[Grécia] Pavlos Fyssas vive, esmaguemos os nazis!

Sábado, 18 de setembro de 2021, marca o oitavo aniversário do assassinato do rapper antifascista Pavlos Fyssas, conhecido por Killah P nos meios do hip-hop grego, esfaqueado por um grupo de neonazistas do partido Aurora Dourada em Atenas. Neste sábado, estão agendadas várias manifestações de rua na Grécia dedicadas à memória de Pavlos. Na ocasião, a seguir, reproduzimos o editorial do Atenas Indymedia.

Em 18 de setembro de 2013, o antifascista P. Fyssas foi assassinado por fascistas e membros do partido neonazista Aurora Dourada. Os assassinos do Aurora Dourada foram condenados e presos pela justiça civil, mas não nos esqueçamos que o fascismo se esmaga com a solidariedade e a luta constante nos bairros, na rua, todos os dias e momentos.

Nikos Michaloliakos e membros do seu partido podem estar na prisão, mas o fascismo vive no Estado usando terno e gravata (com a recente nomeação do Comandante Athanassios Plevris como Ministro da Saúde), fascistas nos bairros continuam atacando imigrantes, o Estado e a UE continuam matando refugiados na fronteira, os patrões não pararam de golpear os oprimidos, o patriarcado continua vivo oprimindo e matando mulheres todos os dias, a polícia está constantemente espancando pessoas que não se enquadram nos padrões.

O fascismo tem muitas formas e a única resposta é o antifascismo militante.

Por um mundo sem fronteiras, nações e pátrias.

athens.indymedia.org

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agência de notícias anarquistas-ana

pássaro tenor
afina a garganta
ao sol se pôr

Carlos Seabra

[EUA] Apoio para lançar HQ | “Durruti: Pessoa das sombras”

A verdadeira história da vida e da morte do anarquista Buenaventura Durruti – como contada pelo quadrinista indicado ao Ringo Award, Brenton Lengel

Nossa história 

E se Coração Valente fosse um pouco mais como V de Vingança e se passasse durante Guerra Civil Espanhola? E se a história girasse em torno do maior herói da classe trabalhadora: Um Robin Hood dos tempos modernos, com o futuro em seu coração e uma arma em cada um de seus bolsos? Um homem que combate as forças do mal: os poderosos, os ricos e os corruptos – em nome das pessoas pobres e inspirado pelos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade?

Coletivo Autônomo, Nova Iorque

Uma editora de livros e quadrinhos sediada em Nova Iorque sem líderes formais, estruturada com um modelo anarcossindicalista de baixo para cima que estimula a democracia direta e a colaboração entre indivíduos iguais. Coletivo Autônomo é a co-editora do Apocalipse Zumbi da Branca de Neve (Snow White Zombie Apocalypse) e a editora de Durruti: Pessoa das sombras (Durruti: Shadow of the People).

>> Vídeo promocional:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=53&v=MH2UcwG4yvo&feature=emb_title

>> Para apoiar, mais infos, clique aqui:

https://www.kickstarter.com/projects/autonomouscollective/durruti-shadow-of-the-people?ref=checkout_rewards_page

Tradução > Mari

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Árvore amiga
enfeita meus cabelos
com flores amarelas

Rosalva

“Aqui Bakunin mostrou todos os poderes de seu gênio revolucionário”.

“Toda sua experiência anterior e uma troca amigável e próxima com os trabalhadores latinos fizeram de Bakunin o poderoso adversário do Estado e o feroz lutador revolucionário anarquista que ele se tornou nos últimos dez anos de sua vida.

Aqui Bakunin mostrou todos os poderes de seu gênio revolucionário. Não se pode ler seus escritos durante esses anos – em sua maioria panfletos que tratam de assuntos do dia, e ainda assim cheio de profundas visões da sociedade – sem ser inflamado pela força de suas convicções revolucionárias. Lendo estes escritos e seguindo sua vida, compreende-se porque ele inspirou tanto seus amigos com o fogo sagrado da revolta”.

Pyotr Kropotkin, Celebrando o aniversário de Bakunin, 1914.

agência de notícias anarquistas-ana

Tiê-sangue vermelho
como o fogo
uma rara beleza

Akemi Yamamoto Amorim

[França] Lançamento: “Expériences de vie communautaire anarchiste en France”, de Tony Legendre

Tony Legendre: Experiências de vida da comunidade anarquista na França: O ambiente livre de Vaux (Aisne) 1902-1907 e a colônia naturista e vegana de Bascon (Aisne) 1911-1951.

No início do Século XX, alguns anarquistas, duvidando da iminência de uma revolução social, decidiram criar “colônias libertárias” para praticar e viver o comunismo livre.

Assim, em 1902, em Vaux (Aisne), um pequeno grupo de camponeses e trabalhadores libertários fundou o primeiro meio livre de uma longa série. O experimento durará até 1907.

Foi assim, também, que em 1911, em Bascon (Aisne), alguns velhos de Vaux, não desanimados, se puseram a criar um novo ambiente livre que muito rapidamente se transformaria numa colônia naturista e vegana. O experimento durará desta vez até 1951.

Este livro nos conta a história desses dois círculos livres e seu desejo de mudar as coisas e a vida, aqui e agora.

Numa época de horizonte supostamente insuperável do capitalismo, esta é uma grande lufada de ar fresco.

