Milhares de argentinos protestaram nesta quarta-feira (01/11), no centro de Buenos Aires e em diversas cidades do país, exigindo justiça e verdade pelo desaparecimento forçado e morte do jovem anarquista Santiago Maldonado.
Organizações sociais e políticas, familiares de Maldonado e representantes de órgãos de direitos humanos promoveram a passeata, realizada desde a emblemática Praça de Maio, onde fica a Casa Rosada, sede da presidência da Argentina, até a sede da Gendarmeria, atravessando várias vias.
“Hoje marca três meses do dia que mudou para sempre a história da minha família”, disse o irmão de Santiago Maldonado, Sergio, que assinalou que “Santiago era um garoto da paz e, em sua memória, mais uma vez, exigimos saber o que aconteceu, quem são os responsáveis de sua morte, de obstruir, ocultar e desviar a investigação de seu desaparecimento e sua morte”.
Ao mesmo tempo, assegurou que seu pedido de justiça não vai parar: “Não vamos descansar, vamos pedir justiça todos os dias. Todos os dias. Até que a verdade seja conhecida, só assim poderá e poderemos descansar em paz, justiça para Santiago”, exclamou ante o aplauso da multidão que mais uma vez pediu a saída da Ministra da Segurança, Patricia Bullrich, com os cantos “fora Bullrich, fora”.
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Ricardo Portugal

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!