[França] Lançamento: Votar, eu? Nunca!

Desde o início dos tempos democráticos, o abstencionista tem sido um alvo perfeito, um encrenqueiro por padrão, um culpado ideal quando há uma crise política. Não votar seria crime; Hoje em dia, é crime em alguns países. Não votar então proibiria você de ter qualquer direito à expressão política. Nada poderia estar mais longe da verdade.

Desde o início dos tempos anarquistas, muitos camaradas se recusaram a se submeter à primazia coercitiva da maioria e a seguir na direção desse gado eleitoral que cederá sua soberania aos eleitos divinos. “Nem Deus, nem César, nem tribuno”, disse um deles; Acima de tudo, não havia “servidão voluntária”, argumentava o outro.

De Octave Mirbeau a Sébastien Faure, passando por Reclus, Louise Michel, Pouget, Libertad e tantos outros, La Pigne reuniu todo um argumento político e histórico com o objetivo de transformar a democracia representativa em uma ilusão e o voto uma abdicação insuportável.

Sim, cidadão-eleitor, o criminoso é você!

E, até certo ponto, esses textos incisivos e corrosivos, ancorados em seu tempo, o da triunfante Terceira República, acabariam até por ser de atualidade ardente. Votar, eu? Nunca!

Voter, moi? Jamais!

Coletivo

Éditions de la Pigne, formato 12 x 20 cm, 160 páginas

9 euros

lapigne.org

agência de notícias anarquistas-ana

Regato tranqüilo:
uma libélula chega
e mergulha os pés.

Anibal Beça

One response to “[França] Lançamento: Votar, eu? Nunca!”

  1. Luis Martins

    Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de “democráticos”.
    Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas; ou seja, aristocráticos. É uma das coisas a ser corrigidas no discurso anarquista.

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