Expériences de vie communautaire anarchiste en France

Tony Legendre

ISBN : 2-914980-33-7

165 pages – 15 €

editions-libertaires.org

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Manhã de geada.
O colibri insiste
nas plantas já murchas.

Matsuki

[Espanha] Lembramos Lucio Urtubia

Neste sábado 11 de setembro, nossa vila, Ruesta, testemunhou a admiração e a necessidade de seguir exemplos de vida que a afiliação da CGT e outros militantes libertários têm. E um desses exemplos a seguir é a vida de Lucio Urtubia. Uma pessoa que não devemos transformar em um personagem para que seu legado não permaneça uma vida em um filme, mas um verdadeiro ensinamento de que devemos fazer algo para mudar este mundo.

A CGT decidiu organizar um dia de homenagem e lembrança ao grande lutador anarquista que morreu em 18 de julho de 2020. Escolhemos o local da jornada em Ruesta porque Lucio estava lá em 2015 participando de uma reunião de conversas com jovens da região enquanto assistia à homenagem aos prisioneiros do regime de Franco em Alto de Igal. Era Lucio, com mais de 80 anos, viajando para homenagear aqueles que sofreram repressão e viajando alguns quilômetros a mais para estar perto dos jovens que querem lutar.

Começamos a jornada recebendo os participantes com os “Zopilotes Txirriaos” em homenagem a Lucio e que fizeram algumas camisetas em comemoração ao dia da homenagem. Após a inauguração da jornada, foi exibido o documentário “Lucio, quem é você?”, que inclui entrevistas com Lucio, sua companheira, sua filha e seu advogado, entre outras pessoas com as quais ele conta sua vida e seus pensamentos. Mas o que este documentário mostra é que Lucio continuou até os últimos dias de sua vida a lutar por um mundo melhor no qual todos nós possamos nos encontrar e desfrutar a vida com amor e liberdade.

Depois tivemos uma assembleia na qual todos disseram o que pensavam sobre a figura de Lucio e como vemos a luta que nos espera no presente e no futuro. Não conseguimos resolver como chegar à Revolução Social, mas falamos em nos preparar para ela e isso é fugir do capitalismo e do patriarcado, procurando uma nova sociedade em modelos que não os neoliberais.

Após o almoço voltamos às lutas e tomamos conhecimento da luta que está ocorrendo na área do reservatório Yesa para evitar a exploração de uma mina de potássio, a mina Muga, que poderia significar um desastre para o meio ambiente e para a segurança das pessoas que vivem na área. Os vilarejos da Sierra del Perdón e Cinco Villas são os mais afetados. Entretanto, as aldeias do reservatório Yesa até Zaragoza podem ser afetadas pelos danos que poderiam ser causados se o que os estudos técnicos indicam acontecer. Gostaríamos de agradecer aos companheiros Oscar Pueyo e Enrique Miranda da Plataforma Unitaria contra las minas de potasa en la Bal d’Onsella y la Sierra del Perdón, da qual a CGT é membro. Para encerrar as atividades de protesto, foi colocada uma faixa com o slogan “Não à mina de potássio”.

E depois desta conversa muito perturbadora, começou a parte festiva do dia de homenagem a Lucio Urtubia, com apresentações de La Chula Potra e do DJ Kaylf. Em um início muito emotivo, La Chula Potra nos contou como ela tinha uma grande harmonia com Lucio as vezes em que eles coincidiam em diferentes atos, como ele a impressionava e como ela sente falta dele. Com seus discursos chamando pela anarquia e rebelião e as canções cheias de mensagem fomos jantar para apreciar as canções revolucionárias de “Juanito Piquete y Los Solidarios” e com eles encerramos o dia de homenagem a Lucio Urtubia.

Mas além disso, durante todo o dia Manolito “Rastaman” estava desenhando uma imagem de Lúcio nas paredes para que sua memória permanecesse para sempre em Ruesta, aquela pequena aldeia que o recebeu um dia em 2015 para conversar com os jovens em protesto.

Resta-nos apenas agradecer àqueles que fizeram parte da organização desta jornada (Floren e Diego estavam encarregados de tudo), hospedagem, artistas, som, palestrantes, etc., porque graças a todos eles este evento foi adiante e nos encheu de satisfação e que pensamos que Lucio teria gostado.

Porque somente aqueles que são esquecidos morrem, Lucio sempre viverá em nossos corações.

memorialibertaria.org

Tradução > Liberto

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Sob a lua
a sombra que se alonga
é uma só.

Jorge Luis Borges

[Chile] O show do exército dos ricos, que eles mesmos paguem por isso e não o povo

O governo e o exército dos ricos organizam o desfile militar de 2021 em plena pandemia, sem público e com a justificativa de que é necessário mostrar o “poder” militar chileno.

Será que serve às pessoas empobrecidas esses shows e aparatos onde milhões de pesos e tributos fiscais são gastos? Claramente NÃO.

Este exército “sempre vitorioso e jamais derrotado” só lutou contra seu próprio povo, assassinando-os sempre que quiseram lutar por uma vida digna, as páginas sangrentas da história dos trabalhadores chilenos o comprovam.

48 anos após o golpe fascista e 2 anos após os assassinatos por parte de militares de Romario Velozo e Manuel Rebolledo e da repressão ao povo durante os dias da revolta de outubro, não esquecemos e nos manifestamos contra esta instituição que só existe para defender com armas os proprietários do país e o sistema capitalista que eles promovem com os recursos de todos os trabalhadores e do povo.

