A constituição de arguidos do reitor demissionário do corpo docente da Faculdade de Direito, Philippe Pétel, e do professor de Direito, Coronel de Boissezon, não acalmou os espíritos. Cerca de 500 pessoas marcharam esta tarde (30/03) nas ruas de Montpellier para denunciar a cumplicidade dos professores, responsáveis dos TD [Trabalhos Dirigidos] e estudantes de direito no ataque do comando armado e encapuzado da Faculdade de Direito. Os manifestantes também acusam a polícia de ter protegido a milícia.
“Acusamos o Estado”
Vários depoimentos acusam os policiais, entre os quais Camille*: “A polícia não prendeu esses homens [os agressores]. Saíram pela saída de emergência e a polícia rodeou-os, como se fosse a escolta de um ministro”. Um jovem estudante falou antes do início da manifestação para ler uma carta escrita pelo comité de mobilização da Faculdade de Direito e Ciências Políticas: “Acusamos a polícia pela sua passividade […] Denunciamos as suas ações, ou seja, de ter protegido os atacantes e de os ter evacuado sem os interpelar. Denunciamos a sua recusa em registrar as queixas e testemunhos das vítimas que se deslocaram ao posto da polícia na terça-feira, 27 de março, acompanhadas pelos seus advogados. Duas vítimas foram ouvidas pelas forças da ordem, só depois de se anunciar uma grande manifestação. Denunciamos a tentativa de intimidação ao proceder à audição das vítimas e dos agressores no mesmo espaço. […] Neste contexto de tensões nacionais, onde as violências fascistas se multiplicam em Lille, Paris, Toulouse, Estrasburgo e Bordeaux, é inaceitável que o Estado mantenha uma posição ambígua, nomeadamente através da administração do serviço público policial. Acusamos o Estado de não tomar partido contra o fascismo”.
*Nome modificado
Tradução > Gisandra Oliveira
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