
Nós, da Frente Anarquista do Irã e do Afeganistão, reafirmamos mais uma vez nossa postura inabalável e baseada em princípios:
Toda guerra, de qualquer escala e sob qualquer pretexto, iniciada ou prolongada pelos Estados deve ser condenada de forma inequívoca.
Os Estados, independentemente de sua forma ou aparência, utilizam a guerra como instrumento de sobrevivência e controle. E, nesse processo, são as vidas, a dignidade e o futuro das pessoas comuns que são pisoteados.
Em um momento em que o mundo se vê novamente envolvido em violência, bombardeios, mortes, deslocamentos e insegurança, insistimos nesta verdade duradoura: as verdadeiras vítimas da guerra são sempre as pessoas — não os Estados, não as ideologias, não as fronteiras.
Nossa luta, como sempre, não é pela redistribuição de poder entre elites, mas contra a própria instituição do Estado e todas as formas de dominação organizada.
Nos solidarizamos, com cuidado e determinação, com o povo do Irã, do Afeganistão e de toda a região em geral.
O que presenciamos hoje são, por um lado, os crimes flagrantes do regime israelense, que ataca a população civil em Gaza e em outros lugares com brutalidade implacável. Por outro lado, vemos a República Islâmica do Irã manipulando o medo da população, jogando jogos geopolíticos à custa de vidas iranianas e impondo o peso da guerra à sociedade.
Vemos a República Islâmica não apenas como um belicista regional, mas como parte de uma cadeia global de dominação e repressão: um regime que, durante décadas, atacou o povo iraniano com censura, pobreza, encarceramento, tortura e execuções, e que põe em risco, de maneira imprudente, milhões de pessoas por meio de suas provocações militares.
Embora condenemos as atrocidades do regime sionista nos termos mais duros, também declaramos que a luta contra a República Islâmica faz parte da nossa luta mais ampla contra todos os Estados e estruturas de dominação — uma luta que continuará.
Lutamos por um mundo sem fronteiras, sem Estados, sem exércitos nem autoritarismo; um mundo onde a humanidade, a vida e a liberdade estejam no centro. Nossa principal luta sempre foi contra o autoritarismo político, o totalitarismo e o próprio Estado.
Frente Anarquista do Irã e do Afeganistão
13 de junho de 1404 (Calendário Persa)
Fonte: https://cnt-ait.info/2025/06/15/declaration-iran/
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
Triste despedida
Que fazer com esta carta?
Outro origami?
Chico Pascal
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!