
Punição aconteceu porque a diretoria do clube não pediu autorização ao órgão competente
Terceira força de Madrid no futebol, o Rayo Vallecano é conhecido por seu engajamento em causas sociais. O fato, que sempre o fez angariar simpatia pelo mundo, pode se transformar em problema para o caixa nesta temporada. O clube foi multado nesta sexta-feira (23/02) em 30 mil euros (cerca de R$ 120 mil) por ter entrado em campo com uma faixa com a mensagem “Goleando o racismo”, dia 11 de fevereiro, no Estádio Vallecas, quando venceu o Sevilla B por 2 a 0, em partida válida pela segunda divisão do Campeonato Espanhol.
Na partida, a torcida exibiu também mensagens semelhantes em um mosaico, como “Unidos contra o racismo”. Paradoxalmente, a multa foi imposta pela Comissão Contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Esporte. De acordo com o jornal espanhol “Público”, o órgão se queixa por não ter sido comunicado com antecedência sobre a faixa e o mosaico, e considerou a infração grave. Sem receber o pedido, não teve condições de avaliar previamente a manifestação. Ainda cabe recurso da decisão. A ação fazia parte da campanha local “Jornada contra o racismo em Vallecas”. Um grupo de refugiados foi convidado a acompanhar a partida em um setor de honra do estádio.
O posicionamento político favorável aos direitos humanos, com ênfase na proteção das minorias, não é novidade em Vallecas. Em 2015, o clube lançou um terceiro uniforme, com sua tradicional faixa diagonal vermelha substituída por outra nas cores do arco-íris, para lutar contra a discriminação por orientação sexual.
Em 2017, a torcida se tornou protagonista ao não aceitar a contratação do atacante ucraniano Roman Zozulya, por manifestações de apoio ao exército de seu país e por aproximação com ultras da torcida do ucraniano Dnipro, acusada de ações neonazistas. A torcida chegou a invadir o centro de treinamentos do Rayo Vallecano para protestar, e o jogador foi dispensado poucas horas após o acerto.
Fonte: agências de notícias
agência de notícias anarquistas-ana
o vento afaga
o cabelo das velas
que apaga
Carlos Seabra
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!