
Dois anos atrás, eles te fizeram desaparecer entre o fogo de uma estrada bloqueada, o fogo de sua solidariedade, de suas convicções. Sem saber, você acendeu o fogo de nossos corações que inflamaram de raiva para explodir contra o mesmo Estado que te silenciou e silencia a todos aqueles que, como você, desafiam, expandem os laços de solidariedade e frustram a autoridade. Com essa mesma raiva, procuramos criar um novo mundo.
Nos rebelamos porque não queremos seguir em silêncio, porque não queremos ser seus escravos, porque o seu desaparecimento foi essa ferida que não para de sangrar e sua morte foi o estopim que alimentou o fogo da irreverência e da rebelião.
Isto não é só por você, você não é um mártir como querem te pintar as bandeiras dos oportunistas, servos fiéis de uma máquina autoritária que se acredita eterna mas cuja essência é fictícia, que com uma mão exigem sua aparição e ao mesmo tempo procuram a polícia quando vêem um encapuzado, com aquela demagogia vomitiva que os caracteriza; isto é por nós, pelo que você reivindicava, pelo que reivindicamos, pelo que te fizeram desaparecer, por nós que continuamos lutando, pelo amor a liberdade e o ódio a toda a autoridade. Em cada ação de solidariedade e desobediência, nasce um pouco mais nosso desejo de liberdade, nosso desejo de abraçar esse novo mundo, esse que há muito tempo alguém disse: está crescendo em nossos corações. Seus olhos em rebeldia, nosso desejo de destruir tudo e em cada abraço de afinidade o sentimento de que são eles que vão tremer dessa vez.
Luna
Fonte: https://periodicogatonegro.wordpress.com/2019/07/30/a-el-lechu/
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