Foi fundada em 2008 e é presidida por Polonia Castellanos. Sua atividade é encaminhada no sentido de frear qualquer vislumbre de liberdade de expressão que vá contra seus postulados religiosos.
por Marisa Kohan | 12/09/2018
Willy Toledo foi preso. O ator foi preso quarta-feira (12/09) em sua casa em Madrid depois de não se apresentar ante a citação judicial de uma associação ultra. Tudo começa em julho de 2017, quando Toledo publicou no seu perfil a seguinte mensagem: “Eu cago em Deus. E me sobra merda para cagar no dogma da santidade e virgindade da Virgem Maria”. Foi a sua maneira de apoiar as três mulheres processadas pela “procissão da vagina insubmissa” [Coño Insumiso].
A entidade que lhe denunciou por suas palavras é a Associação Espanhola de Advogados Cristãos (AEAC), um dos novos “lobbies” ultra-conservadores mais ativos. Sua agenda é usar leis e litígios estratégicos para a “defesa legal da liberdade religiosa e valores inspirados pelo cristianismo”, como eles se definem. Na prática, a sua ação é destinada a conter qualquer aparência de liberdade de expressão que pareça contrária aos seus princípios ultrarreligiosos, assim como frear o trabalho das organizações de direitos sexuais e reprodutivos. Seus principais temas de ação incluem a defesa de mulheres “enganadas” em centros de aborto, denunciando o “negócio do aborto” e defender a legislação favorável à defesa do “não nascido”.
Foi criada em 2008 e é presidida por Polonia Castellanos, que também se considera membro da organização El Yunque. A AEAC é responsável por litígios que se levaram a cabo contra as organizadoras da procissão Vagina Insubmissa, a denúncia para que se retirasse a concessão da entidade de bem público para a Federação de Planejamento Familiar Estatal ou denúncia contra Ada Colau por permitir a leitura de um pai nosso que eles consideram ofensivo aos sentimentos religiosos, entre outros. Uma acusação que eles repetem na maioria de suas reclamações e que até agora lhes rendeu alguns triunfos.
Eles afirmam que o laicismo e o que chamam de “ideologia de gênero” são ideias que uma minoria quer impor a “maioria católica espanhola”, que consideram uma vítima de uma suposta intolerância que os impede de exercer sua “liberdade religiosa”.
Tradução > Liberto
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