
Publicado originalmente em espanhol na região do Rio da Prata em 2014 por Tutía Ediciones, o livro “Nossa única proposta é o conflito” reúne uma série de discussões feitas nos últimos anos sobre a prática insurrecional anárquica. Como afirmam logo nas primeiras páginas, o contexto em que vivemos não é igual ao de quando se escreveram os textos que se tornaram clássicos no pensamento e na prática anarquista no atravessar dos séculos. É necessário mantermos permanentemente o esforço de repensar nossos modos de resistência já que as formas de governo do Estado e do capitalismo não param de se atualizar. Nesse sentido, é preciso estarmos sempre atentxs, pois, como dizem xs compas no livro, “assaltar uma carroça não é o mesmo que assaltar um carro blindado”.
Nosso objetivo em traduzir e difundir a publicação no território dominado pelo Estado brasileiro não é o de tomar o livro como um modelo ou como uma receita, até porque ele nem se dispõe a isso. Sabemos que o enfrentamento na guerra social se dá no local em que se vive, se luta com as armas existentes em cada terreno, se defende e se ataca com paus e pedras presentes ali, durante o combate. Portanto, não cabe em projetos ou modelos. Do contrário, quando se torna um programa pretensamente universal, se engessa, é sufocado e morre inofensivo.
O livro que trazemos aqui nos possibilita ampliar e fazer ecoar as análises levantadas enquanto se luta. Queremos manter nosso olhar afiado e nossa prática de tensão permanente não apenas contra o Estado e o capitalismo, mas contra o próprio princípio da autoridade”.
Contato: edicoes-insurrectas@riseup.net
tradução para o português:
edições insurrectas.
104 páginas.
coleção fúria sudaka,
2022.
agência de notícias anarquistas-ana
Noite de lua –
Subindo numa pedra,
Um grilo canta.
Chiyo-jo
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!