
O governo de Bolsonaro, Mourão, Paulo Guedes e dos generais a serviço dos capitalistas, latifundiários e banqueiros é o grande responsável pela tragédia que vive o povo pobre e trabalhador brasileiro. O avanço da fome e da situação miséria que já atinge mais da metade da população, o aumento do custo de vida e o maior nível de desemprego da história se somam as milhares de mortes diárias por Covid-19. Com cerca de 400 mil mortes subnotificadas, nossa tragédia real pode ser até 4 vezes maior, com o país se tornando o centro mundial da pandemia.
Em ônibus e metrôs lotados, trabalhos precários e subempregos nosso povo caminha para a morte todos os dias. Entre passar fome ou ser contaminados pela Covid-19, escolhemos lutar pela vida e contra o genocídio. Lutar e vencer os governos e patrões genocidas, para vingar nossos mortos e honrar a memória das milhares de vidas perdidas.
O auxílio emergencial miserável é um escárnio com o trabalhador brasileiro. O aumento nos preços dos alimentos, itens básicos e combustíveis é insuportável. No mesmo país que ganhou 11 novos bilionários durante a pandemia e os ricos furam a fila da vacina, falta oxigênio, medicamentos e vagas nos hospitais para os pobres. A contaminação e as variantes da doença se espalham pelo país. Enquanto isso, as direções das centrais sindicais e dos partidos eleitorais seguem de forma covarde e oportunista se negando a lutar contra o governo militar e genocida de Bolsonaro, interessados apenas nas eleições de 2022.
Para reverter esse quadro e defender nossas vidas é necessário construir desde agora a Greve Geral e organizar a rebelião do povo pobre e trabalhador brasileiro, para: 1) Derrotar nas ruas o governo Bolsonaro/Mourão, os militares e o Congresso Nacional corrupto; 2) Garantir a vacinação imediata de toda a população e medidas sanitárias até a imunização completa contra a Covid-19 no país; 3) Conquistar uma renda básica digna no valor de um salário-mínimo para todos os trabalhadores e famílias pobres, exigir um amplo programa contra a fome, o controle e a fixação dos preços dos alimentos e dos combustíveis, a suspensão das contas de aluguel, energia e água, e; 4) Parar o genocídio do povo negro e pobre nas favelas e periferias, os ataques aos povos indígenas e ao meio ambiente, os despejos e a violência contra os acampamentos e assentamentos camponeses e as ocupações sem-teto.
A Campanha pela Greve Geral é uma articulação nacional que reúne diversas organizações populares, movimentos combativos e coletivos independentes no país, para organizar a ação direta e a mobilização popular permanente com greves, ocupações, barricadas, ocupações, lutas combativas e unidade popular. Nesse 1º de Maio, data histórica de luta de nossa classe e memória dos mártires operários, convocamos os trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, a juventude combativa, os desempregados, as organizações indígenas, o povo negro, as associações de favelas e periferias e todos os lutadores e lutadoras do povo para construir a Greve Geral pela base e organizar a rebelião popular em defesa das nossas vidas e contra o genocídio promovido por esse governo fascista e pelos capitalistas.
CAMPANHA NACIONAL PELA GREVE GERAL
Alternativa Popular – PR ∙ Casa da Resistência – FOB-BA ∙ Coletivo Baixada Anarquista – RJ ∙ Coletivo Carranca – FOB-BA ∙ Coletivo José Oiticica – ES ∙ Coletivo Lima Barreto – FOB-RN ∙ Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB) ∙ Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST) ∙ Kasa Invisível – MG ∙ Movimento Autônomo Popular (MAP) ∙ Núcleo FOB-PI ∙ Núcleo FOB-MS ∙ Núcleo FOB-SP ∙ Rede Autônoma de Luta pela Educação (RALE) ∙ Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC-FOB) ∙ Sindicato Independente de Trabalhadores/as (SIT) ∙ Sindicato Geral Autônomo do Ceará – FOB (SIGA-CE) ∙ Sindicato Geral Autônomo do Distrito Federal e Entorno – FOB (SIGA-DFE) ∙ Sindicato Geral Autônomo do Rio de Janeiro – FOB (SIGA-RJ) ∙ Sindicato Geral Autônomo de Santa Catarina – FOB (SIGA-SC) ∙ Tendência Autônoma Feminista (TAF)
lutafob.org
agência de notícias anarquistas-ana
O vento é o tempo:
sopra varre levanta lambe
desfaz o que foi feito.
Thiago de Mello
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!