
Dezenas de chilenos perderam parte da visão ao serem atingidos por balas de borracha e estilhaços de bombas de gás lacrimogêneo que policiais e soldados dispararam contra multidões de manifestantes.
Mais de 140 pessoas ficaram feridas nos olhos desde que os protestos começaram em 18 de outubro, denunciam defensores dos direitos humanos. Pelo menos 26 perderam completamente a visão em um olho, de acordo com a unidade de oftalmologia do Hospital Salvador, em Santiago , e muitos outros ainda recebem tratamento.
— Na segunda-feira passada, recebemos 10 pessoas com esses machucados em uma hora. E ainda continuaram a aparecer depois disso — disse Mauricio López, médico da unidade. — Foi inacreditável. Nada disso aconteceu antes na história da medicina ocular no Chile.
Em 20 de outubro, José Soto estava cantando palavras de ordem contra o governo na avenida principal de Santiago quando os policiais usaram suas armas contra ele.
— Vi alguns policiais carregando suas armas — disse o eletricista de 23 anos na terça-feira. — De repente senti um forte golpe no nariz. Foi tão rápido. Eu não conseguia ver nada com o olho direito e, quando o toquei, minha mão estava cheia de sangue.
Uma bola de borracha de 9 milímetros — um projétil padrão para as forças de choque do Chile — explodiu em seu globo ocular direito antes de bater no nariz dele.
— Os médicos me disseram que eu poderia ter perdido os dois olhos se minha cabeça estivesse em uma posição diferente — disse Soto, que estava entre cerca de uma dúzia de pessoas à espera de atendimento no Hospital Salvador.
Na semana passada, os feridos estavam em corredores e até dentro de salas de espera, enquanto aguardavam ajudavam. Em uma saída, 15 ambulâncias esperavam do lado de fora para descarregar as vítimas. Os médicos faziam operações o tempo todo sem parar.
Os protestos continuam, e os pacientes chegam a 12 por dia, disse o oftalmologista Patricio Meza, vice-presidente da associação médica do Chile.
Fonte: agências de notícias
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