Não há revolução da felicidade. Há bexigas estouradas.
Transcorridos vários semestres [da eleição de Mauricio Macri, presidente da Argentina] não só não se concretizou a revolução da felicidade mas que as bexigas que flutuavam em torno aos burgueses resultantes foram sendo estouradas uma a uma, mas não para eles, mas para a massa de votantes que os entronizou no governo.
Há sim exclusão social, crescente violência institucional, aumento da militarização da sociedade, perseguição e encarceramento de lutadoras e lutadores sociais. Brutal assédio contra os que resistem pela Terra e contra o capital.
A Patagônia é um dos âmbitos de maior implementação policial e de forças federais perseguindo professores em luta e populações mapuches. Também as cidades da Argentina padecem a constante circulação de [milicos] uniformizados para intimidar aos que protestam.
O Estado argentino, responsável de diversos crimes, encobre os verdugos via poder judicial. Exemplo disto é a desaparição forçada do militante anarquista Santiago Maldonado e sua posterior morte. O assassinato do jovem mapuche Rafael Nahuel. O julgamento do lonko [mapuche] Facundo Jones Huala e manutenção em prisão. As constantes ameaças de repressão explícita.
Não vamos dizer que tudo isto nos surpreende. É um capítulo a mais da história de infâmias que passará com os anos a engrossar a coleção de slogans pré-eleitorais. Recordemos: “Argentina potencia, aumento salarial, pobreza zero” e um longo etc que mantêm viva a ilusão na democracia representativa.
Nós sabemos que só a luta e a auto-organização autônoma poderão nos emancipar do jugo do capital e do Estado.
Carlos A. Solero
Desde a região argentina
Domingo, 8 de julho de 2018
Tradução > Sol de Abril
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dentro da favela
por uma única fresta
o céu ilumina-se
Francisco Handa

Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!
Vida longa à uaf! Vida longa ao anarquismo!