[Espanha] 8M | Mulheres livres. Contra toda autoridade

Não viemos pedir nada. Não viemos implorar direitos nem mendigar compreensão. Viemos exigir-nos a nós mesmas, a sacudir a preguiça mental.

Frente ao avanço do fascismo, do patriarcado e de um sistema que pretende governar-nos com medo, disciplina e obediência, afirmamos o mesmo que ontem e que hoje volta a ser urgente: não aceitamos tutelas. Nem a do Estado, nem a do homem, nem de partidos, nem de hierarquias que falam em nosso nome enquanto decidem por nós.

Somos feministas porque combatemos todas as violências.

Somos antifascistas porque o autoritarismo sempre começa controlando corpos e silêncios.

Somos anarquistas porque cremos na ação coletiva, no apoio mútuo e na autogestão e na horizontalidade.

Queremos mudar tudo. Queremos vidas dignas, livres e sem medo. Mulheres que não obedeçam cegamente, que não repitam bandeiras alheias.

Não queremos disciplina que anule a iniciativa, nem hierarquias que convertam a umas em mandos e a outras em obedientes. Queremos responsabilidade livremente assumida e cooperação.

Nossa luta não é contra o homem, mas contra tudo o que oprime: a ignorância, a miséria, a exploração e a autoridade imposta.

Por isso saímos à rua.

A luta é agora. A fazemos nossas.

Nos organizamos porque a vida não se delega.

CNT-AIT

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

sob o último sol,
ave beija a face do lago;
o espelho trêmulo se arrepia.

Alaor Chaves

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