[São Paulo-SP] Tomar as ruas e erguer a luta popular combativa!

Chegamos à metade de 2021 em uma situação desesperadora. É urgente acabar com todas as políticas de morte do nosso povo. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, filhos do povo, precisamos pôr fim aos governos genocidas que nos exploram.

Só a mobilização nas ruas com o povo organizado pode mudar nossa situação de miséria, fome, desemprego, precarização e morte. Nossa tarefa agora é levantar as demandas populares da nossa classe e defendê-las através dos métodos históricos de luta dos trabalhadores: organização de bairro, autodefesa, atos de rua, piquetes, boicotes, barricadas e greve!

Não temos nenhuma ilusão nas instituições, nos partidos eleitoreiros e nos políticos. Não esperamos nada das eleições e do Congresso. Nossa saída continua a mesma de sempre: através da luta popular e combativa, da ação direta das massas e da construção revolucionária, bem longe dos palanques eleitorais, das traições de classe e dos acordos pelegos!

É hora de tomar as ruas de verdade! Organizar as comunidades, fechar as ruas e parar o Brasil! Chega de mortes! Chega de massacres! Chega de despejos! Vamos à luta pelos direitos do povo pobre e trabalhador!

Construir a Greve Geral pelos direitos do povo!

Organizar a rebelião dos trabalhadores!

Derrubar os governos genocidas nas ruas!

Luta com a FOB-SP: Construa o Sindicalismo Revolucionário!

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agência de notícias anarquistas-ana

em vão espero
as desintegrações e os símbolos
que precedem ao sonho

Jorge Luis Borges

[Grécia] Comunicado sobre o ataque mafioso ao compa anarquista Giannis Dimitrakis no cárcere de Domokos

Em 24 de maio de 2021, o companheiro anarquista Giannis Dimitrakis foi golpeado selvagemente por um grupo de reclusos na prisão de Domokos. Como consequência do ataque que sofreu, Giannis foi transladado ao hospital de Lamia em estado crítico. Oito dias depois, ainda que nosso companheiro esteja fora de perigo de morte, os riscos para sua saúde seguem existindo: alguns dos danos neurológicos que sofreu poderiam ser permanentes. A força e a resistência mental de Giannis nos fazem ser otimistas de que também sairá vitorioso desta batalha.

O motivo do ataque a Giannis foi sua negativa de aceitar e submeter-se às leis autoritárias e brutais que a ralé do cárcere, em pleno acordo com a polícia penitenciária, quer impor aos reclusos. O motivo do ataque é a defesa inquebrantável de sua existência moral, ética e política, como anarquista, como insurgente, como ativista social. O motivo do ataque é sua negativa a abaixar a cabeça ante quem quer humilhar e golpear os presos mais débeis para comprar prestígio no enfermo código mafioso “legal”. É sua negativa a submeter-se às situações desfavoráveis que prevalecem nas prisões e, mais geralmente, na competição social e de classe. É sua negativa a aceitar a prisão como condição de vida; é, no fundo, sua negativa a submeter-se ao Estado e a seus mecanismos.

Porque este é nosso Giannis. Esta negativa a abaixar a cabeça, inclusive quando tudo parecia impossível, é o que o caracterizou durante toda sua vida. A negativa a submeter-se a qualquer autoridade, formal ou informal, dentro ou fora do cárcere, é o que o levou ao telhado da prisão de Malandrino durante a grande revolta de 2007; esta negação o levou ao conflito no cárcere com o fascista Periandro em 2009; esta negação o levou durante 25 anos com força e consistência inalteráveis pelos caminhos da luta social e de classe. Desde os bloqueios de estrada dos anos 90 até a defesa da expropriação do Banco Nacional em 2006, e desde suas dezenas de textos políticos até sua participação nas lutas antimemoriais dos anos 2010-2013, passando pelas lutas contra as máfias da droga em Exarchia e a participação em todo tipo de práticas revolucionárias. O que arma a mente e as mãos de Giannis é um sentido único da justiça, um sentido único que brota de um coração e uma alma.

As características do bando que atacou nosso Giannis são bem conhecidas. Um dos protagonistas do atentado é um arquétipo do mundo da máfia, da noite, do tráfico de drogas. Quer dizer, uma forma arquetípica do mundo do poder. Pertence a esse circuito mafioso que não duvidava em matar inclusive aos filhos de seus adversários, pertence ao circuito que traficava com grandes quantidades de droga e mantinha sob controle, com o amparo da polícia, clubes de strip-tease e prostíbulos em Kalamata e outras cidades da província. Dentro da prisão, os membros deste circuito exercem responsabilidades específicas – em troca, claro está, de uma “recompensa”– para o controle e a manutenção da prisão dentro do marco estabelecido pela administração penitenciária e o ministério competente. Quer dizer, no marco da sufocação das práticas de revolta e a consolidação de uma cultura de canibalismo, personalização, submissão aos fortes e cooperação com o serviço penitenciário.

Nos que golpearam covardemente Giannis, reconhecemos os planos repressivos do serviço penitenciário, do Ministério de Justiça e Proteção Cidadã, do Governo, do Estado. Como o próprio Giannis disse tantas vezes, dentro ou fora dos cárceres, aonde não chegam os cassetetes da polícia, as armas dos policiais se convertem em facas e armas dos mafiosos. Assim, se os autores do atentado contra Giannis são um grupo concreto de mafiosos, os autores morais do atentado são a direção do cárcere de Domokos, o secretário geral da política anticrime S. Nikolaou, o ministro de justiça K. Tsiaras, o ministro de proteção cidadã M. Chrysochoidis.

A tentativa provocadora do Estado de encobrir e distorcer o acontecido confirma e frisa seu papel na tentativa de assassinato de G. Dimitrakis. Em qualquer caso, a tentativa de assassinato de um preso político por parte dos mafiosos nos cárceres gregos é um  acontecimento político importante, que deve mobilizar a todo o movimento revolucionário e abrir outro campo de conflito contra o mundo podre dos cárceres, as máfias, o Estado e o capital.

De nossa parte, o que temos que dizer, olhando Giannis em seus olhos verdes, é que estamos orgulhosos de sua atitude e que pediremos contas aos autores materiais e morais do ataque contra ele, como dizem os companheiros turcos.

Força ao lutador anarquista G. Dimitrakis!
Liberdade para Giannis!

