
Eles têm vinte anos de idade em 1910 e se definem como os “forasteiros”. Recusando-se a se submeter à ordem social dominante, eles também rejeitaram qualquer recrutamento para organizações sindicais ou políticas. Para eles, a emancipação individual deve preceder a emancipação coletiva.
Sua rejeição as normas burguesas, como preconceitos específicos das classes trabalhadoras, os levaram a inventar outras relações entre homens e mulheres, entre adultos e crianças, e a desenvolver um modo de vida transgressivo. Sua rejeição do salário levou-os a experimentar a vida comunitária e a inventar outros modos de consumo, mas também a seguir o caminho da ilegalidade – do qual a trágica jornada do “bando Bonnot” é a ilustração mais famosa.
Em revolta contra sua família, Rirette Maîtrejean, chega a Paris aos dezesseis anos de idade, tornando-se uma das figuras deste meio. Sua jornada serve como um fio condutor para esta fascinante história. Seguindo suas aventuras, descobrimos todos os atores desta epopeia anarco-individualista que experimentaram este preceito de Libertad: “Não é em cem anos que se deve viver como anarquista”. Exigindo que mais de um pague por sua liberdade e até mesmo por sua vida.
Les En-dehors
Anarchistes individualistes et illégalistes à la “Belle Époque”
Anne Steiner
13 x 20 cm | 288 p. | 19 euros
Isbn 9782373090574
50 ilustrações da época
Tradução > Estrela
agência de notícias anarquistas-ana
cortinas de seda
o vento entra
sem pedir licença
Paulo Leminski
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!