
Terça-feira, 9 de dezembro – Embaixada dos EUA em Berlim – 18h às 19h00
Na terça-feira, 9 de dezembro de 2025, o jornalista afroamericano Mumia Abu-Jamal, completa 44 anos(!) de prisão por um suposto assassinato de um policial. Como jornalista, décadas atrás, Mumia denunciou o governo corporativo, a repressão autoritária e racialmente motivada e a violência policial mortal nos EUA e os criticou quando seus colegas às vezes se subordinavam voluntariamente ao mainstream. Como ex-porta-voz do Partido dos Panteras Negras, ele sabia e sabe muito bem do que são capazes os representantes da supremacia branca nos EUA.
A atual aquisição tecno-feudal não cresceu da noite para o dia, mas está profundamente enraizada no colonialismo social-darwinista da América do Norte. O assassinato em massa e o etnocídio da população indígena, bem como a escravidão, que continua até hoje de forma modificada, permitiram que a classe dominante nos EUA ignorasse os direitos humanos e afirmasse os próprios interesses sem escrúpulos. Já há muito tempo, as guerras que os EUA vêm travando ou apoiando externamente são um espelho das guerras que travam internamente desde o seu início: expulsão e assassinato de todas as pessoas de cor que não se subordinam aos interesses da exploração. Um judiciário classista e racista garante que o terço inferior da população dos EUA não tenha acesso à justiça e que as corporações possam fazer o que quiserem sem impedimentos. Uma força policial que emergiu das patrulhas escravistas dos antigos estados do sul saqueia e aterroriza impunemente a população pobre do país. Políticos de ambos os principais partidos nos EUA costumam ser lobistas de grandes corporações, especialmente das indústrias de armas e prisões.
Mais de 2 milhões de prisioneiros, maior população carcerária do mundo, geram lucros gigantescos e permanecem em grande parte sem direitos civis, mesmo após a libertação da prisão. Sentenças de prisão excepcionalmente longas e o uso de confinamento solitário ao longo de décadas, o que viola os direitos humanos, fazem parte do programa de tortura estabelecido para manter a população sob controle na chamada “Terra dos Livres”. Nem falamos, ainda, sobre controles policiais racistas e a destruição do estado de bem-estar social. Devastador e apocalíptico, mas os fascistas da tecnologia não estão tão firmemente assentados.
Apoiar aqueles nos EUA que se opõem a tudo isso e defendem uma perspectiva de liberdade e justiça é o mínimo que podemos fazer. Aos 71 anos, ainda preso, Mumia Abu-Jamal continua lutando contra tortura, exploração e guerra, depois de sobreviver a duas ordens de execução da pena de morte. Ameaçado pela cegueira, afetado por inúmeras doenças não tratadas da velhice, ele não deixa de ser a voz dos oprimidos no corredor da morte e nas prisões de isolamento nos EUA. Vamos fortalecer Mumia, vamos fortalecer os prisioneiros combatentes nos EUA!
Venha para o comício no 44º (!) aniversário de sua prisão em frente à Embaixada dos EUA em Berlim: Pariser Platz 2, perto do Portão de Brandemburgo, das 18h às 19h00.
FREE MUMIA – FREE THEM ALL!
>> Mais infos: https://freiheit-fuer-mumia.de/
Tradução > CF Puig
agência de notícias anarquistas-ana
Pra que respirar?
posso ouvi-la, fremindo,
maciez de noite.
Soares Feitosa
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!