“Certa vez um professor me disse que eu deveria ler os anarquistas.”

Instituto de Estudos Libertários (IEL) entrevista Sofia Fernandes | Fevereiro de 2026

Oi Sofia! Obrigada pela entrevista! Fale um pouco de você.

Me chamo Sofia Fernandes, nasci, cresci e moro em Brasília, mas já morei em Outro Preto, Porto Alegre, Buenos Aires e Paraty.

Sou arte-educadora, estou beirando os 60, já participei de vários grupos ao longo da minha vida. Confesso que ainda fico feliz quando me envolvo em coletivos com os quais me identifico, sejam eles de viés político, filosófico, artístico ou tudo junto e misturado.

Como você conheceu o anarquismo?

Eu tinha uns 17 anos e estava cursando História na Universidade de Ouro Preto. Lá me envolvi com o movimento estudantil que era totalmente dominado pelos marxistas. Nas reuniões do DCE vi de perto a prática dos “camaradas” e me decepcionei muito com essa galera… Me incomodava o machismo, a arrogância, as manobras, as manipulações e sobretudo o autoritarismo na tomada de decisões.

Certa vez um professor me disse que eu deveria ler os anarquistas. Putz, que alívio eu senti quando folheei as primeiras páginas do livro do Woodcock!  Acho que essa seleção de textos, inclusive, era a única publicação disponível antes do Plínio começar a lançar todos aqueles livros sobre anarquismo.

De volta a Brasília, esbarrei com uns gatos pingados na rua distribuindo panfletos de voto nulo. Me aproximei, me apresentei e logo fui convidada a participar das reuniões do Coletivação. 

Aí sim eu me senti numa turma boa! Os encontros eram descontraídos, estávamos todos confortáveis no mesmo degrau, falava quem queria falar, sem supremacia, ouvíamos uns aos outros, e as decisões eram tomadas pelo grupo.

>> Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui:

https://ielibertarios.wordpress.com/2026/02/09/instituto-de-estudos-libertarios-entrevista-sofia-fernandes/

agência de notícias anarquistas-ana

Uma chuva leve.
João-de-barro feliz
Quer barro fresquinho.

Eric Felipe Fabri

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