
Mais uma vez iniciamos nossas atividades para conformar um sindicato em combate, como sempre foi a Confederação Nacional do Trabalho.
Um sindicato que faz das palavras União, Ação e Autogestão a guia de nossas atividades e objetivos.
Porque não lutamos apenas contra a precariedade e a situação que enfrentam os/as trabalhadores/as, lutamos contra o capital, contra a exploração e o roubo da mais-valia pela classe empresarial. Em um momento em que, praticamente, a quase totalidade da mal chamada esquerda renunciou a seus postulados históricos e se converteu em meros gestores assalariados do capitalismo e da economia de mercado, esquecendo os problemas enfrentados pela classe trabalhadora. Claro, nossos políticos nunca tiveram que estar às 8 da manhã em uma linha de montagem de fábrica.
Nós nos declaramos firmemente ANTICAPITALISTAS, já que o capitalismo é um sistema que precisa ser derrubado ou acabará destruindo tudo, talvez até se autodestruindo, com um consumo desenfreado e irracional, tanto dos recursos quanto do nosso próprio planeta.
Mas não temos apenas que levantar nossas armas contra o sistema econômico atual. Também – e tod@s têm consciência da situação que vivemos a nível mundial e nacional – é preciso enfrentar o retorno do fascismo. Sim, com todas as letras, com governos liderados por genocidas que implementam políticas de extermínio e discriminação. Não é necessário listar os países sob esse tipo de governo. Um câncer que se espalha e que, evidentemente, também já chegou à Europa.
É preciso frear o fascismo em todos os fronts.
Ao mesmo tempo, é hora de criar consciência, cultura e organização para que nossa alternativa seja viável, desde baixo, como não poderia ser de outro modo. Somente com cultura e formação, com solidariedade e apoio mútuo, podemos e devemos criar e tecer redes de autodefesa.
Pela Anarquia, para que esta seja visível em nossa teoria, mas também para colocá-la em prática, para ir além das palavras. É preciso defender a liberdade e as liberdades, aquelas que pouco a pouco estão sendo retiradas de nós. É preciso lutar pela igualdade e pela justiça social.
Isto não é uma moda, é um compromisso de todo revolucionário, de toda pessoa com consciência de classe, de classe trabalhadora.
Como não podemos esquecer, este é o nosso hino:
Tempestades negras agitam os ares
Nuvens escuras nos impedem de ver
Ainda que nos esperem a dor e a morte
Contra o inimigo nos chama o dever
Hoje como ontem, a CNT está em luta. Se você quiser, aqui tem o seu lugar. Não vai ser fácil, mas juntos somos mais fortes.
Saúde e Anarquia!
Fonte: https://elche.cnt.es/2025/09/09/cnt-elx-volvemos-a-la-carga/
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
A rã de Bashô
sai num pulo do haicai
dele para o meu.
Otoniel
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!