Contra-ataque de classe
(Grupo de anarquistas e comunistas)

Ταξική Αντεπίθεση
(Ομάδα Αναρχικών και Κομμουνιστών)

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1612845/

Tradução > Sol de Abril

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agência de notícias anarquistas-ana

lavrando o campo
a nuvem imóvel
se foi

Buson

[Espanha] Mulheres, Vida e Liberdade desde o coração do movimento de mulheres livres do Curdistão

Desde o coração do movimento de mulheres livres do Curdistão

Instituto Andrea Wolf

“Nos últimos anos, o Movimento de Libertação do Curdistão, e em particular o Movimento das Mulheres, tornou-se a vanguarda da luta internacionalista do século XXI. Pessoas de todo o mundo viajaram para o Curdistão para aprender e fazer parte do processo revolucionário. Acreditamos ser essencial compreender os processos e a história do movimento, suas teorias e métodos, a fim de se desenvolver como indivíduos e organizações capazes de realizar a luta pela liberdade. Este livro se concentra em explicar a história do Movimento de Mulheres, pois acreditamos firmemente que nossa libertação é o passo necessário para a libertação da sociedade como um todo, de todos os gêneros e povos, da própria vida. Partimos de uma explicação da história a partir da identidade comum das mulheres em resistência, porque acreditamos que as mulheres não são eternas oprimidas, mas sempre têm a capacidade de unir e transformar a realidade. Para todas as pessoas que sonham e lutam pela vida em liberdade, nossa contribuição”.

Editorial Descontrol

A apresentação deste livro ocorrerá na quarta-feira 16 de junho às 20h:00 em La Libre. Uma das autoras estará conosco.

Os convidamos!

Fonte: https://www.briega.org/es/evento/mujer-vida-libertad-desde-corazon-movimiento-mujeres-libres-kurdistan

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

No coração da noite
gemidos & sussurros
humanizando os postes.

Simão Pessoa

[Espanha] Semana de agitação contra a devastação da terra e o aumento da luz

De 14 a 20 de junho jornadas de luta contra a devastação da terra e o capitalismo.

• Terça-feira, 15J | 20h30 | Projeção e debate sobre a espoliação dos recursos da água | Ateneu Llibertari del Palomar | C/Llenguadoc 2
• Quarta-feira, 16J | 20h | Documentário “La infraestructura de la devastación, el proyecto IRSA” e jantar vegano | Hort de Ca la Trava | Travessera de Gràcia 154
• Domingo 20J 12h30 |Fanzines contra a devastação | Quiosk de las Palmeras | Plaza de las Palmeras (Palomar)
• Domingo 20J | 18h | Mesa redonda com coletivos e individualidades em luta sobre a devastação da terra e a luta contra as empresas extrativistas e monopólios capitalistas. | Traga suas contas e contadores de luz para a festa final! | Pl del Àngels (Macba)

Pica a luz, boicote sua comodidade, ataque o capital e o Estado, ocupe as terras tiradas, saia à rua!

ENDESA, REPSOL, NATURGY, IBERDROLA…
ROUBAM, ESPOLIAM E DEVASTAM A TERRA.
Destroem o mundo natural.
Oprimem os povos, especialmente os originários como o povo mapuche.
Explora as pessoas e os ecossistemas.
É fundamental para a manutenção do capitalismo e do poder.

DESTROEM O MUNDO NATURAL:

O setor energético é o responsável por mais de 42% das emissões de CO² a nível mundial, os reservatórios ocupam grandes superfícies (os 200 maiores reservatórios cobrem mais de 25.000.000 ha e um volume de mais de 5.000.000 de Hm3), os reservatórios têm um importante impacto sobre a biodiversidade e a conectividade.
Estas corporações e as atividades vinculadas a elas têm um aspecto extrativista muito importante, com a contaminação e exploração que supõe.

OPRIME OS POVOS:

A atividade das empresas energéticas deslocam populações obrigando a emigrar e as empobrecem. Existem muitos exemplos onde Endesa teve conflito com comunidades ancestrais, onde através da coação intervêm com represas, desviando os rios, despojando comunidades, rompendo os ciclos dos ecossistemas. Assim, em todo o continente, desde comunidades na Guatemala até a luta do povo mapuche, foram afetadas pela invasão destas infraestruturas, para interesses capitalistas. Deste modo, estas empresas estendem seus tentáculos por todo o mundo, tem negócios (e exploram e devastam), e monopolizam elementos tão fundamentais como a água e a energia. Entre outros países atuam no Peru, Chile, Equador, Argentina, Brasil, México, Guatemala, Venezuela, Marrocos, Angola, Egito, Argélia, Índia…

EXPLORA AS PESSOAS:

Não só os trabalhadores de suas empresas, ou os afetados por suas infraestruturas e atividades, uma boa parte de seus lucros vem da venda de energia aos particulares, os lucros são transferidos aos países de origem (no caso de Endesa, Repsol, Naturgy e Iberdrola o Estado espanhol). Esta venda é cada vez mais cara, até o ponto de que em 2020 (ano em que o consumo industrial baixou pelo confinamento) tiveram mais lucros que em 2019.
As energéticas estão por trás de numerosos assassinatos entre os que resistem a suas atividades, 207 pessoas em 2017 (só entre os ativistas ambientais, ficam fora sindicalistas, trabalhadores do campo, professores, profissionais da saúde…), nesta sinistra atividade as energéticas estão acompanhadas pela agroindústria, a florestal e a mineração, a zona mais perigosa é América do Sul, o país com mais mortes é o Brasil seguido de Filipinas, da África não se tem dados.

SÃO CHAVES PARA A MANUTENÇÃO DO CAPITALISMO:

Sem as energéticas não há sociedade industrial nem capitalismo… o capitalismo necessita energia para todas as suas atividades, desde a fabricação industrial, até a “mineração” de moeda virtual. Não há nenhum tipo de energia que não seja contaminante, não suponha extração, não ocupe espaço, não suponha exploração e devastação.
O setor bancário internacional financiou (desde 2016) a estas quatro empresas com 31.256 bilhões de $, o financiamento do Santander e o BBVA foi de 1.064 bilhões de $.

EM DEFESA DA VIDA E DA LIBERDADE, CONTRA A EXPLORAÇÃO E A DEVASTAÇÃO… ATAQUEMOS AS MULTINACIONAIS ENERGÉTICAS!

Anarquistas

Tradução > Sol de Abril

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Sobe a piracema…
A continuidade da vida
na contramão.

Teruko Oda

O anarcofeminismo sempre foi, é e será RESISTÊNCIA.

Evocamos a memória de todas as mulheres anarquistas que vieram antes de nós, as muitas que, inclusive, perderam suas vidas, que abriram caminhos com sua coragem, luta e profundo comprometimento com uma militância libertária que incluísse nossas demandas. Que se mantiveram combativas ante a dominação patriarcal, fosse dentro ou fora dos espaços de construção da luta libertária.

Ao longo dos mais de 150 anos do movimento anarquista, foram e são constantes as tentativas de apagamento da existência do movimento anarcofeminista e da voz das mulheres anarquistas. Ainda hoje, os homens são os teóricos anarquistas usados como principais referenciais que norteiam as bases de construção de pensamento e ação dos movimentos libertários, mesmo com inúmeras mulheres que também teorizaram e teorizam o anarquismo.

O fato é que nós sempre estivemos presentes lutando e construindo bases para que o anarquismo insurgisse e resistisse, para que nossa voz nunca fosse silenciada dentro dessa luta.

Nossa presença sempre foi crucial: sem a nossa luta, o movimento não existiria.

