paramos…

[Espanha] 30 de janeiro. Greve geral em Euskal Herria

Porque viver com dignidade é nosso direito! 30J rumo a Greve Geral!

A CNT faz um chamado a participação ativa na  convocatória pela Greve Geral  do dia 30 de janeiro em Euskal Herria, apela  à unidade do movimento sindical e associativo para dar uma resposta contundente que consiga esvaziar os locais de trabalho e encher as ruas de dignidade.

30 de janeiro nos juntaremos às reivindicações dos nossos aposentados,  exemplo de tenacidade e dignidade. Convocamos uma greve geral onde todas as lutas, em sua diversidade, se unam em um único grito: um grito ensurdecedor de justiça social.

No dia 30 de janeiro, também vamos dizer ao setor bancário, seus fundos de seguro privado e seus governos fantoches, que há um povo disposto a defender seus direitos e que esses direitos básicos não estãà venda.

Um dia de Greve em que a classe trabalhadora ativa, tem uma boa oportunidade, ao lado das/os aposentadas/os, do movimento feminista e do conjunto de movimentos sociais de passar ao ataque frente a um patronato insaciável.

Juntas e juntos, como um único punho, diante da injustiça e da desigualdade social que as políticas neoliberais geram, que beneficiam apenas uma ínfima minoria, a mesma que pretende prender a maioria da população em um futuro sem direitos.

É por isso que as companheiras e companheiros da CNT estaremos em greve, para exigir uma vida digna, para reivindicar o mais básico, até chegarmos a uma sociedade mais justa e igualitária.

Por aposentadorias públicas dignas!

Pelo cancelamento de todas as reformas trabalhistas e previdenciárias!

Pela igualdade real, econômica e social!

Pela redistribuição do trabalho e da riqueza!

cnt.es

Tradução > Mauricio  Knup

agência de notícias anarquistas-ana

Quintal do sítio –
A única forma geométrica
É a linha de um varal.

Paulo Franchetti

[Espanha] A juventude como motor do anarquismo

Estes últimos meses foram uma revolução em minha vida, não a nível pessoal, mas a nível de militante anarquista. Conseguimos construir umas Juventudes Libertárias em Mallorca.

O emocionante do projeto é que se conseguiu criar a partir de gente infinitamente diversa, desde gente que já tinha experiência militando, gente que não, estudantes e trabalhadores, gente com nula formação teórica sobre anarquismo…

E é que os jovens somos o futuro, em qualquer âmbito e por isso os partidos políticos e qualquer tipo de organização se esforça em chegar aos jovens. Isto no anarquismo não ocorre. As organizações anarquistas não têm um programa para chegar aos jovens, nem seções jovens ou coisas semelhantes como poderíamos ver com a CUP [partido] com Arran ou o SEPC [sindicato de estudantes], que vem a ser sua maior fonte de militantes.

Nós anarquistas necessitamos nos organizar nas universidades e institutos para romper com os moldes estatais reinantes nas organizações juvenis e estudantis. Porque há anarquistas em todas as partes, lhes surpreenderia a quantidade de gente que é anarquista e está em sua casa sem fazer nada porque não tem nenhum lugar onde militar, praticamente nossas Juventudes Libertárias nasceram disso, somos gente que não tinha um lugar onde nos encontrar a vontade com nossa ideologia e o criamos. Ademais, temos um bom número de pessoas que está organizada em grupos de ideologia independentista, comunista… porque quer fazer algo e isso é o mais afim que podem encontrar. Quer dizer, a falta de gente nunca é uma desculpa.

Sua Finalidade

A finalidade de umas Juventudes Libertárias ou outra organização juvenil de caráter libertário é serem ferramentas para fazer chegar o anarquismo a um setor da população descontente e com um futuro mais que incerto. A função elementar de umas Juventudes Libertárias deve ser sempre formar militantes, na teoria e na prática, já que uma não vale nada sem a outra. As Juventudes devem ser os pilares do futuro do anarquismo, por isso nelas se deve aprender desde o assemblearismo, realizar uma ação direta, o funcionamento de um sindicato ou a história do movimento anarquista.

