
A caixa de resistência confederal permitirá priorizar greves ofensivas e o secretariado deverá armá-la segundo os critérios aprovados no XII Congresso, celebrado em Granollers.
A CNT aprovou em seu XII Congresso, celebrado no primeiro fim de semana de dezembro, a criação de uma caixa de resistência confederal. A central anarcossindicalista dotará a caixa de um fundo inicial e financiará com uma parte da quota mensal da filiação e colaborações do sindicato. Até agora, a CNT se organizou constituindo caixas de resistência para conflitos concretos, caixas que são mais fácil de nutrir em greves mais midiáticas — as que afetam a um maior número de trabalhadoras — e mais difícil nas que passam desapercebidas da opinião pública.
A caixa de resistência confederal permitirá priorizar greves ofensivas e o secretariado deverá armá-la segundo os critérios aprovados. Após UGT e USO, a CNT será o terceiro sindicato de implantação estatal com caixa confederal própria.
Esta é uma das novidades de um congresso que não se celebrava desde 2015 e ao qual se apresentaram mais de 180 propostas. Após uns dias de descanso, dele fica um agradável sabor de boca: “Como organizadores, gostaríamos de destacar que foi um congresso de consenso no qual quase todas as propostas foram aprovadas por unanimidade ou com maiorias muito amplas, muitas propostas foram reformuladas e praticamente não houve votos particulares”, assinala Genís Ferrero, secretário de ação sindical na Catalunha e Vallès Oriental. O congresso se celebrou em Granollers.
Entre as decisões adotadas em ação sindical, destaca o reforço e a consolidação do gabinete técnico confederal, a proposta aprovada de prevenção de riscos e seguimento da sinistralidade laboral e a necessidade de reivindicar a liberdade sindical, uma reivindicação que afeta profundamente a CNT desde que na Transição se decidiu primar a representatividade sindical através de eleições sindicais em vez da representação direta.
Na ação social, o congresso aprovou reforçar a Fundação Anselmo Lorenzo e realizar um plano integral de formação a vários anos vista para a militância, o qual se espera que aporte estabilidade e uma estrutura mais sólida ao sindicato. Ao mesmo tempo, destaca a “decisão agenda 2036”, que consistirá em elaborar um marco teórico sobre as mudanças de tendência de ciclo, na qual prevem que a crise climática seja mais acusada e que os estados e o neoliberalismo abandonem a mais partes da população. O marco teórico serviria de base ou passo prévio para vinculá-la às propostas laborais e políticas adotadas pela CNT, como o decrescimento.
Fonte: https://www.elsaltodiario.com/laboral/cnt-aprova-creacion-caixa-resistência-confederal
Tradução > Sol de Abril
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Carlos Seabra
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!