
não mendigamos
roubamos
não respeitamos nada
não esperamos nada
não cremos em nada
não temos nada
nos alimentamos de nossa própria raiva
não abaixamos a cabeça
não nos ajoelhamos
não temos medo
porque não temos nada que ganhar
cuspimos
mordemos
aranhamos
lutamos corpo a corpo
porque estamos desarmados
e nos despojamos de tudo o que nos atava
estamos desnudos
sós
à intempérie
feridos
queimados
preparados
para acender a mecha
da destruição
“voltar à terra” – José Pastor González (Rasmia Ediciones)
agência de notícias anarquistas-ana
Entre haicais e chuva
Súbita inspiração:
Um trovão.
Sílvia Rocha
Que isso, anarquia mesmo? Achei interessante esse ponto sobre a revolução espanhola, mas confesso que nunca tinha parado pra pensar…
O texto ficou bem natural, dá para sentir que veio de uma experiência real. Esses detalhes pequenos acabam prendendo mais…
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!