
Há décadas, o Estado vem tentando assimilar o 8 de março como um feriado institucional, apresentando-o como um dia que mostra o suposto progresso de nossas sociedades. A realidade, é claro, para mulheres, pessoas trans e queer, está longe dessa narrativa: feminicídios, espancamentos, controle sobre o corpo das mulheres com a constante reintrodução da questão do aborto, ataques transfóbicos, redes de tráfico, estupro, sexismo no local de trabalho, assédio. A violência patriarcal e baseada em gênero está aqui e as frentes abertas na luta contra ela são muitas e diárias.
No dia 8 de março, todos nós estaremos nas ruas não para comemorar algumas injustiças dos últimos anos. Estaremos nas ruas sabendo que o patriarcado é um elemento estrutural de nossos Estados e sociedades, que a discriminação de gênero, juntamente com a discriminação de classe e raça, cria precisamente as áreas de exclusão de que a dominação precisa para sua reprodução.
O dia 8 de março não é um dia de aniversário; é um dia de luta pelo direito à vida e à liberdade do monstro patriarcal. De 1857 a 2025 e pelo tempo que for necessário, estamos ao lado dos oprimidos de todo o mundo que estão lutando contra todas as formas de dominação.
“Toda tentativa ousada de fazer uma grande mudança nas condições existentes, toda visão elevada de novas possibilidades para a raça humana, foi rotulada de utópica.” Emma Goldman
athens.indymedia.org
agência de notícias anarquistas-ana
vejo as flores
coloridas e lindas
brilham meus olhos
Thiphany Satomy
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!