
O ex-preso do 11J, Alexander Fábregas Milanés, condenado por “propaganda contra a ordem constitucional”
Um tribunal cubano condenou a sete anos de cárcere a Alexander Mario Fábregas, ex-preso do 11J, por mostrar em redes sociais vídeos nos quais, segundo a sentença, “questionou o sistema do Estado cubano e atacou o presidente” do país.
A sentença 20/2025 da Sala dos Delitos contra a Segurança do Estado do Tribunal Provincial Popular de Villa Clara, à qual EFE [agência de notícias] teve acesso, assegura que Fábregas, de 34 anos, cometeu por esses fatos um delito de “propaganda contra a ordem constitucional”.
A sentença apresenta que o condenado realizou vários vídeos ao vivo no Facebook nos quais advogou por sair às ruas para protestar, assegurou que a desobediência civil “é um direito, não um delito” e pediu para apoiar os “presos políticos”.
O documento detalha que estas publicações tiveram entre 30 e 22 reações, entre 50 e 383 comentários e que foram compartilhadas entre 19 e 167 vezes, além de amplificadas por três canais de Youtube.
Por tudo isto, o tribunal considerou provado que o condenado realizou estas publicações “com a intenção de estimular as pessoas a atentar contra a estabilidade social e o Estado socialista proclamado pela Constituição da república”, ainda que Cuba tenha quase 10 milhões de habitantes.
A primeira detenção de Fábregas aconteceu em dezembro de 2020, durante só três dias – prazo máximo sem julgamento –, por publicar uma fotografia em redes sociais onde aparecia com um cartaz que dizia: “Não Mais Miséria”.
Posteriormente, foi detido na noite de 11 de julho de 2021 em sua casa, por transmitir em suas redes sociais seu chamado a sair às ruas de Sancti Spíritus para acompanhar os protestos antigovernamentais que durante essa jornada sacudiram a Ilha.
Nove dias depois de sua detenção em um dos muitos julgamentos sumários que se realizaram nesse contexto, o jovem foi condenado a nove meses pelo delito de incitação a delinquir, ainda que nem sequer saiu ele mesmo à rua aquele 11 de julho.
A mãe de Fábregas sofreu, como ele pressões da Segurança do Estado, que começaram após sua saída do cárcere em abril de 2022.
O Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH) qualificou em redes sociais a sentença de “injusta” e “produto de uma clara violação dos direitos humanos”, fruto de “um tribunal carente de independência”.
Nos últimos anos várias pessoas foram condenadas a prisão em Cuba por expressar sua oposição ao sistema político em redes sociais.
A ONG Prisoners Defenders registrou até fevereiro um total de 1.150 presos por razões políticas em Cuba.
Fonte: Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH)
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suspensos nos ramos verdes.
Paineira no outono.
Delores Pires
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!