
No passado 4 de agosto militantes de um grupo anarquista de Gasteiz fizemos um mural em solidariedade com os povos que sofrem às mãos das guerras imperialistas. A decisão de fazê-lo veio em resposta à petição de solidariedade vinda do Curdistão frente à recente ameaça militar vinda da Turquia. Assim mesmo queremos expressar o nosso desagrado aos conflitos bélicos na Ucrânia e em qualquer parte do mundo. Como anarquistas cremos necessário evidenciar que todas as guerras entre Estados respondem aos interesses das suas burguesias nacionais, as que se organizam entre elas com tratados e alianças de acordo com os seus interesses políticos e econômicos.
Estamos contra qualquer guerra entre povos (ou contra eles) e demonstramos a nossa solidariedade a quem as sofre, a quem as resiste, a quem as denunciam, as boicotam e as sabotam. Perante suas guerras milionárias que desagregam os povos, é necessário ter redes de solidariedade internacionalista que resistam aos conflitos propiciados pelas elites, que construam uma autodefesa real e popular e que ataquem os mecanismos do Estado que suportam as guerras. Nenhum Estado nos parece legitimo, uma vez que são todos fruto do monopólio político e da violência das classes dominantes e todos representam a autoridade em termos capitalistas.
A única guerra que consideramos legítima é a guerra contra as classes dominantes em favor de uma emancipação social. Com este mural queremos enviar uma humilde mensagem de solidariedade e apoio a quem constrói outro modelo de sociedade baseado em estruturas horizontais e antiestatais. Morte aos Estados.
agência de notícias anarquistas-ana
Ao sol da manhã
uma gota de orvalho
precioso diamante.
Matsuo Bashô
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!