O SHOW DO EXÉRCITO DOS RICOS

QUE ELES MESMOS PAGUEM POR ISSO E NÃO O POVO.

Grupo de Propaganda Revolucionária – La Ruptura.

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O som do aguaceiro
nas folhas da bananeira —
de prender o fôlego.

Carlos Martins

[Suíça] “O Parlamento vai voar pelos ares este mês. Estremeçam!

Por Regula Bochsler | 28/01/2019

No dia 26 de janeiro de 1885, o então presidente suíço Karl Schenk ficou aterrorizado ao ler em sua correspondência uma carta avisando que anarquistas planejavam “explodir o Parlamento durante uma sessão plenária do Conselho Federal”.

Segundo a nota, dezessete homens teriam se prontificado para “realizar o serviço sujo”, dinamite e detonador de tempo já estariam na cidade e os explosivos seriam suficientes para “aniquilar completamente Berna”.

O autor, que assinou a nota como “Número 5”, parecia aflito com dor na consciência. Ele reiterou: “eu estremeço com a ideia de que sou confidente e colaborador neste crime terrível, e por pressão de minha amada esposa, faço esta confissão”. Ele encerrou com o conselho: “Vigiem o prédio do Parlamento dia e noite. Proíbam a entrada de estranhos; mas tenham cuidado pois todos os camaradas receberam armas e ácido sulfúrico”.

Mudar a sociedade à força

O presidente Schenk levou a carta a sério. Nos últimos anos haviam acontecido vários atentados contra potentados e monarcas na Europa. Os perpetradores eram principalmente partidários da chamada Propaganda pela Ação, uma corrente ideológica dentro do anarquismo que defende o uso da força para mudar a sociedade. Se no início os assassinos recorriam a facas e pistolas, eles passaram a utilizar cada vez mais bombas com dinamite, que fora patenteada por Alfred Nobel em 1867.

Em outubro de 1878, o rei espanhol Alfonso XII sofreu um atentado com arma de fogo. Um mês depois, o rei Umberto I da Itália sofreu ferimentos leves durante um ataque com faca, mas o czar Alexandre II sucumbiu em um ataque à bomba em 1881. O recordista era o Kaiser Wilhelm I, que foi vítima de três tentativas de assassinatos desde 1878. Ele sobreviveu ao último ataque apenas porque provavelmente um detonador úmido fez com que a bomba não explodisse. Nesse contexto, o presidente Schenk não poderia descartar que os anarquistas realmente planejavam um ataque contra o governo federal.

Refúgio para anarquistas estrangeiros

Embora a Suíça tivesse sido poupada de ataques até aquele momento, ela desempenhara um papel importante no terror anarquista. Graças à sua política liberal de asilo, a Suíça era um refúgio importante para perseguidos políticos vindos principalmente da Alemanha, França, Itália e Rússia. Estes exilados continuavam então sua luta política a partir do solo neutro da Suíça.

Organizados em pequenas células conspiratórias, os ativistas se valiam da liberdade de imprensa consagrada na constituição Suíça desde 1848 para imprimir panfletos e jornais que eram subsequentemente contrabandeados para seus países de origem.

Não é coincidência, portanto que os mais importantes porta-vozes do anarquismo militante, os jornais Freiheit e L’Avant-Garde, tenham sido fundados na Suíça. Ambos proclamavam a “necessidade da revolução” e divulgavam a violência como um meio legítimo contra a exploração, a opressão e a hipocrisia. “Enquanto tivermos uma casta de ociosos sustentados por nosso trabalho sob o pretexto de que são necessários para nos governar, esses ociosos continuarão sendo um antro empesteado na moral pública”, dizia L’Avant-Garde. “Temos uma praga na casa e temos que destruir sua causa. Mesmo que tenha que ser a ferro e fogo, não podemos vacilar.”

Devido à sua atitude liberal, a Suíça enfrentou dificuldades repetidamente. Quando L’Avant-Garde publicou um hino de louvor ao regicídio em 1878, Itália, Alemanha, Rússia e Espanha reagiram com pressão diplomática e exigiram a proibição do jornal. O governo suíço cedeu para não pôr em risco as relações com seus vizinhos europeus, e um tribunal sentenciou o autor do artigo a dois meses de prisão e expulsão do país por dez anos por incitação à violência contra chefes de estado estrangeiros.

“Os trabalhadores constroem os palácios e vivem em casebres miseráveis”

O momento em que o aviso anônimo chegou foi particularmente perturbador para o presidente Schenk. Há apenas um mês, o anarquista alemão Friedrich August Reinsdorf, mentor de uma tentativa de assassinato contra Wilhelm I, fora condenado à morte. Como defesa, ele argumentou perante o tribunal: “Os trabalhadores constroem palácios e vivem em casebres miseráveis; são eles quem produz tudo e mantém toda a máquina do estado. E ainda assim nada se faz por eles. Eles manufaturam todos os produtos industriais, e mesmo assim têm comida ruim e escassa. […] Isso vai realmente durar para sempre, não seria nosso dever realizar uma mudança?”.

Reinsdorf viveu por muitos anos na Suíça e era muito bem conectado na cena anarquista local. Consequentemente, a possibilidade de que seus camaradas vingassem a sentença de morte com a destruição do parlamento não poderia ser descartada.