Portanto, qualquer tentativa de apagamento, venha de onde venha, será combatida com a mesma força das que vieram antes de nós.

Viva a memória das bravas! Viva Mujeres Libres! Viva Emma Goldman, Voltairine de Cleyre, Lucy Parsons, Louise Michel, Maria Nikiforova, Kanno Sugako, Luce Fabbri, Maria Lacerda de Moura, Isabel Cerruti, Maria Alles, Carolina Boni, Tecla Fabbri, Teresa Cari, Maria Lopes, Juana Rouco, Petronila Infantes, Maria A. Soares, Lucia Sanchez Saornil, Margarita Ortega Valdes, Virginia Bolten e tantas outras!

Viva as anarcofeministas que pesquisam, lutam e resistem HOJE!

E viva as que virão!

SEMPRE LEMBRANDO QUE PENSAMENTOS TRANSFÓBICOS E QUE CONDENEM QUALQUER CLASSE TRABALHADORA DE MULHERES NÃO SE CRIAM DENTRO DO ANARQUISMO!

Coletivo Anarco Feminista Insubmissas – CAFI

Ilustração pela braba @kabocla__  @anarkaarte

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre a folha verde,
um movimento ondulante:
taturana verde.

Maria Reginato Labruciano

[Israel] “Nossas forças armadas são uma organização terrorista”

Um ex-piloto da força aérea israelense, Yonatan Shapira, disse que o sistema militar do país é “uma organização terrorista e seus líderes são criminosos de guerra”.

Em sua entrevista à Agência Anadolu, o capitão Shapira explicou que se juntou ao serviço militar israelense em 1993, e renunciou em 2003 durante a segunda intifada palestina.

Ele acrescentou que mudou de opinião depois de ingressar nas forças armadas israelenses e percebeu que era “parte de uma organização terrorista”, mas que o número de pessoas que pensam como ele não ultrapassa alguns milhares.

“É uma organização terrorista e seus líderes são criminosos de guerra”, disse Shapira. “O governo israelense é um governo racista  judeu e está arrastando toda a região para um desastre.”

“Eu acredito nisso e tem muita gente que acredita nisso, mas ninguém quer dizer. É um fato que devo dizer”, disse.

Shapira pediu ao mundo que proteja os palestinos da situação atual, porque eles estão sendo mortos por motivos racistas e precisam de grande apoio para impedir o desastre.

Ele criticou a mídia israelense e o sistema educacional, apontando que as pessoas sofreram uma lavagem cerebral e foram impedidas de ver a verdade, e que as crianças estão sendo criadas em um sistema educacional militar altamente sionista.

Shapira afirmou que recebeu uma educação que o encorajou a ingressar no serviço militar israelense para proteger seu povo, mas depois de servir na Força Aérea e lançar bombas sobre civis, ele percebeu que esse ato era um ato terrorista.

Ele afirmou que 27 pilotos pediram demissão das força aérea desde 2003 até hoje.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

A tarde é bem quente.
Cansada, boneca ao lado,
menina dormindo.

Humberto del Maestro

 

Novo som do Ktarse | “Libertem Mumia Abu-Jamal”

Ktarse, rap da quebrada, combativo e anárquico! 

Beat: Leal Ktarse

Captação e pré-mixagem: Leal Ktarse

L e t r a

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Preso político, Mumia Abu-Jamal / Afro americano jornalista radical / Revolucionário na luta contra o racismo / Pantera Negra insurgente, combativo 

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Nos anos sessenta denunciava as crueldades / A violência dos racistas covardes / Lutando ao lado dos empobrecidos / Combatendo o Estado e o capitalismo

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Jornalista ativista, o pesadelo do algoz / A voz do gueto, a voz dos sem voz / Denunciador da violência da polícia / Das mazelas geradas pelos de cima 

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Desde a adolescência esteve engajado / Na luta e resistência dos debaixo / Malcolm X foi sua inspiração / Na luta insurgente pela revolução

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Estudante, amante dos livros / Conhecedor das raízes do racismo / Encantado com os Panteras Negras / Passou a integrar as suas fileiras

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Ministro da comunicação no partido / Escritor contundente contra o imperialismo / Era ameaçado constantemente / Pela supremacia branca estadunidense

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Mesmo sendo perseguido pelo FBI / Nunca desistiu de lutar e resistir / O sistema teme o poder do povo preto / Por isso injetam drogas e armas no gueto 

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Para entorpecer nossa mente revolucionária / Vitória para o Estado é a juventude drogada / Encarcerada, massacrada, ignorante / Inofensiva para a classe dominante 

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REFRÃO

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Sobrevivendo atrás das grades / Quarenta anos de tortura no cárcere / Resistindo ao inferno prisional / Libertem Mumia Abu-Jamal 

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II PARTE

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Em mil novecentos e oitenta e um, vai vendo / Precisamente em nove de dezembro / Mumia Abu-Jamal se torna mais uma vítima / Da insana covardia, do sistema racista 

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Foi preso por reagir contra a opressão / De um verme fardado que espancava seu irmão / Com brutalidade, ódio, fúria / Polícia raça do caralho, filhos da puta 

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No meio da confusão, em meio à briga / Do tumulto causado pela porra da polícia / Múmia foi baleado pelo verme infame / Seu corpo desmaiado jorrava sangue 

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Muitos gritos e disparos de armas de fogo / O verme fardado é encontrado morto / Segundo testemunhas um homem desconhecido / Se infiltrou na briga e disparou vários tiros 

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Deu fuga do local tranquilamente / Sem que a polícia o prendesse / Diversas irregularidades no caso / Demonstra que Mumia poderia ser inocentado

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Mais o tribunal burguês, racista e covarde / Condena Mumia a pena de morte / Uma demonstração de ódio e racismo / Essa é a engrenagem do capitalismo 

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Punir e se vingar de quem não aceita / As injustiças e opressões do sistema / Mais o caso de Mumia Abu-Jamal / Ganha visibilidade a nível mundial 

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Milhares de manifestantes pelo mundo / Fazem protesto contra o absurdo / Que foi o julgamento, a sentença de Mumia / A força das lutas, o povo nas ruas

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Fazem protestos, campanhas, manifestação / Consegue adiar por várias vezes a execução / Ao longo de quase trinta anos de batalha / A pena de morte é revogada 

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Mumia passa a cumprir prisão perpétua / As grades não aprisionam suas ideias / Um revolucionário, um sábio autêntico / Um Guerreiro sagaz do gueto 

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Na prisão Mumia escreve vários livros / Denunciando as atrocidades do racismo / A opressão do Estado e do capitalismo / Sistema que mantém os privilégios dos ricos 

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Mumia é mais um preso político / Sua prisão é um exemplo explico / De como a justiça burguesa é cruenta / Extremamente racista, atroz e violenta 

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REFRÃO

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Sobrevivendo atrás das grades / Quarenta anos de tortura no cárcere / Resistindo ao inferno prisional / Libertem Mumia Abu-Jamal 

