“A esperança é a diferença entre a vida e a morte.” – Serge Atlaoui, condenado a morte na Indonésia em 2007
Assim pode igualmente se resumir o destino de Wesley Cook, mais conhecido como Mumia Abu-Jamal, jornalista afro-americano da Filadélfia, Pensilvânia, condenado à morte em 1982 por matar um policial branco, morte que ele sempre negou.
Todos os dois estão na imagem do inferno do corredor da morte; ambos devem sua sobrevivência a nada mais que a solidariedade internacional sem falhas, e a sua força de caráter fora do comum. Combatentes da liberdade, os muros da prisão adoecem os corpos, mas não seus espíritos, como aconteceu a Nelson Mandela, anos antes.
Em 2012, após 30 anos no corredor da morte, Mumia viu sua pena comutada em prisão perpétua: “uma pena de morte lenta”, segundo suas palavras. Em seus escritos e suas entrevistas realizadas por telefone, ele permanece um exemplo de humanidade e heroísmo: ele nos restitui, diretamente, a vida do dia-a-dia de aproximadamente 3000 condenados a morte americanos e de mais de dois milhões de prisioneiros; a outra América, aquela das minorias étnicas e das maiorias pobres.
A América está em crise: as manifestações se multiplicam, as sombras policiais se ampliam e escurecem todo o país. De um presidente negro carismático sucede um multimilionário branco bem decidido a proteger os privilégios políticos de sua casta.
Hoje Mumia encontra-se doente, sofre de hepatite C, como milhões de prisioneiros americanos. Após dois anos de mobilização e dois processos para que ele possa ter acesso a cuidados médicos, ele começou seu tratamento em abril de 2017. Os procedimentos judiciais sucedem-se enquanto ele luta por sua vida. A morte tem muitas formas na prisão.
Essa nova edição relata seu combate para defender sua liberdade assim como a de seus companheiros de infortúnio.
Sobre a autora
Depois de algumas décadas, a autora, Claude Guillaumaud-Pujol, trava um combate sem trégua ao lado de Mumia, sua família e seus apoiadores americanos, aos quais frequentemente visita, todos compartilhando a luta pela abolição universal da pena de morte. Mestra a respeito da civilização americana, Claude Guillaumaud-Pujol é uma das atuantes combatentes do coletivo francês “Libérons Mumia”.
Mumia Abu-Jamal, combattant de la liberté
Claude Guillaumaud-Pujol
Páginas: 166
Idioma: francês
ISBN: 9782370711236
Tamanho: 140 × 195 mm
Data da edição: 14 de novembro de 2017
agência de notícias anarquistas-ana
Suave crepúsculo
Sol emoldurando o ocaso
O pássaro sonha
Tânia Souza

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!