Ademais, umas Juventudes Libertárias tem muita versatilidade, podem atuar em muitos âmbitos ao mesmo tempo. Um dia podem estar em uma feira do livro anarquista, organizando atos de autoconsumo anarquista e no dia seguinte pode estar no piquete de uma greve ou parando um desalojo e colaborando com os movimentos sociais, incidindo neles e dando-lhes perspectiva.

Os exemplos

Ultimamente estão surgindo novas Juventudes Libertárias e as diferentes organizações juvenis anticapitalistas por todo o Estado espanhol estão ganhando força. Por dar exemplos colocaria Distrito-14, que fazem um trabalho fabuloso parando despejos e realizando numerosas campanhas como a que fazem contra as casas de apostas, não são exclusivamente anarquista, mas que advogam pela unidade de ação entre os jovens do bairro madrilenho de Moratalaz.

Depois temos organizações exclusivamente anarquistas como Batzac, nascidos no ano passado. Atuam em todo o território da Catalunha e realizaram um grande número de ações e apoiam ativamente os movimentos sociais catalães em seu dia a dia. Até o momento é o projeto maior e que pretende juntar mais forças no âmbito juvenil dentro do anarquismo. São um projeto ambicioso e que avança a bom passo.

Depois temos as recentemente surgidas Juventudes Libertárias Jaén, neste mesmo ano. Em abril se tornaram públicas as Joventuts Llibertàries de Mallorca e faz uns dias saíram as Joventuts Llibertàries de Vilanova e a Geltrú pelo que de momento parece que a juventude anarquista se mantêm à tona e inclusive consegue avançar. Há esperança.

Logo temos um montão de iniciativas que já tem um tempo de experiência como são outras JL como são as de Zaragoza, Madrid ou Valência, todas desde sua perspectiva do anarquismo. Também temos a FEL [federação de estudantes libertários], que atualmente parece estancada e a Assembleia de Estudantes Libertária de Múrcia. Os projetos focados no âmbito estudantil são também elementares já que na instituição educativa é onde faz falta um imenso trabalho que as organizações reformistas e títeres do Estado nem concebem. Ademais, estas organizações podem crescer para fora do âmbito estudantil como fizeram as JL de Zaragoza.

Ademais, estes dois últimos anos aconteceu o Encontro de Jovens Anarquistas como lugar de reunião de diferentes coletivos e individualidades de todo o Estado.

O anarquismo necessita destes grupos e os anarquistas com mais experiência, os que algum dia passaram ou não pelas Juventudes Libertárias, devem ajudar os jovens que começam a militar e construir um novo mundo. E estas Juventudes não devem ser grupúsculos pequenos e fechados que são mais um clube social anarquista que outra coisa, devem ser grupos de ação, abertos ao crescimento constante, a realizar mudanças aqui e agora. Também há que começar a separar a analogia de jovens anarquistas=subcultura punk ou rap. Um grupo sem isto estará fadado a seu desaparecimento em pouco tempo por que seus membros se queimam, brigas internas e uma infinidade de potenciais problemas, em caso de sobreviver a isto terá que se enfrentar com o tempo e a encontrar um relevo a seus militantes. Este é o maior problema de muitos coletivos, em especial os juvenis.

Por isso devemos construir coletivos fortes, jovens e que se regenerem constantemente com nova militância que siga os que vão avançando em idade e experiência. Uns coletivos juvenis fortes asseguram um anarquismo forte no futuro.

Assim que os animo a unirem-se a umas Juventudes Libertárias ou outro coletivo similar e em caso de que não tenhas nenhum próximo, criem um, porque é certo que há pessoas mais próximas do que pensas com as mesmas ideias e vontade de começar um projeto assim. Os animo a que ponham todas as vossas vontade e forças possíveis e comecem a praticar a solidariedade, o apoio mútuo e a ação direta. Viva as Julis!

Marky V.