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III PARTE

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Mumia, eles não querem apenas a sua morte / Eles querem que aceitemos a miséria e a fome / Querem que nos calemos diante a crueldade / Nos querem dóceis, pacíficos e covardes 

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Eles querem que aceitemos com naturalidade / A violência e toda precariedade na comunidade / Eles querem que não enxerguemos de fato / Que o tráfico de drogas é um projeto macabro

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Orquestrado pelos governantes e capitalistas / Que lucram com o crack e cocaína / Com as armas que circulam nos morros e favelas / São grandes negócios para os senhores da guerra 

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Eles querem nos torturar no sistema carcerário / Querem nos encurralar em favelas e barracos / Eles querem nossa ruína e destruição / Querem que nossos filhos morram de inanição

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Eles querem que a juventude entre nas gangues / Os poderosos lucram com o derramamento de sangue / Eles querem guerras, genocídio e carnificina / Pois esse é o mecanismo do sistema capitalista 

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Eles querem massificar os pobres nos cárceres / Quanto mais presos maior a lucratividade / Esse é o sistema horrendo, covarde / Os crimes dos poderosos contra a humanidade

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Nos prender em presídios é um projeto político / Para encobrir os crimes dos ricos / A única saída para acabar com a violência / É abolir as prisões e destruir o sistema

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Como Mumia Abu-Jamal nos ensina / Nunca desistir da luta combativa / São quarenta anos de resistência no cárcere / Mumia não desiste da luta pela liberdade

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Sua história de coragem, e vontade de viver / Demonstra que o sistema não pode nos deter / Suas palavras, seus escritos são lições / De luta contra as grades e prisões 

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Contra os grilhões, cadeias e algemas / Contra os poderosos e sua soberba / Mumia seus sonhos de liberdade nos inspira / A combater o sistema na luta pela vida 

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REFRÃO

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Sobrevivendo atrás das grades / Quarenta anos de tortura no cárcere / Resistindo ao inferno prisional / Libertem Mumia Abu-Jamal 

>> Escute o som aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=iFCfqXL0PJ4

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Ah, lua de outono —
Andando em volta do lago
Passei toda a noite.

Bashô

[Rio de Janeiro-RJ] Chega de extermínio: Justiça por Kathlen!

Kathlen de Oliveira Romeu foi mais uma vítima da política de extermínio promovida por esse Estado racista e patriarcal. Ela trabalhava em dois empregos, como modelo e vendedora de roupas, tinha 24 anos e estava grávida.

Ontem, dia 8 de junho, Kathlen estava com sua avó, Dona Sayonara, na Comunidade do Lins, Zona Norte do Rio de Janeiro, quando uma operação de policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Lins teve início. Em seu relato, Dona Sayonara conta que a rua estava tranquila, mas de repente os PMs começaram os disparos. Ela tentou proteger a neta e viu que Kathlen estava ferida. A jovem foi levada para o hospital, mas não resistiu ao tiro de fuzil. No mesmo dia, a PMERJ arrancou de Dona Sayonara a sua neta e seu bisneto.

Em protesto, os moradores da Comunidade do Lins fecharam a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá nos dois sentidos.

No mês passado, as polícias civil e militar promoveram uma das maiores chacinas da história do Rio de Janeiro, com a execução de 28 moradores da Comunidade do Jacarezinho. Também no mês de maio a PMERJ executou dois homens na Comunidade Cidade de Deus, o mototaxista Edvaldo Viana e seu carona. Essas execuções ocorreram no mesmo local da execução em janeiro do operário de marmoraria Marcelo Guimarães.

No mês de abril as ações de extermínio foram orquestradas em várias comunidades, deixando um saldo de 9 execuções, incluindo o marceneiro Gemerson de Souza. No mês de março a chacina foi na Comunidade dos Macacos, onde 5 moradores foram executados, entre eles Valmir Cândido, operário terceirizado da Reduc. Em fevereiro a chacina ocorreu em 4 comunidades, com 10 execuções.

Considerando o período de janeiro até maio de 2021, o Instituto Fogo Cruzado registrou, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, 520 assassinadas com armas de fogo, em comparação com o mesmo período de 2020, quando 467 pessoas forma mortas. Um aumento de 11% das vítimas fatais.

As medidas dentro da legalidade para conter essa política racista de extermínio são inúteis, pois cerca de 800 pessoas, segundo o levantamento do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni/UFF), foram assassinadas durante ações das forças policiais em favelas e periferias do Rio de Janeiro desde junho do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a realização de operações policiais em comunidades, exceto em “casos excepcionais”. Ocorreram várias “excepcionalidades”, porque foram 434 ações policiais até 8 de março, ou seja, uma média de 1,5 operação por dia.

Movimentos de comunidades realizaram um ato para ontem, 09 de junho, às 16h30min, na Rua Lins de Vasconcelos: “JUSTIÇA POR KATHLEN – CPX DO LINS QUER VIVER”. No dia 11 de junho está marcado o “Segundo Ato Contra as Chacinas na Favelas”, às 17h no Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio.

Para combater essa política racista e patriarcal de extermínio do povo preto, pobre e morador das favelas e periferias é necessário organizar as brigadas de autodefesa dos territórios e comunidades, resgatando as lutas históricas dos Panteras Negras. Ao mesmo tempo em que é imperativo construir uma Greve Geral Contra o Genocídio do Povo Negro!

lutafob.org

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Casal de patos.
Mas o tanque é velho e a doninha
os vigia.

Buson

[Chile] Chamado à autonomia revolucionária e ao antifascismo militante

O último processo eleitoral vivido no Chile durante 15 e 16 de maio, sem dúvida alguma foi uma surpresa que superou todas as projeções (ainda as mais otimistas) e cálculos dos centros de pesquisa, de intelectuais, assim como dos distintos espaços políticos tradicionais e emergentes. A erupção de independentes, o “aumento” dos votos para o reformismo (Partido Comunista) como para a nova social-democracia (Frente Ampla), e o fiasco da direita para a constituinte e o desconcerto provocou um verdadeiro tremor político de esquerda à direita.

O resultado das eleições e as luzes do espetáculo deslumbraram e iludiram muitos companheiros honestos, isto motivado principalmente pelos maus resultados dos conglomerados que representam e defendem, sem maquiagem alguma, o modelo atual de sociedade. Porém, este “tropeço” eleitoral não significa nenhuma derrota política, ideológica, nem militar desses partidos, nem da burguesia, pelo contrário, esta é uma oportunidade que se apresenta de um reordenamento interno, deixar atrás essa carga e amarração histórica com a ditadura, adaptando assim seus discursos para poder chegar a esses setores populares que hoje não votaram, mas que não os descartaram e/ou eliminaram como opção política no futuro. Neste contexto, se potencializará desde a UDI (União Democrática Independente) a ideia de uma “UDI Popular, na rua e de classe média”, por outra parte, alguns das exConsertación serão ainda mais oportunistas e não vão duvidar (já o fazem) em usar e manusear palavras e conceitos que eles mesmos, há anos, abandonaram e ridicularizaram como “socialismo”, “povo”, entre outros, evidenciando assim seu cinismo e oportunismo, engatilhado principalmente pela erupção dos independentes, que goste ou não terminaram capitalizando politicamente a “convulsão social” (estallido social). Nesta passagem o povo castigou, não deu a outra face, nos alegramos em um avanço, mas se este resultado não traz nitidez a respeito de que sociedade se quer construir, poderia ao final do dia revitalizar a confiança nas instituições da burguesia e seu sistema.

