
Não me falem de um trono nas nuvens vazias,
de um pastor celestial contando seus rebanhos.
Cada altar é uma pedra sobre um peito livre,
cada hino, uma cantiga para adormecer órfãos.
Inventaram um pai perfeito para justificar a culpa,
uma culpa primordial que herdamos sem pecado.
É uma teia fina, Deus, tecida com medo do escuro,
com o pavor ancestral da noite e do silêncio.
Arrancamos esse véu. Não há juízo final,
só a responsagem tremenda e bela
de sermos, enfim, os únicos artesãos do amanhã.
A divindade que buscamos ruge nas mãos unidas,
no pacto humano, nu e cru, sem intermediários.
Liberto Herrera.
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