
Em 21 de agosto de 2006, morre em Londres (Inglaterra) o militante anarquista e anarcossindicalista Joaquín Pérez Navarro. Ele havia nascido em 4 de agosto de 1907 no sítio de Los Calpes de la Puebla de Arenoso (Alto Mijares, Valência) e era o mais velho de três filhos de uma família humilde de camponeses. Em 1918, emigrou com sua mãe viúva para Barcelona, onde trabalhou como servente de pedreiro antes de se tornar garçom, profissão que exerceria definitivamente.
Em 1919, filiou-se à Confederação Nacional do Trabalho (CNT) e começou a participar ativamente do movimento anarquista. Pegou em armas durante os combates nas ruas de Barcelona em julho de 1936 contra o levante fascista e depois na frente de Aragão, integrado na Coluna Durruti. Mais tarde, trabalhou nas coletividades de Gelsa e Pina de Ebro. Com a militarização das milícias, recusou um cargo oficial. Como membro do grupo “Los Amigos de Durruti”, lutou em Barcelona contra os estalinistas durante os “Eventos de Maio” de 1937.
Em seguida, lutou no Exército republicano na formação que havia sido a Coluna de Ferro. Em novembro de 1938, foi detido por portar uma pistola por agentes comunistas, embora filiados à CNT, e, após ser torturado na checa da rua Provença de Barcelona, foi preso em Montjuïc e, submetido a um julgamento sumário, condenado à morte, pena que foi ratificada em uma revisão posterior do seu caso. Conseguiu fugir quando as tropas franquistas se aproximavam de Barcelona e conseguiu chegar à França. A partir de janeiro de 1939, passou pelos campos de concentração de Argelers e Barcarès.
Em 1940, passou a trabalhar na construção do dique de Brest, designado para as companhias de trabalho. Com a vitória alemã, fugiu para o Reino Unido. Estabelecido em Londres e trabalhando no Berkeley Hotel, no bairro londrino de Mayfair, militou no grupo anarquista espanhol da capital inglesa e, entre 1969 e 1974, chefiou a Comissão de Relações da CNT no Reino Unido e colaborou na edição de vários boletins anarquistas publicados em Londres no final do franquismo. Depois trabalhou no George & Dragon, em South Kensington, e, até a aposentadoria, no Wheeler’s Restaurant.
Entre 1999 e 2002, colaborou na Cenit. Foi autor de Relato poético (1995), SIM (Serviço de Investigação Militar) (1998, com Francisco Piqueras) e Eu lutei pela revolução social do povo espanhol e por todos os povos do mundo. Memórias e documentos de um anarquista exilado na Grã-Bretanha (1999). Doou sua biblioteca e arquivo para a Kate Sharpley Library, um acervo anarquista de Londres.
Joaquín Pérez Navarro, o último sobrevivente de “Los Amigos de Durruti”, morreu em 21 de agosto de 2006 em Londres (Inglaterra) e foi cremado em 30 de agosto, envolto na bandeira vermelha e negra.
Fonte: https://pacosalud.blogspot.com/2025/08/joaquin-perez-navarro-torturado-por-una.html
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
Não é meia-noite
e as mariposas cansadas
já dormem nas praças.
Humberto del Maestro
PARABÉNS PRA FACA E PRAS CAMARADAS QUE LEVAM ADIANTE ESSE TRAMPO!
Um resgate importante e preciso. Ainda não havia pensado dessa forma. Gratidão, compas.
Um grande camarada! Xs lutadores da liberdade irão lhe esquecer. Que a terra lhe seja leve!
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