Ao grito de “assassinos, assassinos” e “vivo o levaram, vivo o queremos”, os manifestantes se agruparam em frente ao portão principal do Esquadrão 35° da Gendarmeria, nesta sexta-feira, dia 11.
“Não houve invasão. Isto já se havia conversado com as pessoas na marcha anterior. O objetivo era chegar até a Gendarmeria para expressar-nos porque já há algumas presunções e provas após as perícias que fez a justiça ontem”, ressaltou o militante social Juan Costilla no marco de uma mobilização de uns mil moradores que chegou esta tarde desde a praça Pagano para marcar seu descontentamento ante as instalações que a força de segurança nacional tem no acesso sul a El Bolsón.
Em coincidência, outras colunas cortaram o trânsito sobre a rota nacional 40.
“O próprio fiscal federal de Esquel desmentiu a ministra Bullrich, tudo indica que a Gendarmeria levantou Santiago Maldonado do Lof en Resistência Cushamen”, insistiu Costilla.
“O pior que nos poderia acontecer é que sejamos indiferentes ante esta violência do Estado. Nosso povo não pode repetir as experiências dos anos 70, com perseguição, cárcere, tortura e morte. Os argentinos temos que começar a dizer basta à repressão, mais além das diferenças de ideias, basta a este tipo de práticas que não queremos que se instalem como coisa natural”, agregou.
Ao grito de “assassinos, assassinos” e “vivo o levaram, vivo o queremos”, os manifestantes se agruparam em frente ao portão principal do Esquadrão, enquanto que no interior do quartel só se observou a dois ou três uniformizados, equipados com capacetes e uniformes de combate, que não saíram.
Logo se retiraram de volta até o centro da cidade, sem registros de incidentes.
Fonte: agências de notícias
Tradução > Sol de Abril
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Entre as ruas, eu,
e em mim, eu em outras ruas,
sob a mesma noite.
Alexei Bueno

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!