Fonte: https://www.regeneracionlibertaria.org/la-juventude-como-motor-del-anarquismo?fbclid=IwAR10Fta1Mp9jtBnThNEe6M2UPIt5FJ6m1D6Oq_lwB_bYxwzId_XQrx-VFTU

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Alegria das férias —
Na praia e na cachoeira
sonho acordada.

Lidiany Aparecida Alves Fracaro – 9 anos

[Grécia] Solidariedade com as lutas das mulheres em todo o mundo

Cada dia dizemos NÃO à violência contra a mulher. Cada dia em todo o mundo maltratam, abusam, violam, matam e assediam as mulheres. A violência exercida contra as mulheres é algo que não podemos negar, tanto a nível institucional como social com o sistema patriarcal e o capitalista imposto.

E por isso para conseguir uma verdadeira liberação da mulher lutamos pela abolição do patriarcado, do Estado, do capitalismo e do racismo. E contra as máfias, que utilizam as mulheres para seus negócios, onde 94% de vítimas da exploração sexual são mulheres e meninas.

Devemos lutar contra o patriarcado, não queremos nem uma morta mais. Um sistema patriarcal onde 137 mulheres são assassinadas a cada dia no mundo em mãos de um homem próximo, e 1 de cada 3 mulheres sofreram violência sexual. Não vamos parar de lutar por todas elas e para que não tenha nenhuma mais.

Para poder lutar temos que fazê-lo desde a ação direta, com ações políticas, boicote, greves e autodefesa. Mas também desde a educação, posto que é o meio que permite o reconhecimento social da mulher. Educar desde a igualdade, sem sexismo, autoritarismo, nem racismo. Onde exista o respeito e a liberdade de sentir-se livre para ser como queira e como decida ser. Lutando contra uns papéis de gênero impostos pelos nossos sexos, assim que temos que basear no respeito de que cada pessoa se sinta livre de escolher seu gênero, e um mundo sem gênero.

Cada luta contra a repressão do patriarcado e por ser respeitada. Uma luta anticapitalista e disposta a construir desde a autogestão, e assim trabalhar na satisfação de nossas necessidades e da necessária transformação radical da sociedade com o fim de conseguir uma sociedade horizontal e verdadeiramente livre. Seguindo o exemplo da Revolução das mulheres no Curdistão, Mujeres Libres ou as Mujeres Zapatistas. No território zapatista não morreu nem uma mulher em muitos anos.

Buscamos a liberdade que as nossas avós e mães lutaram, não queremos um bom chefe e um bom salário, queremos que nenhuma mulher no mundo tenha medo de ser mulher. E também queremos uma luta interseccional, não queremos uma luta que oprima. Não queremos uma luta que não dê voz às mulheres racializadas, que neste sistema patriarcal e racista são as mais discriminadas. Queremos uma luta que dê mais voz às que são discriminadas além de por ser mulher, por sua procedência ou cor de pele.

Não queremos uma luta que invisibilize, queremos uma luta de cooperação. Uma luta feminista que visibilize a todas as mulheres nos espaços públicos, e que não nos oprima em nenhum encontro de lutas. Assim como as ruas são nossas, defenderemos nossa liberdade nelas e não duvidaremos em utilizar a autodefesa. Queremos caminhar tranquilas pelas ruas.

Não nos vestimos para ninguém, nos vestimos com o que gostamos e crer que tens o direito de fazer um comentário a sua mulher por sua vestimenta ou simplesmente porque te apetece a uma mulher é assédio, não liberdade de expressão. Nossa liberdade acaba quando começa sua falsa “liberdade de expressão” (de macho), que é violência. Assim como não queremos que nos associe com os cuidados da família e da casa. Não é nossa responsabilidade limpar (a merda é de todos), nem o cuidado dos filhos, são dos dois. Acabemos com esta imposição de papéis de gênero que associa a mulher aos cuidados, e que se decide não tê-los, é uma má mulher ou má mãe. E que se quer fazê-lo, sinta essa liberdade, mas não uma imposição.

E recordamos que nós mulheres não necessitamos nenhum macho nem que fale por nós, nem nos defenda. Nós mulheres podemos nos defender sós desde o apoio mútuo. Queremos gente a nosso lado que nos apoie, não que se creiam nossos salvadores. Queremos que deixem de nos matar, de violar, de assediar, de explorar-nos, de nos impor.

