Um mês e meio depois do “caso Théo”, milhares de pessoas se reuniram no centro de Paris neste domingo (19/03) em uma marcha contra a violência policial, a discriminação e o racismo. O protesto multitudinário, que começou de maneira pacífica, no final, acabou marcado por confrontos entre manifestantes mascarados e policiais. Objetos e coquetéis molotov foram lançados contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo.
A marcha teve início na Place de la Nation e seguiu até a Place de la République, com a multidão gritando os nomes de Adama, Théo, Remi, Amine, Amadou, Lamine…, que foram vítimas de policiais, e dizeres como ‘Emergência, a polícia assassinou impunemente”, “Não esquecemos, não perdoamos”, “Polícia em todos os lugares, a justiça em lugar nenhum”, “Abaixo o racismo e a violência do Estado”.
Também aconteceram manifestações semelhantes em várias cidades do interior da França, como Montpellier, Toulouse, Nantes, de acordo com a imprensa local.
Caso Théo
Théo L., de 22 anos, foi estuprado por um policial com um cassetete, depois de ter sido abordado no bairro onde vivia, Aulnay-sous-Bois, nos subúrbios de Paris, em 2 de fevereiro de 2017. O caso gerou uma onda de manifestações na França, principalmente em Paris. Após as agressões, o jovem negro, precisou ser submetido a cirurgia por ter sofrido graves ferimentos na região retal. O policial, agora investigado pelo caso de estupro, e três de seus colegas, acusados de violência, foram afastados de suas funçõe s.
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Rodrigo de Almeida Siqueira

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!