O plano diabólico também poderia estar relacionado ao destino do alemão Hermann Stellmacher e do austríaco Anton Kammerer. Eles também viviam na Suíça antes de cometerem vários assassinatos políticos no exterior. Ambos foram sentenciados à morte em setembro de 1884 por um tribunal vienense e eram, desde então, glorificados por seus companheiros como “mártires da revolução social”.

O jornal Freiheit chegou a conclamar seus leitores explicitamente à vingança: “Muitos vilões ainda vão ter que ser abatidos com os punhais ou revólveres dos anarquistas. Aqueles que levaram Stellmacher ao cadafalso também não serão poupados”. Como Stellmacher abandonou sua residência no cantão de St. Gallen às pressas ao ser informado de que sua casa seria revistada, era também provável que seus companheiros quisessem se vingar da polícia suíça.

“A Suíça não vai poder nos escapar”

Seis dias mais tarde, o presidente recebeu uma segunda carta anônima. A primeira carta veio da cidade de St. Gallen, onde Stellmacher viveu. A segunda foi encontrada em Frauenfeld, tinha inconfundivelmente a mesma caligrafia e repetia o mesmo aviso da primeira.

Em 4 de fevereiro, uma carta de Winterthur chegou com a ameaça de que a “o Parlamento Federal será dinamitado sem falta neste mês”. Uma quarta nota foi então recebida com um aviso sobre a existência de outra carta dos conspiradores perto em uma agência de correios em Berna. A polícia encontrou no local indicado um mapa e instruções detalhadas sobre como a dinamite deveria ser contrabandeada para dentro do Parlamento.

Finalmente em 21 de fevereiro, a revista Freiheit, que era então impressa em Londres, publicou um aviso a todos “bandidos-mor do establishment dos vários países europeus”. Nele lia-se: “Na Inglaterra já estamos dinamitando para valer; a Suíça não vai poder nos escapar… Um por todos e todos por um! Nossa pátria é o mundo”. Onde ainda se encontra o Parlamento, os anarquistas disseram que logo iriam “salgar a e arar a terra”.

Onda de prisões

O governo federal decidiu em seguida abrir uma investigação criminal “sobre indivíduos que têm conclamado, a partir de solo suíço, pela execução de crimes comuns na Suíça ou no estrangeiro, ou que de alguma outra maneira tenham perturbado a ordem constitucional e a segurança interna do país”.

Ao raiar do sol no dia seguinte, sete anarquistas estrangeiros foram presos e tiveram suas casas revistadas em Berna e em St. Gallen. Mais prisões em outras cidades se seguiram e grandes quantidades de jornais, panfletos e correspondência privada foram confiscados.

Dica de Nova York

A série de cartas anônima não parou por aí. Primeiro veio uma carta com ameaças de Winterthur, pouco depois uma de Paris. “Podem cercar seu presidente com muitos guardas durante o tempo que quiserem. Ele vai morrer como um cão quando dinamitarmos seu palácio!”, lê-se na nota. Em uma carta anônima de Nova York recebida no dia 12 de março, o autor afirmou ter conhecimento de que um “alemão vestido como um cavalheiro, com barba e bigodes loiros, bastante corpulento e forte” estaria encarregado do atentado contra o parlamento. O terrorista traria o detonador em uma pequena bolsa “ou até debaixo de seu chapéu”. Dias depois, um autor anônimo afirmou que a Federação de Anarquistas da Suíça teria decidido “dinamitar para o inferno” todos os deputados, chefes do governo federal e senadores.

O responsável vai ser pego ou não?

A pista decisiva para a elucidação do caso veio de um caçador da área de St. Gallen. Ele pôde atribuir o texto de certas cartas ao cabeleireiro alemão Wilhelm Huft, que escrevia irregularmente para a imprensa anarquista.

Em 31 de março de 1885, Huft foi preso e interrogado. Ele afirmou sua inocência, mesmo depois do segundo e do terceiro interrogatórios. Depois de 44 dias sob custódia, ele se enforcou na cela com um lenço de seda.

O relatório final do juiz que instruiu o processo é devastador e sem atenuantes quanto à personalidade de Huft: “Vaidade, perfídia e baixeza, vaidade ilimitada e sede insaciável de escândalo, um mulherengo e um utopista com prazer em inventar coisas”.

Quanto à questão de como Huft organizou o envio de cartas anônimas de várias cidades suíças, bem como de Paris e Nova York, o relatório não soube dar uma resposta. O governo federal encerrou o caso com a expulsão de 21 anarquistas do país, embora nenhum ato criminoso pudesse ter sido comprovado.

Até hoje, não está claro se os anarquistas planejaram seriamente explodir o parlamento federal, ou se tudo foi produto da imaginação de um cabeleireiro anarquista. Seja como for, esta história bizarra acabou inspirando o compositor Mani Matter a fazer uma reflexão musical muito popular sobre a democracia suíça.

Confira aqui a música em uma versão do ano de 1992 com a banda “Züri West”, que canta em dialeto suíço:

https://www.youtube.com/watch?v=laWR4JKRSRM

Fonte: https://www.swissinfo.ch/por/politica/s%C3%A9rie–anarquistas-na-su%C3%AD%C3%A7a-_-o-parlamento-vai-voar-pelos-ares-este-m%C3%AAs–estreme%C3%A7am-/44705780

agência de notícias anarquistas-ana

Libélula voando
pára um instante e lança
sua sombra no chão

Masuda Goga

[Portugal] Feira Anarquista do Livro | Lisboa – 25 e 26 de Setembro de 2021

A p r e s e n t a ç ã o

Viva!