Desde Spirou Trikoupi 17 lutaremos sempre para acabar com a violência contra a mulher. Por um mundo livre do patriarcalismo, capitalismo, autoritarismo, colonialismo e racismo!

Mulheres em luta!

Spirou Trikoupi 17

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Lá na cerca
coruja imóvel e atenta
só mexe os olhos.

Maria Fernanda dos Santos

[EUA] Convergência Anarquista Judaica: chamada para oficinas e organizadores

Informação sobre a próxima Convergência Anarquista Judaica, que ocorrerá entre 9 e 12 de abril de 2020.

Anunciando a primeira Convergência Anarquista Judaica em todo o continente a ser realizada durante o Pessach 5780, entre 15 e 18 de Nissan (9 e 12 de abril de 2020) na chamada Chicago, IL.

Essa convergência busca construir relacionamentos, aprofundar nossa análise, desafiar nossas ideias sobre o que é o Anarquismo Judaico, e tornar o Anarquismo Judaico algo que seja tangível e inegavelmente parte do nosso momento atual, não apenas um fragmento da história.

Esperamos que as conversas sobre o que significa ser antifronteira, antifascista e solidário com todos os imigrantes e pessoas que buscam asilo sejam um ponto focal dessa convergência.

Estamos à procura de mais pessoas para entrar na equipe organizacional, especialmente pessoas do centro oeste e da costa leste. Entre em contato se você quiser ajudar! Você pode entrar em contato conosco em jewishanarchistconvergence[at]protonmail.com.

Estamos trabalhando para solicitar um financiamento que permita algumas bolsas de viagem para quem vem de longe. Doações para aquisição de espaço, reembolso de viagens e custos com alimentação são bem-vindas. Entre em contato se você quiser doar ou nos ajudar a solicitar subsídios.

Entre em contato em jewishanarchistconvergence[at]protonmail.com para se envolver, para perguntas ou comentários e com as propostas para sua oficina.

>> Observe que existem medidas para garantir que fascistas, policiais e outros que são antagônicos a nossa ética e objetivos não descubra a localização dessa convergência, para garantir que todos os apresentadores e participantes estejam seguros.

jewishanarchistconvergence5780.org

Tradução > Brulego

agência de notícias anarquistas-ana

nuvens no céu
a andorinha anuncia
a chuva de verão

Estrela Ruiz Leminski

[Canadá] Lançamento: “O Anarco-indigenismo”

Entrevistas com Dunbar-Ortiz, Hébert, Hill, Kehaulani Kauanui, Ariwakehte Nicholas e Toghestiy. Apresentados por Benjamin Pillet e Fracis Dupuis-Déri.

Desde o fim do século XIX, anarquistas, como os geógrafos Pierre Kropotkin ou Elisée Reclus, se interessaram pelos povos autóctones, que foram também qualificados de “sociedades sem estado”. No início dos anos 2000, por todo o continente americano, Autóctones modelaram a noção de “anarco-indigenismo” para lançar a atenção dos anarquistas sobre a história, e, sobretudo, sobre a atualidade de suas lutas.

Esse livro se pretende um convite à escuta, ao diálogo e ao engajamento solidário e cúmplice. Em suas entrevistas, Roxanne Dunbar-Ortiz, Véronique Hébert, Gord Hill, Freda Huson, J. Kehaulani Kauanui, Clifton Ariwakehte Nicholas e Toghestiy revelam o que o pensamento e tradições autóctones e o anarquismo tem em comum, sem negar as sequelas que o colonialismo deixou mesmo nesse movimento antiautoritário. Uma visão do mundo que alia anticolonialismo, feminismo, ecologia, anticapitalismo e antiestatismo.

L’anarcho-indigénisme

Lux Éditeur, 208 páginas, $16,95.

luxediteur.com

agência de notícias anarquistas-ana

Caminho da escola –
Logo aparece uma abelhinha
Me faz companhia.

