
Este 18 de março Solidaridad Obrera del Bio convida às ruas, para juntar-se ao chamado, pois ainda faltam os presos e sobram os milicos.
Desde o estabelecimento da República do Chile independente, nascida dos oligarcas espanhóis que se apoderaram da terra e de seus frutos, utilizando como carne de canhão batalhões de negros, crianças e pessoas pobres do campo e da cidade. O Estado tem mantido uma repressão contra aqueles que tentaram organizar suas vidas, experiências de repúblicas independentes que temos no norte do território e em áreas de fronteira com o povo Mapuche, como foi o caso de Hualqui. Todas essas experiências foram esmagadas pelo centralismo e pela concepção moderna de um Estado nacional ÚNICO.
Assim, o Chile dos oligarcas espalhou-se para o sul, destruindo as comunidades Mapuches e de mestiços que compartilham o mesmo território.
Foi isto que deu início aos gestos emancipatórios de Bilbao e Arco, da sociedade de igualdade, das Sociedades de Resistência, das sociedades mútuas, dos sindicatos e hoje, com as organizações sociais que nascem no calor da luta contra a expansão oligárquica nacional e internacional: silvicultura, abacate, mineração, pesca e tantas atividades monopolizadas pelo grande capital e defendidas desde o Estado pelas forças repressivas.
Após um longo processo desde o V Centenário em 1992, o povo Mapuche iniciou um processo de recuperação da cultura e da terra, antagonizando muitas dessas empresas extrativistas e turísticas que veem seus negócios ameaçados pela expansão da luta territorial Mapuche.
Da mesma forma, nós, o povo mestiço, também nos levantamos contra a expansão da miséria corporativa, organizando a raiva e respondendo aos golpes repressivos com organização. Hoje, muitos dos combatentes que levantaram a voz e tomaram medidas estão na prisão.
Nós, como povo mestiço, já dissemos o suficiente, e nos colocamos em movimento, porque não podemos continuar a suportar como o Chile oligárquico expande mais uma vez seu poder através da militarização, não apenas do Wallmapu, mas de todo o território com a desculpa de proteger a saúde pública.
18 de outubro tem sido o momento de expressão dos sem voz, portanto, chamamos a se juntar a nós para levantar nossa voz através da ação neste 18 de março exigindo o fim da militarização de nossos territórios e pedir na rua as mudanças que não estão sendo feitas nos corredores do Congresso.
FIM A MILITARIZAÇÃO DO WALLMAPU E DE TODOS OS TERRITÓRIOS
FIM DO TOQUE DE RECOLHER
LIBERDADE PARA OS PRISIONEIROS DA REVOLTA
Solidaridad Obrera del Bio
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
De que vinhas
vinham aquelas engarrafadas
paixões que me aniquilam?
Rogério Viana
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!