Bombardeio deixa mais de 100 mortos em um dos dias mais sangrentos desde o início da guerra na Síria

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Várias crianças teriam sido feridas em ataque lançado pelas forças militares do governo ao leste de Ghouta, nos arredores de Damasco; conflito no país já dura sete anos.

Um bombardeio pelas forças do governo sírio matou dezenas de civis no leste de Ghouta, uma área controlada por rebeldes próxima a Damasco, dizem observadores.

Se as mortes se confirmarem, esta segunda-feira (19/02) terá sido um dos dias mais sangrentos da guerra civil no país.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês), entidade sediada no Reino Unido, disse que pelo menos 100 civis, incluindo 20 crianças, foram mortos por morteiros e ataques aéreos.

As forças do governo sírio organizaram uma ofensiva para retomar a região no início deste mês. Desde o domingo, os ataques se intensificaram. Segundo o Observatório, 470 pessoas se feriram, algumas com gravidade.

Ao fazer um apelo pela interrupção do bombardeio, agentes das Nações Unidas disseram que a situação está “fugindo do controle”.

O leste de Ghouta, que é habitado por cerca de 400 mil pessoas, é a última região próxima à capital síria ainda sob domínio de rebeldes contrários ao governo do presidente Bashar al-Assad. O local está rodeado por áreas sob controle do governo.

Na semana passada, Ghouta recebeu as primeiras ajudas humanitárias em quase três meses de conflito intenso.

Pior bombardeio em anos

Os ataques ao leste de Ghouta, intensificados desde segunda, atingiram não apenas civis, mas também infraestrutura e meios de abastecimento. Padarias, armazéns e tudo o que pudesse abrigar alimentos virou alvo dos morteiros.

A população teme que a região se torne uma nova “Aleppo”, cidade que foi destruída pelo conflito na Síria.

Voluntários disseram que os ataques atingiram rodovias, causando bloqueio e impedindo a chegada de qualquer tipo de ajuda ou operação de resgate, além de prejudicar a movimentação de ambulâncias.

O número de mortos está aumentando, porque hospitais e postos médicos também foram destruídos. Quatro hospitais improvisados, incluindo uma maternidade, foram atingidos na segunda.

Os rebeldes têm respondido com morteiros lançados a Damasco, mas o poderio das forças militares do governo é bem maior.

Cenas do ataque

Vídeos de Hamouria, cidade onde pelo menos 20 pessoas teriam morrido durante os ataques aéreos da segunda, mostram pessoas deixando prédios gravemente danificados, cobertos por poeira.

Em dezembro, organizações de ajuda humanitária alertaram para as condições da população que morava na área dominada por rebeldes, diante da falta de comida, combustível e remédios.

Coordenador regional humanitário da ONU, Panos Moumtzis disse que era “imperativo” acabar com o “sofrimento humano sem sentido” no leste de Ghouta.

O ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse por sua vez que os desdobramentos dos ataques do governo estão sendo “exagerados” por observadores internacionais.

O próximo mês marca sete anos do conflito civil na Síria. Centenas de milhares de pessoas foram mortas desde então, e aproximadamente 5 milhões deixaram o país.

Fonte: BBC Brasil

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre verde imenso
um ponto saltitante
pássaro cantante

Winston

Lançado o filme “Massa Crítica Fortaleza”

lancado-o-filme-massa-critica-fortaleza-1 A história por traz da revolução cicloviária de Fortaleza (CE).

S i n o p s e:

Após décadas de descaso aos ciclistas em junho de 2013 a Massa Crítica Fortaleza passou a adotar a pintura de ciclofaixas cidadãs como tática de pressão popular. Fizeram a primeira na rua Ana Bilhar e a divulgação do vídeo teve grande repercussão, sendo oficializada rapidamente pela Prefeitura. Sempre anônimas, autônomas e anti-hierárquicas, as ações caíram no gosto e no apoio popular, forçando a Prefeitura a fazer mais de 100 km de ciclofaixas até 2015. Em julho desde mesmo ano a Prefeitura levou o caso para a polícia. Contra a criminalização do coletivo centenas de ciclistas pararam a avenida 13 de Maio. Por toda sua extensão frases, pinturas, além de uma ciclofaixa foram feitas na maior obra de arte coletiva a céu aberto da história de Fortaleza. As ações não pararam e outra grande intervenção foi feita uma semana depois: a pintura coletiva da praça Portugal, que seria demolida um mês depois. O coletivo não foi criminalizado, a praça não foi demolida, e hoje a cidade de Fortaleza possui mais de 200 km de ciclofaixas. Este filme se propõe a descrever um pouco dessa história, construída por centenas de anônimos que já participaram e constroem até hoje essa revolução urbana permanente.

> Para assistir o filme (34:08), com legendas em português, inglês, espanhol e francês, clique aqui:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=1451&v=ez9kkfC9JwM

FB: MassaCriticaFortaleza

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