
Nossos amigos e familiares iniciaram junto com outros companheiros uma nova mobilização na segunda-feira passada, 22 de março do ano de 2021, mantendo como principal exigência a revogação das últimas modificações ao Decreto de Lei 321 que eterniza o cumprimento das condenações, em particular no caso do companheiro Marcelo Villarroel. O chamado sempre é para multiplicar a solidariedade, seja com as iniciativas já existentes e as que se possam levantar desde a autonomia dos diversos espaços, indivíduos, grupos e coletivos. Todos são necessários neste momento. Hoje a capacidade de repercussão desta luta se encontra na força das ruas, tanto na capacidade de contornar as quarentenas repressivas, como de se multiplicar o apoio de forma irrefreável.
Ressaltamos a participação dos que ainda sem estar condenados se solidarizam desde a ação dentro do cárcere para varrer todos os obstáculos que o poder pôs com relação à “liberdade condicional”, nesse sentido destacamos os prisioneiros da revolta de Santiago 1, e suas disposições de luta pelo fim da prisão preventiva como castigo.
Queremos aproveitar a instância para assinalar o absoluto isolamento que estão enfrentando nossos companheiros na prisão. Uma vez que tornaram a decretar a quarentena total das comunas onde se encontram os recintos carcerários, a nossos companheiros suspenderam completamente qualquer tipo de visita.
No mesmo sentido, a gendarmeria tomou uma decisão a nível nacional sobre o uso dos celulares institucionais ou chamadas por computadores do penal, utilizados como paliativos à ausência de visitas regulares. Desta vez e de forma evidente após a entrevista do prisioneiro político Mauricio Hernandez Norambuena, a nefasta instituição decidiu cancelar qualquer uso de internet e vídeo chamadas na comunicação com os prisioneiros, ainda quando se mantêm estipulado dito contato no mesmo protocolo que rege para o desenvolvimento do pavoroso sistema de visitas provisório que se instalou desde o regime de terror e exceção advindo da pandemia.
O empobrecimento da comunicação e vínculo com as pessoas encarceradas conta desde hoje só com o exíguo canal de algumas chamadas telefônicas por semana. Concretamente isto significa a impossibilidade de observarmos nossos amigos e familiares, ver suas caras, sorrisos e compartilhar gestos. Rechaçamos enfaticamente estas novas proibições e nova incomunicabilidade, aprofundando ainda mais o isolamento carcerário.
Nos opomos de maneira absoluta a estas medidas de castigo e disciplinamento de nossos companheiros, que nos afeta como famílias e entornos tão diretamente e que evidenciam as condições de sequestro sob as quais se encontram.
Assumimos o desafio com a luta anticarcerária constante como extensão inevitável de um caminho de resistência no cárcere e na rua e chamamos a romper distâncias e diferenças como passo necessário nesta luta que buscamos que se estenda para que nossos companheiros e familiares voltem a pisar as ruas.
Com toda a vontade disposta para romper o castigo e isolamento no qual hoje vivem, lutam e resistem nossos presos.
Multiplicar as redes solidárias com a greve de fome!
Pela revogação das últimas modificações à lei 321! Pelo fim da prisão preventiva como castigo!
Isolamento é tortura!
Enquanto exista miséria haverá rebelião!!
Morte ao estado e viva a Anarquia!!
Familiares e amigos de Presos Subversivos e Anarquistas; CAS, Máxima e Cárcere de San Miguel.
Quinta-feira, 25 de março de 2021
Tradução > Sol de Abril
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Do vento do outono:
O capinzal!
kigin
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!