
Abre no primeiro sábado de cada mês, em Saint-Nazaire (Loire-Atlantique), nas instalações “autogeridas” do Amies de May, boulevard de la Renaissance.
Louise Michel, Christine Delphy, Alexandre Berkman… Nenhum retorno literário às aulas aqui, nenhum best-seller político nem romances de estação de trem. “Oferecemos livros difíceis de encontrar em outros lugares, só em algumas bibliotecas autogeridas”, diz Corine Cadren. Com Yann Perry, ela está na origem da nova biblioteca “feminista e anarquista”.
A partir deste fim de semana, está aberto todo primeiro sábado do mês, das 14h às 18h, no Boulevard de la Renaissance. Fica nas instalações do Amies de May, inaugurado há um ano, que acolhe diversas atividades ativistas: oficinas de Slam, conferências etc.
“Nenhum feminismo de direita ou extrema direita nas nossas prateleiras”, adverte Corinne Cadren. Ela cuidou desse aspecto, solicitando publicadores e doadores. Há trabalhos abordando correntes feministas internacionais, como o “Afrofeminismo”, nascido contra a opressão das mulheres negras. A biblioteca também oferece obras políticas sobre o anarquismo, vários movimentos de luta, para gays, lésbicas e transgêneros, a emancipação das minorias contra a sociedade patriarcal.
“Ao aderir (por 5€), assina-se uma carta de valores que corresponde ao espírito das nossas instalações autogeridas”, explica Yann Perry. “Sem subsídio, tudo é financiado por nós. Estamos empenhados em desenvolver uma visão social da vida, para fornecer uma história diferente daquela frequentemente escrita pelos vencedores!”
Todos podem pegar três livros emprestados por mês. “Também temos um pouco de literatura, fundamentos, livros raros para consulta”, diz Michel Perraud.
Tradução > CF Puig
agência de notícias anarquistas-ana
mar não tem desenho
o vento não deixa
o tamanho…
Guimarães Rosa
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!