
E aí, compas? Cumprimento-os com muito carinho e, antes de mais nada, gostaria de pedir uma salva de palmas para Angelita Velasco, Genaro Vargas e Alberto Cabanzo… companheiros que já partiram deste mundo e que fizeram parte desta luta.
101 anos após o assassinato de Ricardo Flores Magón, a semente da rebeldia que ele plantou continua dando frutos, fornecendo conhecimentos, ideias, anedotas e estratégias de resistência. Apesar das constantes prisões e perseguições políticas que sofreu, inclusive fora do México, ele sempre se manteve firme com uma posição ideológica muito clara, que é necessário recordar.
A reivindicação de Ricardo implica a existência de um vínculo com a comunidade, um senso de pertencimento que os poderosos jamais poderão apagar.
Também gostaria de aproveitar esta oportunidade para enviar um grande abraço aos meus tios Jaime Betanzos e Herminio Monfil, que conseguiram romper esses muros, e estou muito feliz por saber que eles estão caminhando com seu povo em nossa cidade.
À distância estou com vocês, acredito que o distanciamento do território físico do qual fui forçado implicou um certo desenraizamento que me obrigou a me afastar de coisas que eu queria fazer na comunidade, deixar de reproduzir essas práticas comunitárias às vezes me faz perder o sono, mas também há um vínculo que tenho muito enraizado, porque meu umbigo ainda está lá.
O exílio da comunidade não significa necessariamente se afastar daquilo em que você acredita, de quem você é e do que você quer. Na perseguição, há também a angústia, o medo, você anda, corre, tropeça na noite, mas se levanta e continua avançando com passos mais cautelosos, cuidando da segurança de seus companheiros cúmplices.
Espero que todos os companheiros presos sejam libertados em breve, que os perseguidos voltem para casa e que as famílias sejam unidas novamente.
Saudações à bandida de mídias livres, ou como quer que se chamem, que estão por aí dando tudo de si, e também ao companheiro Luis Olvera Maldonado e à dona Fili, que, a propósito, tenho alguns trabalhos pendentes, eu os abraço.
Abaixo os muros das prisões.
Liberdade para Alfredo Bolaños, Fernando Gavito, Francisco Duran, Marcelino Miramon e Paul Reyes.
Liberdade para Jaime e Herminio.
Liberdade para Jorge Esquivel.
Liberdade para Karla e Magda.
Liberdade para Alfredo Cospito, Mónica e Francisco.
Liberdade para os presos políticos.
Miguel Peralta
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