Não se trata de ser pessimista, pelo contrário, é correto analisar a situação tomando a maior quantidade possível de aspectos objetivos e subjetivos com a intenção de ir construindo um “que fazer” para o período.

Um “que fazer” que tenha claramente relação direta com os objetivos finais que persegue a autonomia revolucionária e o antifascismo militante. Dado os resultados, há de se alegrar, mas não se iludir, já que as margens da sociedade burguesa, ao fim e ao cabo, não estão sendo afetados pelo jogo democrático, instalado precisamente por eles mesmos. Apesar do desagrado, à burguesia não restou mais do que aceitar a novos atores políticos em sua mesa, já o fez o PC na Nova Maioria, já o fez com a FA, e sem dúvida não voltará a fazer com os independentes e tudo aquilo que cria ingenuamente, que por meio da legalidade burguesa e sem resistência de sua parte, se poderá construir uma sociedade distinta e melhor.

A pergunta é simples, por que os aceita? A resposta também o é; pois nenhum deles representa um projeto antagônico ao capitalismo. O que eles representam, para além de sua verborreia, não é outra coisa que humanizar e socializar o capitalismo, não substituí-lo. Eles não pretendem acabar com a burguesia como classe social, mas redistribuir os ganhos de algumas das famílias monopólicas da mesma, esses a que hoje em dia se chama “super ricos”, e dentro desta lógica “antimonopólica” certamente confluem e apoiam este objetivo, setores da média e pequena burguesia que aspiram obter uma parte deste suculento saque nas mãos de uns pouco, agora para uns poucos mais.

Muito bem, eles e seus objetivos são nítidos, porém o que fazer desde a autonomia revolucionária e o antifascismo militante? Ou melhor, o que estamos fazendo?

Devemos fazer uma autocrítica implacável, mas sobretudo ter visão de futuro. O que não se fez já é passado, não voltaremos atrás para modificar e fazer o que se supõe que se deveria. Porém, ainda temos oportunidade, o futuro está aberto a disputas, incidências e possibilidades, mas depende do que se faça no presente os resultados do futuro.

O passado recente nos indica que já não basta a ação pela ação, a espontaneidade e a informalidade, o voluntarismo e a reação emocional diante das circunstâncias políticas. Tampouco, basta o rechaço à tática e a uma estratégia de acumulação de forças para o desatar da revolução social. Tudo isto finalmente se traduz em que não serve à não organização, pelo contrário, foi precisamente a falta de organização o que nos levou a este estado de maginalidade (não influenciar) política e de derrota da qual não podemos sair.

É evidente que além dos bordões, não temos capacidade de oferecer uma alternativa política real para a sociedade em seu conjunto.

Se analisamos nosso panorama atual, não existem territórios controlados e/ou afins às ideias e objetivos da autonomia revolucionária ou a seus conceitos (poder popular/ autonomia/ território liberado/ autogestão). A pergunta é: por quê? E essa pergunta por agora a deixamos sem resposta e instalada para o debate.

A autonomia revolucionária tem um desafio: levantar-se e constituir-se como alternativa que cresce de maneira massiva, radical e ativa os objetivos históricos do povo e da classe trabalhadora chilena, originária e migrante. Já não é tempo de principialismos infantis, envelhecidos e paralisantes, mas tampouco é nem será tempo de oportunismos contextuais e vacilantes.

A autonomia revolucionária tem um propósito a curto prazo: se construir em um movimento político, que tenha a capacidade de coordenação, de incidência e de tensão de maneira local, regional e nacional. Segundo sejam suas capacidades, esta não deve rejeitar, a priori, nenhuma forma de luta, será a análise concreta da realidade concreta, o que permitirá avaliar aquilo que permite conquistar posições em benefício do povo e dos trabalhadores, e o que não.

O chamado é urgente, já não é tempo de lamentos do que pode ter sido, não é tempo de preguiça, nem desânimo, hoje mais que nunca é tempo de um convencimento absoluto nas ideias revolucionárias e seus métodos. Chamamos a todas as individualidades, grupos, coletivos e organizações a não se deixar encadear pela pirotecnia da burguesia e os cantos de sereia do reformismo de velho e novo tipo. A nos reencontrar na construção e na ação política. A romper com o desânimo e o estancamento. A instalar sobre as diferenças os encontros. Assumir os erros, as fraquezas e trabalhar para revertê-los, nos fazendo cada dia melhores filhas e filhos do povo em luta. Os convidamos a assumir com peso histórico o presente e trabalhar para um futuro vitorioso e libertário.

Preparar a Greve Geral e a Insurreição Popular!

Pela Autonomia Revolucionária e o Antifascismo Militante!

Pelo Comunismo e a Anarquia!

Maio, 2021. Santiago do Chile.

Tradução > Caninana

agência de notícias anarquistas-ana

Por este caminho,
Ninguém mais passa —
Tarde de outono.

Bashô

[Chile] Não às deportações, nenhuma pessoa é ilegal

O governo e o Estado do Chile agudizam cada dia mais seu avanço racista contra os povos que migram para sobreviver. Valendo-se de táticas miseráveis, as forças repressivas detêm a quem considera irregular e com notificações de madrugada e operativos durante fins de semana, executam deportações massivas que impedem quase qualquer recurso defensivo para frear esta prática criminosa. Como se fosse pouco, o esforço midiático para justificar estes atos vergonhosos, aponta para consolidar estereótipos racistas e a criminalizar comunidades imigrantes.

Ante isso não podemos menos que manifestar nosso total repúdio às deportações, sejam nos fins de semana, na semana ou em qualquer momento ou circunstância. A terra é uma só, a espécie humana também o é. As nações, as fronteiras e as leis de estrangeiro não são mais que divisões inventadas pelos Estados para nos dominar e para que nos enfrentemos entre oprimidos, facilitando deste modo o curso de interesses mesquinhos sobre os quais se funda o capitalismo que rouba nossas vidas e nos impede a livre circulação.

As deportações são processos carcerários.

Alto às deportações!

Solidariedade e Apoio Mútuo entre povos.

Anarquistas Contra o Racismo

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Varrendo folhas secas
lembrei-me do mar distante:
chuá de ondas chegando.

Anibal Beça

[Grécia] Ministro de Migrações defende uso de canhões sonoros para dispersar migrantes

O ministro grego de Migrações, Notis Mitarachi, defendeu nesta quarta-feira (09/06) o uso de canhões sonoros em sua fronteira com a Turquia para dispersar migrantes.

