
As forças policiais russas estão processando mais sete antifascistas sob o pretexto de combater o “extremismo”.
Outra perseguição aos antifascistas começou na Rússia. Em 5 de junho, as forças especiais da polícia prenderam sete pessoas associadas à iniciativa “Antifa United” durante batidas em apartamentos em Moscou e Rostov-on-Don. “Antifa United” é um grupo online que vende, entre outras coisas, seus próprios produtos. O FSB [serviço de inteligência da Rússia] chamou-o grupo de “extremista”. Os ativistas foram obrigados a renunciar aos seus advogados e não contactar ativistas dos direitos humanos e, segundo informações disponíveis, um dos detidos foi torturado com um taser.
Os antifascistas são acusados de criar um grupo extremista e atacar os nazistas. Segundo a polícia, o grupo teria sido formado em 2020, afirmando ainda que os ativistas “observaram as medidas de segurança”. No entanto, conhecidos dos detidos afirmam que a polícia teve acesso às suas comunicações desde 2019.
Atualmente, são conhecidos os seguintes nomes dos processados: Bohdan Jakimenko, Roman Chizhikov (que foi colocado em prisão domiciliar em troca de depoimentos), Ostrovsky e Popov. Bohdan Jakimenko é conhecido há vários anos desde o seu primeiro caso envolvendo enfrentamentos com os nazistas.
O Estado russo persegue os antifascistas há muitos anos e, desde o início da guerra aberta contra a Ucrânia, a tendência só se fortaleceu. Por exemplo, no verão de 2022, o FSB deteve seis anarquistas e antifascistas como parte do chamado caso Tyumen , numa tentativa de acusá-los de “participação numa organização terrorista” e “preparação de um ato terrorista”. As penas de prisão de longa duração e a tortura brutal não são exceção na Rússia. Outras pessoas são perseguidas por resistirem à invasão: por exemplo, o anarquista Ruslan Ushakov recebeu oito anos de prisão por textos anti-guerra no Telegram.
Contato com a Cruz Negra Anarquista de Moscou ajudando os perseguidos: abc-msk(at)riseup.net
agência de notícias anarquistas-ana
Em solidão,
Como minha comida —
Vento de outono.
Issa
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!