Desde este ponto geográfico cada vez mais perto da catástrofe total, fruto do terremoto turístico, do aparato fármaco-securitário e da normalização de tudo, voltamos a convidar-vos a todas e todos para um fim-de-semana de encontro entre resistentes, insubmissos e iconoclastas. Nos dias 25 e 26 de Setembro de 2021, a Feira Anarquista do Livro regressa a Lisboa, na Quinta do Ferro, uma “ilha” na cidade gentrificada. À violência continuada do processo pandêmico, que dissolveu laços sociais e hábitos de comunhão, respondemos com uma possibilidade de encontro.

Hoje como ontem, resistimos ao cerco do capital, da autoridade e do conformismo. A maioria resigna-se, nós não!

Saúde e Anarquia!

> Programação sábado (25):

https://feiranarquistadolivro.noblogs.org/programa/

> Programação domingo (26):

https://feiranarquistadolivro.noblogs.org/domingo/

Onde:

Na Quinta do Ferro, rua C, nº70 (paralela à rua Leite Vasconcelos), Lisboa

feiranarquistadolivro.noblogs.org

agência de notícias anarquistas-ana

greta no muro –
dois olhos ao fundo,
lá no escuro

Carlos Seabra

[EUA] Anarquismo Verde

Por Cindy Milstein | 10/08/2021

Meu caro amigo e mensch #MurrayBookchin se reviraria em seu túmulo se me ouvisse dizer isso, mas entre os incêndios capitalistas desse Verão, inundações, secas, ondas de calor, tornados e outras extremas e mortíferas catástrofes climáticas do “novo normal”, e o relatório de hoje do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU “atrasado para o fim do mundo”, precisamos de um novo #GreenAnarchism (#AnarquismoVerde).

Ou como um jovem e inteligente amigo anarquista colocou recentemente quando estávamos caminhando e falando de políticas radicais (incluindo o maquinário pesado arrancando árvores por um projeto de gentrificação “verde” em um local onde pessoas sem teto haviam sido despejadas há apenas um mês), nós precisamos reunir o melhor do anarcoprimitivismo (anti-civ) ou anarquia verde com o melhor da ecologia social, sem o azedume e caricaturas polêmicas entre as áreas.

Cada perspectiva, cada uma com sua própria multiplicidade de tendências, estratégias e práticas, está, essencialmente, preocupada com o quanto nós humanos fomos afastados do ecossistema do qual somos somente uma humilde parte. Isso, em retorno, tem nos afastado de nós mesmos e uns dos outros. E essa profunda alienação abriu as comportas, por assim dizer, para que os humanos no seu todo pensem que não só são superiores e/ou separados do mundo não humano (e agora do espaço), como também podem dominá-lo – ao ponto de “nós” humanos destruirmos a própria base da nossa vida como espécie: nosso lar, este planeta.

Talvez já estejamos vendo essa mistura generalizada nas numerosas ocupações contra diversas coisas, de oleodutos, fraturamento hidráulico (fracking), à extração de madeira antiga para a expansão de aeroportos e muito mais. Eles são capazes, por exemplo, de criticar formas pelas quais a “civilização”, tal como um disfarce do colonialismo, não é ecológica, além de oferecer visões de como os seres humanos poderiam viver em relativa harmonia ecológica e social dentro das comunidades autônomas que evoluem das primeiras ocupações em muitos casos.

Eu não estou sozinha na desesperança. Nenhum New Deal Verde ou plano da ONU vai nos salvar. Somente um anarquismo ecológico e social, verde e de cuidado e atenção coletiva, poderá, ao menos, oferecer vidas que valham a pena ser vividas no tempo que ainda nos resta.

#WeAreAllWeHave #GoogleMurrayBookchin #TryEcologicalAnarchismForLife

Fonte: https://cbmilstein.wordpress.com/2021/08/10/greening-anarchism/

Tradução > Mari

agência de notícias anarquistas-ana

Aconchegantes,
Os raios do sol de inverno —
Mas que frio!

Onitsura

[Chile] Fora fascismo das salas de aula e sua manipulação.

É durante esses dias que às crianças nas escolas são mostradas as “glórias” de uma pátria manchada com sangue mapuche e a admirar falsos heróis que nada mais são do que assassinos e corruptos.

As crianças não têm que seguir o exemplo de um exército, marinha e polícia que existem para defender os ricos e seus interesses de classe.

O patriotismo e a “liberdade” que o fascismo promove nada mais é do que manipulação e oportunismo para defender um sistema capitalista e um liberalismo econômico que nada tem a ver com a libertação dos explorados e uma vida digna.

FORA FASCISMO DAS SALAS DE AULA E SUA MANIPULAÇÃO.

Grupo de Propaganda Revolucionária – La Ruptura.

agência de notícias anarquistas-ana

no contorno do gato
um ponto negro no dorso
dorme –

Krzysztof Karwowski

[Filipinas] Projeto de Terra e Vida Comunal

Feral Crust é um coletivo eco-anarquista sediado em Davao. Que está trabalhando para estabelecer uma zona autônoma de subsistência e experiência de vida baseada em princípios de ajuda mútua, cooperação e ecologia. Eles estão pedindo por doações solidárias para ajudar com itens necessários, tais como madeira e bambu para construção, mais mudas, ferramentas e barris adicionais, redes de jardim, chapas galvanizadas, compensados e blocos ocos, areia e mistura de cascalho para estruturas de concreto. Aqui está o pedido direto deles.

