
Uma noite, uma camarada, Édith, e eu estudávamos o pequeno livro vermelho de Mao. Subitamente, Édith me perguntou, no tom mais suave, com um sorriso terno:
– E se nós fizéssemos amor?
Eu a olhei fixamente, surpreso. De fato, nossos encontros tinham criado em nós um sentimento afetuoso. Essa camarada era bela, seu corpo delgado me agradava, seu rosto de linhas perfeitas e seus olhos marrom claro me encantavam. O tom doce de sua voz me balançava. Logo, tudo nela me encantava. Acrescente-se o que nos ligava muito forte psiquicamente: nossas ideias em comum, nossos sentimentos compartilhados.
Eu respondi ao sorriso de minha camarada com prazer, e depois declarei:
– Não temos tempo. Aquilo a que nos dispusemos deve nos servir para aprender e fazer a revolução.
Em 1968, Kadour Naimi era estudante de artes dramáticas em Estrasburgo. De volta à Argélia, ele fundou o Teatro do Mar, companhia autogerida; em 1973 ele retomou os estudos em sociologia na Bélgica; desde 1982 reside na Itália, onde se ocupa, entre outras coisas, de realizações cinematográficas e teatrais.
Un mai libre et solidaire. La traversée de 68 par un jeune Algérien
Kadour Naïmi
120 páginas
12,00 EUR
atelierdecreationlibertaire.com
agência de notícias anarquistas-ana
o pouso silente
da borboleta de seda
celebra a manhã
Zemaria Pinto
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!