
Quando chegou o apocalipse, que não nos demos conta? Qual foi o dia decisivo? Amanhecemos sepultados no cimento cinza. Dos fogos que havia só se vê carvão, e o vento o vai desmoronando. Mas algumas brasas ocultas ainda estão acesas.
Os espaços que habitamos e defendemos resistiram, e os projetos seguem neste contexto, não é pouca coisa. Mas nos damos conta de que se dedicaram muito para os processos internos, e para a sobrevivência mesma. É para o que davam as energias, as forças, e as necessidades. Agora, nos damos conta de que quiséramos voltar a trabalhar para fora e tecermos com outros, que este espaço que cuidamos como uma pequena brasa se reúna com outras que faz tempo começam a mover-se, para acender de novo um fogo. É um desejo nosso e uma resposta a chamados que escutamos desde outros territórios, a vozes levadas por uma mesma corrente que também estão buscando reunir-se e conspirar.
Uma forma que escolhemos para reencontrar-nos com outras resistências, projetos e individualidades é pôr o espaço em um evento onde possamos nos reunir. Queremos que esta primavera seja negra como a noite, ante o brilho artificial de morte e dominação que vem desde o poder. Por isso lhes propomos aproximar-nos às brasas este 26, 27 e 28 de abril a conversar, conspirar e compartilhar na penumbra, nesta outra cidade monstro às costas da Barranca de Huentitán chamada Guadalajara. Nos parece a ocasião perfeita para que voltem a brotar as flores da luta, a anarquia e a vida. Os convidamos a participar com atividades, textos, música, teatro, apresentações, palestras, conversas, gráfica ou o que gostem propor desde seus territórios.
Que a obscuridade se converta em um refúgio e deixe de representar medo e incerteza. Preparemos o terreno para este novo ciclo, semeemos as sementes de rebeldia para colher frutos de liberdade.
A chamada estará aberta até o dia 12 de abril. Para agendar as atividades, envie-nos um email para: laterka1312@riseup.net
Nunca é tarde para sair e brincar.
Amor e anarquia!
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
Em solidão,
Como minha comida —
Vento de outono.
Issa
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!