I. UM POUCO SOBRE NÓS / IDEAIS

FERAL CRUST

Somos um coletivo eco-anarquista sediado em Davao, Filipinas. O nosso objetivo é criar um pequeno projeto de terra comunitária autônoma. Ele está situado em um terreno montanhoso dentro das florestas remanescentes que é o lar da vida selvagem nativa e de povos tanto indígenas como não indígenas.

PROJETO DE TERRA E VIDA COMUNITÁRIA

Estamos trabalhando para estabelecer uma zona autônoma de subsistência e experiência de vida baseada em princípios de ajuda mútua, cooperação e ecologia. Esperamos que ela se torne um lugar de comunicação direta, nutrindo relacionamentos, estabelecendo afinidade e solidariedade, trabalhando ao lado de pessoas baseadas na terra (vizinhos/comunidade) e promovendo a conexão mútua com todas as formas de vida.

SUBSISTÊNCIA

Buscamos a subsistência; portanto, a liberdade e a autonomia. Estamos encontrando maneiras de reaprender e implementar as habilidades e conhecimentos que foram essenciais para a auto-suficiência (por exemplo, habilidades tradicionais/ancestrais que sustentaram as pessoas por muitas gerações em uma relação recíproca com a terra em que viveram), porém também incluiremos usos práticos de qualquer método moderno, materiais e aplicação que seja acessível no contexto atual (por exemplo, reciclagem e reutilização). Além disso, somos também inspirados por povos indígenas e horticultores que dependem da terra, podendo, assim, continuar sua integridade ecológica e abordagens e usos holísticos e espirituais totalmente integrados aos recursos naturais disponíveis em seu local. Tais conhecimentos e sabedoria são dignos de consideração no que diz respeito ao aumento da independência e autodeterminação de uma forma mais natural e ética.

ECOLOGIA

Acreditamos que é importante restabelecer uma relação saudável com nosso ambiente/biorregião local – descobrir a conexão entre nós e a terra. Tudo no ecossistema é interdependente e nós somos parte dele. Levamos plenamente em conta esta interconexão, participando e cooperando com a natureza. Da mesma forma, reconhecemos altamente a importância de defender a terra, tomando uma posição na proteção do bem-estar de toda a vida que vive sobre ela (ou seja, restaurando as terras que estão sendo destruídas ou conservando/preservando áreas selvagens remanescentes por todos os meios possíveis).

COMUNIDADE DIRETA

Incentivamos relações igualitárias e equitativas considerando a importância da aplicação pessoal e coletiva de valores culturais como a ajuda mútua, o respeito e a solidariedade. Isso inclui a construção de confiança e o estabelecimento de fortes laços entre os membros da comunidade, os habitantes imediatos do lugar, tais como vizinhos, amigos ou aliados, independentemente de raça, nação, sexo, idade e capacidade física/mental.

Desejamos alcançar as pessoas de forma pessoal e encontrar afinidade dessa forma – enriquecendo as relações práticas do dia-a-dia e não a partir de qualquer ideologia. Além disso, acreditamos que o ambiente natural ajuda a moldar nossa experiência, influenciando nossas interações e relacionamentos pessoais. Da mesma forma, uma orientação ética para a terra é essencial para o bem-estar da comunidade.

II. METAS E OBJETIVOS

Criar um ecossistema estável através da permacultura e da regeneração da vida selvagem/natureza.

Aprender e praticar habilidades relacionadas à natureza e à vida de subsistência.

Proporcionar ensino aberto, compartilhamento de habilidades e espaço para eventos para a comunidade.

Envolver-se em trabalho cooperativo com pessoas locais e não-locais melhorando o intercâmbio cultural e a solidariedade.

Estamos precisando demais de doações solidárias para que possamos adquirir itens necessários como madeira e bambu para construção, mais mudas, ferramentas e barris adicionais, redes de jardim, chapa galvanizada para telhado, compensados e blocos ocos, areia e mistura de brita para estruturas de concreto.

Para enviar uma doação para nosso projeto de terra, aqui está o link para nossa conta Paypal: sanchezmonicajoy[AT]gmail.com

Muito obrigado por sua consideração gentil.

Muito amor e solidariedade,

Mhel e Nika do Feral Crust

Site: feralcrustproject.wordpress.com

FB: feralcrustinfoshop

Tradução > solan4s

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agência de notícias anarquistas-ana

A folha se vai
embarca em qualquer som
rio abaixo.

Masatoshi Shiraishi

[Espanha] Cádiz: Concentração em homenagem às vítimas do fascismo em Puerto Real

Em uma manhã quente, e após um ano em suspensão devido à pandemia, a Associação pela Recuperação da Memória Histórica Social e Política de Puerto Real, organizamos no último domingo 12/09, às 11h00, a XV Concentração-Homenagem aos assassinados da Guerra Civil em Puerto Real. Este evento foi iniciado pelo companheiro Paco Aragón, como porta-voz da Associação. Depois de recordar as inumações das duas pessoas que deram positivo na análise do DNA, e da situação atual das negociações para a construção dos columbários (onde serão colocados os restos – não positivos – dos corpos exumados da fossa), ele continuou explicando as atrocidades cometidas pela ditadura franquista.