A polícia grega informou na semana passada sobre a implementação de dois canhões sonoros no sul e norte do rio Evros, fronteira com a Turquia e porta de entrada usada por inúmeros migrantes.

O Estado grego adquiriu este material ultramoderno após o fluxo de migrantes em fevereiro de 2020 quando o presidente turco Recep Tayyip Erdogan anunciou que deixaria passar os migrantes que queriam chegar na União Europeia.

Essas ferramentas, denunciadas como perigosas por organizações dos direitos humanos, podem emitir um som de até 162 decibéis, enquanto uma conversa normal tem uma média de 60 decibéis e um jato cerca de 120.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

As vozes não têm idade
quando falam de terremotos
à luz das lareiras.

Kyoroku

[Portugal] O Holodomor de 1932-1933: genocídio do povo ucraniano

Durante décadas os ucranianos tentaram esquecer o horror de 1933, tanto pela dor traumática como pelo medo de pôr em risco os filhos, já que quem falasse sobre o Holodomor era severamente castigado

Por Inna Ohnivets

Como se pode ler nas últimas publicações do Observador, este morticínio gigantesco, ocorrido há 87 anos, é um tema atual. Porém, é de lamentar que, apesar das suas dimensões, este crime continua ainda a ser desconhecido para muitos e, pior do que isso, continua a ser negado por muitos.

Hoje em dia temos livre acesso à informação sobre o tema, para que não tiremos conclusões erradas. Por exemplo, é possível visualizar os comentários do famoso historiador Norman Davis e testemunhos verídicos dos que sobreviveram a este genocídio, gravados num curto documentário “A História do Socialismo: O Genocídio na Ucrânia” de Edvins Snore, cineasta da Letônia.

Há um século atrás, os bolcheviques não conseguiriam garantir a sua vitória e manter o poder sem o controle sobre a Ucrânia. Deste modo, os comunistas consolidaram as suas forças para destruir a República Popular da Ucrânia, o novo estado independente que surgiu em 1918, em resultado da Revolução Ucraniana de 1917 a 1921.

Assim, o território ucraniano foi incorporado na União Soviética como uma República Socialista Soviética, embora na Ucrânia houvesse uma forte resistência ao comunismo. Havia, sobretudo, uma elite erudita de ucranianos, orientada para a independência da sua Pátria, bem como camponeses economicamente autônomos com uma forte consciência nacional.

Considerando isso como uma ameaça eminente à União Soviética, Josef Stalin encetou por uma tática severa – a morte pela fome, a qual agrupava cidades e vilas ucranianas numa lista negra, privando-as de receber produtos manufaturados e comida. Além disso, os camponeses ucranianos eram proibidos de sair das suas próprias vilas para sobreviver.

Os grupos de ativistas, mandados pelas autoridades de Moscou, chegavam às vilas ucranianas e confiscavam tudo o que fosse comestível, não apenas o trigo, mas também as batatas, beterrabas, abóbora, feijão, ervilhas, animais de quinta, etc.

O resultado foi uma catástrofe humana: mais de 7,5 milhões de ucranianos morreram de fome entre 1932 e 1933. Morreram porque a comida lhes foi tirada.

Apenas imaginem que, em junho de 1933, todos os dias morriam cerca de 35 mil pessoas. Morriam 1440 pessoas por hora, ou seja, 24 pessoas por minuto.

Aqueles que sobreviveram, conseguiram-no comendo relva e insetos, sapos e rãs, pele de sapatos e folhas. Houve incidentes de canibalismo que foram detectados pela polícia, os quais foram registrados e reportados às autoridades de Moscou, que nunca responderam.

Numa das cartas enviadas a Stalin lê-se: “enquanto nosso amigo, mentor e pai, quero descrever-vos a verdade que vivemos, não aquela que ledes publicada nos jornais (…) as pessoas comiam relva e até os seus próprios filhos (…) as pessoas morriam de fome, não porque não houvesse colheita, mas porque o estado a levou toda. Enquanto as pessoas morriam de fome, os cereais eram armazenados (…) e destilados para fazer álcool (…) as pessoas famintas que tentavam recolher comida na estação de comboios de Khorol eram abatidas como cães”…

Nos anos 1932-1933 o regime totalitário escondia o seu crime através da propaganda e mentira. Ao longo das décadas seguintes, o regime tentou não só esconder a verdade sobre o Holodomor na Ucrânia, mas também destruir para sempre a memória do mesmo. Não só era perigoso escrever sobre este tema na imprensa, em cartas aos líderes partidários ou a familiares no exterior, como ainda nos seus diários pessoais. Qualquer nota descuidada poderia significar a morte ou décadas passadas em campos de trabalho (Gulag). Porém, apesar de todos os perigos, havia pessoas que não podiam manter silêncio. Por exemplo, as fontes consulares documentaram o seu conhecimento do que se sucedia na Ucrânia naquela época.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://observador.pt/opiniao/o-holodomor-de-1932-1933-genocidio-do-povo-ucraniano/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/10/o-impiedoso-do-catastrofico-seculo-20-stalin-o-homem-de-aco/

agência de notícias anarquistas-ana

morro alto
sobre o som do mar
o som do grilo

Ricardo Portugal

[Espanha] Começa a marcha pela liberdade do povo saarauí na Cantábria

A “Marcha pela Liberdade” nasce da lógica da ação direta não violenta para reivindicar e dar visibilidade à luta do povo saarauí e, desta forma, conscientizar os diferentes grupos políticos e, sobretudo, os cidadãos sobre a situação de emergência do povo saarauí, que busca a paz há mais de quarenta anos e que foi obrigado a exercer novamente a legítima autodefesa diante da flagrante agressão de guerra das forças armadas marroquinas.

Começou em Cádiz em 20 de maio e convergirá em Madrid em 19 de junho com a participação de diferentes colunas que partirão das Ilhas Canárias, Baleares, Galiza, Cantábria, Navarra, La Rioja, Catalunha, Castela La Mancha, Extremadura, Castela e Leon, e da Comunidade Valenciana.

Durante o mês em que a marcha durar, serão realizadas diferentes atividades ao longo de todo o estado. Aqui você pode encontrar a Agenda em Cantábria.

– 4 de junho: Castro Urdiales- Laredo / – 5 de junho: Santoña – Güemes / – 6 de junho: Güemes- Somo – Santander / – 7 de junho: Santander – Torrelavega / – 8 de junho: Torrelavega-Bárcena de Pie de Concha / – 9 de junho: Bárcena de Pie de Concha-Reinosa. / – 10 de junho: Reinosa – Aguilar de Campoo

Fonte: https://www.briega.org/es/noticias/comienza-marcha-por-libertad-pueblo-saharahui-cantabria

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/02/espanha-o-regime-marroquino-e-o-povo-saaraui/

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Da flor o orvalho
nas pétalas: tua face
depois que choraste.

