos que:
A indústria petrolífera encontra-se em decadência no mundo inteiro. Os empregos que foram prometidos não existem. O lucro das companhias de petróleo jamais irá abranger a sociedade Portuguesa.
A exploração de petróleo e especialmente fraturação hidráulica trará impactos muito negativos ao que nos é precioso: a qualidade da água, a vida marinha, as praias, a pesca e o turismo, os nossos empregos e sustento.
Com a perfuração de petróleo, arriscamos um derrame de petróleo como o Deepwater Horizon em 2010 no golfo do México, que transformou as praias numa massa preta.
Deverá este ser o futuro das nossas praias e costa? Dizemos NÃO! Não iremos deixar que isto aconteça, em consideração pela Natureza, pelas nossas crianças e pelo futuro de todos. Manifestamo-nos para proteger a vida, porque a vida é sagrada e mais preciosa que qualquer tipo de lucro.
Temos que saber ao que dizemos “Sim” para que o nosso “Não” possa ser forte e eficaz.
Existe uma alternativa. Em vez de dependermos de uma indústria petrolífera em decadência, podemos construir um sistema regenerativo, com base na cooperação entre pessoas e com a Natureza.
Podemos desenvolver energia abundante e limpa para todos através do uso de tecnologias solares descentralizadas. A energia solar é a que realmente oferece empregos, como podemos observar noutros países, assim como a agricultura biológica, sem recorrer a combustíveis fósseis, providencia o abastecimento alimentar necessário à nossa região, restaura a paisagem, as florestas e repõe o ciclo da água.
Nesta base, teremos a possibilidade de revitalizar as nossas povoações e criar uma sociedade próspera orientada pela solidariedade e cuidado.
O Alentejo, como uma das mais ricas regiões solares da Europa, poderia colocar-se na frente de um futuro mundial em ascensão e tornar-se pioneiro da era solar descentralizada emergente. Portugal poderia seguir o exemplo da Irlanda que decidiu ser o primeiro país a desinvestir por completo nos combustíveis fósseis. Convidamos especialistas em energia solar, ecologia, em gestão da água e construção de comunidades a ajudar a libertar a nossa região destes sistemas de exploração e destruição. (Já existem exemplos para isto a surgir na região do Alentejo Litor al, como: Movimento de Transição de São Luís, desenvolvimento autônomo de Energia em Tamera, hotéis, freguesias e empresas que mudaram do uso de petróleo para a energia solar.)
Convidamos ativistas de todo o mundo a mobilizarem-se conosco contra a exploração de petróleo e pela alternativa. Saudamos especialmente os nossos amigos das tribos indígenas em Standing Rock (Dakota, EUA), que se opuseram à construção de um oleoduto na sua reserva e inspiraram milhões de pessoas no mundo inteiro. Tal como eles, dizemos à indústria petrolífera: “Não vos odiamos mas não aceitamos vossas ordens.” Convidamos também todas as empresas, políticos, legisladores e vereadores a participarem na mudança: Invistam num novo futuro!< /p>
Agradecemos ao Município de Odemira por se ter posicionado tão claramente em oposição à perfuração de petróleo. Pedimos que se juntem a nós e digam SIM à esperança nesta região.
VAMOS PROTEGER A VIDA! JUNTOS CONSEGUIMOS!
ALA – Alentejo Litoral pelo Ambiente
ASMAA – Algarve Surf and Marine Activities Association
Academia Cidadã
Horta do Zé
Tamera
Paulo Borges
Fonte: http://terranovavoice.tamera.org/2017/02/nao-ao-furo-sim-ao-futuro/5430
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Rodrigo de Almeida Siqueira

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!