Ontem, domingo, 18 de novembro, companheiras e companheiros de diferentes pontos se concentraram em frente ao monumento fascista do Vale de Cuelgamuros, atualmente conhecido como Vale dos Caídos, para exigir o fim da impunidade do regime de Franco.
A CNT não pode deixar todas as vítimas do ditador no esquecimento e, portanto, exige:
– A retirada dos corpos de José Antonio Primo de Rivera e de Francisco Franco Bahamonde.
– A expulsão, com anterior auditoria de contas e bens, dos monges beneditinos. E que o Estado deixe de financiá-los, ali e em qualquer outro lugar.
– A transformação do Valle em um lugar de memória e recordação das vítimas do franquismo, onde desapareça toda simbologia franquista, e sobretudo, a cruz.
– Recuperar o verdadeiro termo pelo qual se conhece este entorno natural, “Cuelgamuros”.
– Uma condenação pública e com consequências por parte do Estado espanhol e todas as instituições e organizações que são parte do mesmo, do golpe de estado de 1936 e do regime franquista.
– A entrega ao Estado, e ao povo em geral, da documentação sobre as pessoas enterradas no Vale, atualmente em poder do abade do monastério, que a trata como pertence pessoal e ideológica.
– Que se exumam os restos das vítimas que, inclusive depois de mortas, foram tratadas como vencidas e enterradas com seu verdugo.
– Que a exumação se faça realizando provas de DNA para a posterior judicialização dos assassinatos.
– A derrogação da lei de anistia de 1977.
– Que todo este processo seja acompanhado por pessoas da ONU especialistas em genocídio e desaparições forçosas.
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Acabou-se a festa.
Resta, no silêncio,
o rumor da floresta.
Ledo Ivo

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!