Luiz Bacellar

[Espanha] “A praga de nosso tempo”, com Juanma Agulles

Quinta-feira, 10 de junho de 2021, às 20h00

Apresentação do livro

A combinação de diferentes pragas, guerras e absolutismo parecem suceder um ao outro na história de tal forma que os breves lapsos de civilização quase nos parecem como períodos anedóticos dentro de uma crise permanente da condição humana“.

A praga de nosso tempo está fortemente enraizada na natureza de nossas relações sociais, em uma forma de organização de exploração e dominação que há muito deixou de ter qualquer horizonte que não seja o de sua própria sobrevivência. Hoje fica claro, mais uma vez, que os sacrifícios necessários para a continuidade do modelo serão imputados à conta daqueles que teriam o menor interesse em mantê-lo“.

Juanma Agulles | Sociólogo e escritor, fez parte das Ediciones El Salmón e do coletivo Cul de Sac. Em seus livros e artigos, ele analisou questões relacionadas à tecnologia, à cidade e ao domínio social, dando origem a uma lúcida crítica social. Ele é autor de Los límites de la conciencia, Piloto automático e La vida administrada, entre outros títulos. Em 2017 ele ganhou o Prêmio Catarata de Ensaio por seu livro A destruição da cidade.

Editorial Milvus

editorialmilvus.net

A apresentação deste livro será na quinta-feira, 10 de junho, às 20h00. Teremos a presença de seu autor Juanma Agulles.

Você está convidadx!

Fonte: https://www.briega.org/es/evento/plaga-nuestro-tiempo-con-juanma-agulles

Tradução > Liberto

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minha sombra
com pernas mais longas
não me afasta

André Duhaime

[Chile] Compas em greve de fome na prisão de Rancagua promovem distúrbios contra o regime interno ao qual o Estado quer submetê-los

Cerca de meio dia de hoje, 9 de junho de 2021, a mobilização e a greve de fome iniciada após a transferência de presos da C.A.S. e da Seção de Segurança Máxima para a prisão de Rancagua por remodelações no primeiro espaço prisional deu um novo passo.

Os prisioneiros localizados no módulo 2, correspondente aos presos transferidos da Seção de Segurança Máxima, onde está o companheiro anarquista Francisco Solar, começaram uma desordem queimando roupa e papeis, e gerando uma grande quantidade de fumaça no interior da cadeia.

Os carcereiros chegaram a controlar o distúrbio, com a participação inclusive do pessoal da Brigada Especial Contra Incêndio (BECI), retirando os compas das celas, que conseguiram na prática romper o isolamento total ao que estão submetidos.

Este ato parte da massiva greve de fome dos transferidos (C.A.S.-Segurança Máxima) em rechaço ao isolamento completo causado pela “quarentena” (24h de confinamento e proibição de visitas de advogados), contra o regime alimentício ao qual querem submetê-los (inúmeras restrições na encomenda, negando todas as conquistas no C.A.S.) e as exigências de um regime de desconfinamento digno.

– SOLIDARIEDADE E CUMPLICIDADE COM OS PRESOS EM LUTA E EM GREVE DE FOME!!!!

– CONTRA O CASTIGO E O ISOLAMENTO ENCOBERTO NA PANDEMIA!!!!

– DEFENDER TODAS AS VITÓRIAS ALCANÇADAS COM A LUTA DENTRO DAS PRISÕES!!!!

Buscando La Kalle, informativo de prisioneirxs subversivxs e anarquistas em luta nas prisões chilenas.

buscandolakalle.wordpress.com

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2021/06/10/compas-em-greve-de-fome-na-prisao-de-rancagua-promovem-disturbios-contra-o-regime-interno-ao-qual-o-estado-quer-submete-los/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/09/chile-presos-transferidos-do-carcere-de-alta-e-maxima-seguranca-de-santiago-comecam-mobilizacao-e-greve-de-fome/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/08/chile-urgente-transferencia-de-presos-subversivos-e-anarquistas-para-a-prisao-empresa-de-rancagua/

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Fina chuva inútil
fundo musical
a flauta casual

Winston

Levante sua cabeça. A virada autoritária de uma nova forma e a repressão anti-anarquista na Itália

Contribuição para o encontro no espaço anarquista Motim dos editores anarquistas de “Vetriolo”. Madrid, 27 de fevereiro de 2021

Gratidão aos camaradas pelo convite, lamentamos que mais camaradas não tenham podido vir. A causa desta presença reduzida são as restrições relacionadas às leis repressivas promulgadas pelos governos, sob o pretexto da pandemia. Entretanto, gostaríamos de voltar para novos confrontos o mais rápido possível.

Nas páginas de “Vetriolo”, definimos o clima repressivo na Itália e em geral em todo o Ocidente democrático como uma “nova virada autoritária”. Vamos tentar explicar melhor o significado desta definição.

Uma das razões que nos levou a buscar uma definição específica para o clima repressivo de nossa fase histórica é a insatisfação com as categorias clássicas do antifascismo. Alguns de nós não acreditam que haja de fato um perigo fascista hoje. É claro que há muitos fascistas e eles também são muito perigosos, mas alguns dos redatores não acreditam que haja um perigo histórico e político de regimes fascistas sendo estabelecidos no Ocidente. Na verdade, pensamos que o fascismo foi uma resposta do Estado ao perigo revolucionário. Como hoje não há perigo de revolução social, infelizmente, também não acreditamos que o Estado liberal se tornará um Estado fascista.

Nem todos os camaradas da equipe editorial concordam com esta dedução. No entanto, todos eles estão convencidos da inadequação das categorias clássicas com as quais o fascismo foi abordado no século passado. Por exemplo, a resposta tradicional ao fascismo tomou a forma do chamado “frentismo”. Na Espanha conhecemos o caso clássico deste “frentismo”: a Frente Popular. A Frente Popular é uma ampla aliança de todas aquelas forças que, por razões diversas e muitas vezes radicalmente divergentes, se opuseram ao avanço das forças de Franco. É, portanto, uma aliança na qual convergem forças autoritárias e antiautoritárias, forças burguesas e proletárias. Os horrores históricos da Frente Popular podem ser vistos no momento em que os anarquistas se tornaram ministros no governo republicano. É uma verdade histórica que a revolução social não foi derrotada por Franco, mas primeiramente pelas próprias forças da Frente Popular: o desarmamento das milícias, a restituição aos antigos proprietários ou a nacionalização de empresas autogeridas na Catalunha, a recusa de conceder a independência aos territórios coloniais no Marrocos, o assassinato de muitos anarquistas pelos comunistas, etc. As escolhas, as dos frentistas, que além de serem eticamente infames, foram contraproducentes para a luta armada contra o próprio fascismo. Na Itália, conhecemos um exemplo ainda pior de frentismo no CLN, o Comitê de Libertação Nacional. O CLN foi uma aliança tão ampla que uniu comunistas, socialistas, democratas cristãos e até monarquistas. Todos eles se uniram com o objetivo de expulsar os fascistas e os ocupantes alemães. Uma frente tão ampla a ponto de ter expressado, a princípio, mesmo uma antiga hierarquia fascista como Pietro Badoglio como presidente do Conselho dos territórios “libertados”.