Deixando claro que em Puerto Real, como em muitas outras cidades e vilas, não houve guerra, mas repressão, ele passou a dar um relato detalhado dos procedimentos repressivos exercidos pela ditadura: genocídio, fuzilamentos em massa, desaparecimentos sistemáticos, prisões igualmente em massa, campos de internação e trabalhos forçados, institucionalização da tortura, exílio interno e externo, decapitação das liberdades, etc. Em seguida, Pepe Gómez, após uma breve introdução dedicada à importância de dar voz aos assassinados, recitou um poema dedicado aos que ainda estão desaparecidos. O evento, que contou com uma nutrida assistência, culminou com a canção “Desaparecidos”, de Mario Benedetti e Daniel Viglietti, que tanto nos comove, e depois a oferenda de buquês de flores por parte dos familiares.

Puerto Real. Setembro 2021.

Fonte: https://www.cnt-ait.org/cadiz-concentracion-en-homenaje-a-las-victimas-del-fascismo-en-puerto-real/

agência de notícias anarquistas-ana

prosa de chuva
deságua em trova
trêmulo trovão

Luciana Bortoletto

Pré-venda: Apoio Mútuo, de Piotr Kropotkin

O livro Apoio Mútuo: um fator de evolução foi publicado originalmente em 1902, na Inglaterra, durante o exílio de Kropotkin. Apesar de ter sido traduzido e publicado nos quatro cantos do mundo, não contou, até pouco tempo atrás, com uma edição em português. Tal feito só ocorreu em 2009 quando A Senhora Editora publicou a primeira edição digital. Foi em 2012, nos 110 anos da primeira edição, que A Senhora Editora somou esforços com a Editora Deriva para a primeira edição impressa do livro.

Esta nova edição publicada pela Biblioteca Terra Livre foi revisada e a ela acrescentamos o texto Apoio Mútuo: Um fator iluminado de evolução, de Andrej Grubacic & David Graeber que compõe a edição da PM Press, além do obituário de Darwin escrito por Kropotkin e publicado na edição da Pepitas de Calabaza.

Com este livro damos continuidade ao esforço global de difusão das produções teóricas deste que foi um dos mais destacados anarquistas da história.

Para auxiliar nos custos de gráfica, a pré-venda do livro com 20% DE DESCONTO (de R$45 por R$36) até o dia 2 de outubro de 2021 e a previsão é que o envio se inicie a partir de 4 de outubro.

O livro pode ser adquirido das seguintes formas:

1) Através do PagSeguro: https://pag.ae/7XwPCzHG3

2) Na loja da Livraria Terra Livre com o uso do cupom KROPOTKIN, onde temos nosso catálogo completo: https://livrariaterralivre.minhalojanouol.com.br/produto/224333/pre-venda-apoio-mutuo

3) Via PIX:

Chave: bibliotecaterralivre@gmail.com

Não esqueça de acrescentar o valor do frete (R$8 – oito reais) na compra. O total fica do livro na pré-venda mais o frete fica R$44 (quarenta e quatro reais).

IMPORTANTE! Não esqueça de enviar por email o comprovante e o endereço para envio!

Ficha técnica:

Título: APOIO MÚTUO: UM FATOR DE EVOLUÇÃO

Autor: PIOTR KROPOTKIN

Editora: BIBLIOTECA TERRA LIVRE

Idioma: português

Encadernação: Brochura

Dimensão: 21 x 14 cm

Edição: 1ª

Ano de Lançamento: Outubro de 2021

Número de páginas: 376

Preço: R$ 45,00

Mais informações sobre o livro em: https://bibliotecaterralivre.noblogs.org/pre-venda-apoio-mutuo-um-fator-de-evolucao/

agência de notícias anarquistas-ana

a borboleta
pousa sobre o sino do templo
adormecido

Buson

[Espanha] Acampamento Libertário para a Ocupação de Espaços Autogeridos

CAMPO DE CONVIVÊNCIA LIBERTÁRIA, 17 A 26 DE SETEMBRO

Porque juntos nos sentimos fortes, grandes e queremos ser livres e rebeldes.

Acreditamos que podemos fazer uma realidade diferente onde todos vivem à vontade e não temos medo de ser o mínimo, aqueles que não cumprem as regras, porque sentimos que somos mais e que a união nos fortalece, desde o C.S.O.A. La Algarroba Negra, em Badajoz, o convidamos a compartilhar uma convivência livre e autogerida no CAMPO DE CONVIVÊNCIA LIBERTÁRIA, de 17 a 26 de setembro.

Convidamos todos aqueles que sentem que juntos podemos fortalecer as ideias de vida livre, a reivindicação da okupação não apenas como moradia, mas como centro social, espaços onde podemos praticar a criação de outro mundo, um mundo onde tudo é para todos, espaços para encontrar, compartilhar, debater, sonhar e, sobretudo, viver, para criar esse espaço onde podemos desenvolver estratégias em grupos e lutar pela igualdade.

Você já se perguntou sobre a “violência passiva” à qual nos submetemos de forma autônoma quando deixamos de experimentar recursos para a criação do mundo onde gostaríamos de estar?

