
Vinte e quatro anos atrás, em Gênova, aconteciam nestes dias os protestos contra a cúpula do G8. Centenas de milhares de pessoas de toda a Europa e do mundo, reunidas no “movimento dos movimentos”, para contestar a gestão neoliberal da globalização e reafirmar que “um outro mundo é possível” – sem exploração, opressão, racismo ou patriarcado.
O G8 de Gênova entrou para a história pela dimensão e radicalidade dos protestos, além de sua capacidade de antecipar questões, mas também, infelizmente, pelo nível “chileno” de repressão, considerada pela Anistia Internacional como “a maior violação de direitos humanos em um país ocidental desde a Segunda Guerra Mundial”.
Além dos ataques violentos, dos carros em alta velocidade, dos gases lacrimogêneos, das caçadas humanas e de tudo de pior que a ciência policial e militar podem oferecer, aquela repressão foi responsável pelo massacre da escola Diaz, pelas torturas no quartel de Bolzaneto e pelo assassinato de Carlo Giuliani, morto no dia 20 de julho de 2001 às 17h27 na Praça Alimonda – primeiro atingido por um tiro disparado de dentro de um veículo blindado dos carabineiros pelo agente Mario Placanica e depois esmagado várias vezes pelo mesmo veículo, que manobrava para fugir do local.
Ontem, como em todo 20 de julho desde 2001, centenas de companheiros e companheiras se reuniram na Praça Alimonda, em Gênova, para lembrar Carlo e os dias do G8 de 2001.
Tradução > Liberto
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agência de notícias anarquistas-ana
Vento na cortina:
Na tarde de inverno
melancólicos haicais.
Rogério Togashi
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!