Como acreditamos que o antifascismo carrega em seu DNA o germe do frentismo, preferimos não falar de um novo perigo fascista para a fase histórica que estamos vivendo, mas de uma nova forma de viragem autoritária. Isso significa que mesmo a resposta dos anarquistas, a única resposta revolucionária possível hoje, deve ser uma resposta antiautoritária de uma nova forma.

Esta nossa hipótese não se baseia apenas em eventos passados, mas se reflete também na dinâmica atual. Testemunhamos na última década uma luta pelo poder em todo o mundo entre as forças nacionalistas, os chamados soberanistas, da nova direita de Trump, Salvini, Bolsonaro, Orban, etc., e as forças liberalistas, as forças da globalização, encarnadas pelas elites pró-europeias, o BCE [Banco Central Europeu] e o Partido Democrata nos Estados Unidos. Ambas as forças no campo neste choque de poder são nossos inimigos. Ambas as facções da burguesia mundial são as portadoras da nova guinada autoritária. Concentrar-se unicamente na luta contra os direitistas correria o risco de nos tornar aliados objetivos dos liberalistas, da União Europeia, das multinacionais, da esquerda norte-americana. Vimos isso nos Estados Unidos, onde as lutas antifascistas e antissexistas finalmente se recuperaram para dar a vitória a Biden. Um novo presidente que ameaça ser muito mais agressivo que Trump na política externa (ele já ameaça a Rússia, a China e o Irã).

Os governos mudam, mas as políticas permanecem as mesmas. A nova guinada autoritária acelerou-se incrivelmente durante este último ano pandêmico. As leis liberticidas com o tempo livre dos indivíduos e ao mesmo tempo extremamente permissivas com a produção industrial têm sido a medida de todos os governos, de todas as cores políticas. O controle social tem passado por novas tecnologias, multas, terrorismo da mídia e obediência em massa. Só se pode sair de casa para ser explorado.

A situação na Itália é especialmente difícil. No nível da repressão em massa, tivemos o bloqueio mais difícil em todo o Ocidente. Enquanto 60 milhões de pessoas foram literalmente presas em prisão domiciliar por cerca de 10 semanas, a Confindustria [Confederação-Geral da Indústria da Itália] pressionou para deixar suas fábricas abertas, provocando o contágio e fazendo com que o resto da população continuasse com suas medidas restritivas.

As leis de repressão coletiva do ano passado acrescentaram à já severa legislação contrarrevolucionária. As leis especiais elaboradas no final dos anos 70 e 80 para combater a disseminação da luta armada nunca foram abolidas, mas têm sido progressivamente reforçadas nos últimos trinta anos.

Hoje, muitos anarquistas são submetidos à Vigilância Especial, uma medida policial que não passa sequer por um tribunal, o que impede o camarada em questão de realizar qualquer atividade pública, participar de manifestações, reunir-se com criminosos, sair de casa à noite ou mudar de cidade sem avisar previamente a própria polícia. Se essas medidas forem violadas, há o risco de prisão ou de uma prorrogação do período de Vigilância Especial.

Dezenas de anarquistas têm sido presos nos últimos anos graças ao artigo 270bis do Código Penal. Um artigo que ataca as “associações subversivas”, atacando assim o próprio fato de que se associar, independentemente do crime específico que você é acusado de cometer. A punição para 270bis é de até 15 anos de prisão, em regimes de detenção especiais (normalmente os presos políticos são trancados em seções AS2, mas ainda hoje na Itália há três presos comunistas trancados em 41b, a dura prisão da máfia). O artigo 270bis tem sido usado ao longo dos anos para atingir não apenas os acusados de ações diretas, mas também as redações dos jornais anarquistas, os blogs, todos aqueles que divulgam as denúncias, aqueles que se declararam semelhantes ao conteúdo ou práticas neles expressas, aqueles que organizaram atos de solidariedade ou aqueles que arrecadaram dinheiro para os julgamentos.

Queremos contar tudo isso sem nenhum tipo de vitimização. O Estado ataca, muitas vezes de forma aleatória, porque é atacado. Se houve uma força neste novo século que atacou o poder, especialmente na Europa e na América Latina, foi o anarquismo. Recentemente dois camaradas, Anna Beniamino e Alfredo Cospito, foram condenados a 16 anos e 6 meses e 20 anos respectivamente, em um julgamento máximo no qual a história de toda a Federação Anarquista Informal foi colocada no banco dos réus. A história da insurgência dos últimos 20 anos é reduzida pelas potências que se reduzem à história dos assuntos criminais de alguns poucos camaradas. Uma história que pretende ser enterrada, enterrando estes camaradas durante muitos anos na prisão.

Portanto, não vamos ficar parados. O Estado está se tornando cada vez mais autoritário à medida que o controle social do capital entra em crise. Deste ponto de vista, parece-nos que a atual pandemia global não representa nenhuma novidade qualitativa, mas sim um elemento de aceleração de um processo que vem sendo desenvolvido há algum tempo.

Assim, queremos destacar como esta nova virada autoritária, que afeta os anarquistas e agora afeta toda a sociedade em geral, continua hoje – na Itália e no mundo – sem uma modificação efetiva do envelope político democrático dos Estados. As constituições não foram suspensas, os parlamentos não foram fechados, os sindicatos não foram dissolvidos. Esta é uma peculiar novidade do novo regime autoritário do século XXI. Ao contrário de cem anos atrás, a atual virada autoritária ocorre sem golpes de Estado e sem “revoluções fascistas”. É no contexto da formalidade democrática, mesmo na Itália, no contexto de uma república parlamentar com governos geralmente fracos e de curta duração. Em resumo, o estado atual é tão refinado que é perfeitamente capaz de operar uma suspensão efetiva das “liberdades” de seus súditos, sem prejudicar ao menos sua estrutura democrática formal, mesmo preservando suas crises e grilhões ministeriais.

Devemos, portanto, evitar cair na armadilha de uma dinâmica defensiva de mera resistência. Não há necessidade de resistir ao avanço de um regime, não há necessidade de formar uma frente comum com os democratas, os liberais, a esquerda. Ao contrário, há a necessidade de declarar falência a organização social baseada na autoridade do Estado e na propriedade do capital. Cabe a nós atacar uma sociedade podre, uma sociedade que agora é efetivamente mantida viva nos “cuidados intensivos”. Corte os fios, puxe o plugue. E respire novamente.

Fonte: https://malacoda.noblogs.org/post/2021/06/04/su-la-testa-la-svolta-autoritaria-di-nuova-forma-e-la-repressione-anti-anarchica-in-italia/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o curso d’água,
Perseguindo sua sombra,
Desliza a libélula.

Chiyo-jo