Estamos no presente e esperamos que esta convivência em La Algarroba Negra seja um impulso para todos nós no sentido da transformação para um mundo melhor, mais justo e equitativo, onde os valores da justiça social venham antes do individualismo da propriedade privada.

A okupação de espaços abandonados para dar origem a espaços sociais coletivos ou para dar abrigo a indivíduos é um ato legítimo diante da necessidade de espaços e recursos para que possamos viver e nos desenvolver e diante da infinidade de espaços, materiais e recursos desperdiçados pelo sistema capitalista que gera desigualdade e desperdício para onde quer que vá.

Não faz sentido criminalizar e deixar sem esses espaços pessoas que têm necessidades e dar preferência a entidades privadas, neste caso a Sareb com a intenção de especular, murar e deixar abandonados, espaços que poderiam ter um uso social.

Do centro social okupado e autogerido onde estamos, acreditamos que não há razões legítimas para obedecer a um governo e suas leis injustas, nossa consciência nos ordena primeiro a sermos livres e responsáveis, não sujeitos.

Uma propriedade ocupada, propriedade da Sareb (Sociedade de ativos da reestruturação bancária, fundos de ativos tóxicos financiados pelo Estado que detém 45,9% e por bancos privados, companhias de seguros, imóveis e eletricidade, têm mais de 50.000 propriedades com as quais obtêm grandes benefícios econômicos e são amplamente responsáveis pela situação econômico-político-social atual e futura, e, me diga você, como acha que será?).

Em Badajoz no C.S.O.A. La Algarroba Negra decidimos acompanhar os camaradas que usam o espaço aleatoriamente acusados de usurpação, okupamos o nosso tempo, okupamos o C.S.O.A. para realizar algo em que acreditamos, uma coexistência libertária, autogerida e solidária.

O objetivo do acampamento é recuperar o uso de espaços autônomos e autogeridos, promover relações intergeracionais e igualitárias e gerar interações sociais a nível local e peninsular.

>> Mais informações: https://www.algranoextremadura.org/csoa-la-algarroba-negra/acampada-libertaria

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/08/17/espanha-perigo-iminente-de-despejo-do-csoa-la-algarroba-negra-em-badajoz/

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o rio ondulando
a figueira frondosa
no espelho da água.

Alaor Chaves

Colóquio Internacional: 120 Anos da Escola Moderna de Barcelona

26 a 29 de Outubro de 2021 | Universidade Estadual do Paraná (Unespar) – Campus Apucarana-PR, Brasil

Evento Gratuito e Online com transmissão ao vivo por canal no Youtube e Facebook.

Sobre o Colóquio

O presente Colóquio é uma continuidade dos trabalhos da Biblioteca Terra Livre em parceria com Universidades Públicas para difundir a história da educação libertária e do pensamento anarquista. Em 2012, foi organizado o Colóquio Internacional “Educação Libertária: 100 anos da Escola Moderna de São Paulo” (coloquioeducacaolibertaria.wordpress.com), realizado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
No ano em que rememoramos os 120 anos da fundação da Escola Moderna de Barcelona, pretendemos com a organização de um Colóquio Internacional reunir pesquisadores e interessados no tema da história da Escola Moderna e da difusão do racionalismo pedagógico ao redor do mundo. Um dos objetivos centrais é criar um espaço de construção coletiva de conhecimento e divulgação científica, além de proporcionar a reflexão sobre as inovações pedagógicas propostas por Francisco Ferrer y Guardia e a rede de educadoras/es, cientistas e militantes envolvidas/os diretamente no projeto da Escola Moderna. Por fim, será a oportunidade de socialização dos resultados do Projeto de Pesquisa e do Grupo de Estudos sobre a Escola Moderna no Brasil (1890-1930) coordenado pelo Prof. Dr. Rodrigo Rosa da Silva (Unespar-Apucarana).

>> Mais infos: coloquioescolamoderna2021.wordpress.com

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/30/espanha-i-simposio-internacional-ferrer-guardia/

agência de notícias anarquistas-ana

este papel de parede
ou ele se vai
ou eu me vou

Oscar Wilde

[França] A Livraria Libertária La Niche

A p r e s e n t a ç ã o

La Niche é uma livraria associativa itinerante fundada em 2005 por um grupo de amigos e amigas motivados pela disseminação do pensamento libertário. Opera em um modelo de autogestão e antiautoritário. A associação é autogestionária, ou seja, os membros que participam concretamente no seu funcionamento estarão todos em pé de igualdade, assim como qualquer tomada de decisão será feita em igualdade de condições entre esses membros.

Preocupada com a nossa independência política e com a autonomia dos movimentos, La Niche se pretende um lugar de convergência apoiando vários coletivos em luta, acolhendo e divulgando as suas várias reivindicações. Recusando-se a ser um “santuário” dedicado aos livros, espera assim conjugar reflexões e práticas. Queremos divulgar as ideias dos vários movimentos anarquistas em torno de um lugar fixo, mas também de forma itinerante. Queremos divulgar a história e as notícias dos movimentos críticos que lutam contra o sistema capitalista, para além dos aparatos políticos e de qualquer outro tipo de organização institucionalizada. Trata-se sobretudo de se opor a todas as formas de dominação e de lutar contra tudo o que a justifica e legitima.

librairielaniche.wordpress.com

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/09/03/franca-a-livraria-do-lirio-do-vale/

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No jardim da vida,
imagino o paraíso
de cores e flores.

Sandra Hiraga