Kethelyn Nayara Mattozo – 10 anos

[Suíça] Resistência mundial – Unidos na luta de classes – Contra o Fórum Econômico Mundial (FEM)

Protesto: 18 de janeiro de 2020, 15h00 – Bahnhofplatz (praça em frente à estação ferroviária principal) Berna.

O Fórum Econômico Mundial (FEM) está chegando e nós estamos lembrando de meses turbulentos. No início de 2019, os protestos climáticos ganharam mais e mais impulso e se desenvolveram em parte em uma direção crítica ao sistema. Quando Bolsonaro tomou posse no Brasil, a floresta tropical foi liberada para queimadas e a população indígena para ser massacrada. Empresas internacionais, incluindo aquelas elogiadas pelo FEM como salvador da paz mundial, estão explorando as pessoas e o meio ambiente na Amazônia como resultado da debilitação das áreas protegidas – com consequências catastróficas. A área queimada em junho deste ano aumentou em 88% em comparação com o ano passado. Um aumento que é improvável que ocorra na natureza sem a intervenção humana. Mas os indígenas do Brasil não estão abrindo mão de seu amado habitat sem luta e os ataques da classe dominante racista do Brasil só fortaleceram sua vontade de liberdade e justiça.

Desde o ano passado, as ruas na França têm queimado regularmente em resposta aos cortes nos serviços sociais e à luta implacável que o governo francês está travando contra os grupos marginalizados. Mas acima de tudo, as pessoas tomam as ruas e lutam porque querem mudanças. O Estado francês reagiu com uma onda de repressão, que atingiu, particularmente, os Coletes Amarelos, uma aliança de sans-papiers (pessoas sem documentos) que se manifestaram pelos seus direitos com ocupações, entre outras ações. Eles são ignorados pela mídia, brutalmente espancados pela polícia, e mesmo assim continuam a lutar contra o tratamento desumano a que são submetidos.

Os Coletes Amarelos também estão enfrentando represálias desmedidas. Inúmeras pessoas já tiveram seus olhos arrancados, suas mãos arrancadas ou ferimentos fatais. No entanto, sábado após sábado, milhares de pessoas tomam as ruas de toda a França para dar continuidade a luta.

No início de outubro, os eventos começam a piorar. Rojava é atacada pelo regime fascista de Erdogan. A Turquia, membro da OTAN, bombardeia casas, hospitais, escolas e o abastecimento de água. As milícias jihadistas que fazem o trabalho sujo para Erdogan não são, de forma alguma, inferiores ao Daesh em sua ideologia e desumanidade. Decapitando, pilhando, assassinando e abusando, eles expulsam os civis que vivem em Rojava para criar uma “zona de segurança” etnicamente limpa na fronteira entre a Síria e a Turquia. Mas a resistência contra a invasão vem de dentro da sociedade de Rojava e é massiva. As pessoas estão se reunindo para protestos em massa contra os ocupantes, apesar do bombardeio irresponsável de aviões e drones turcos. Os ativistas das Unidades de Defesa das Mulheres e do Povo (YPJ/YPG) e seus aliados fazem questão de que os invasores fascistas tenham de pagar com muito sangue por cada centímetro de terreno que roubam. O projeto de auto-organização e libertação das mulheres em Rojava está em seu momento mais obscuro, mas elas não vão desistir. Os anos em que a Federação Democrática do Norte e Leste da Síria já existe moldaram a sociedade e os invasores não serão capazes de destruir este progresso.

Quase ao mesmo tempo, começa a explodir do outro lado do mundo. No Chile, um aumento no preço do transporte público em Santiago está levando as pessoas para as ruas. Embora o governo tenha retirado rapidamente o aumento de preço, o fogo já estava aceso e as pessoas perceberam que podem fazer a diferença se forem muitos e se oporem. O aparelho repressivo moldado pela ditadura fascista de Pinochet reagiu de forma brutal. Fatalidades, torturas e abusos são o resultado. No Chile, berçário do neoliberalismo, estão sendo mostradas as feias consequências das políticas liberais ultracapitalistas. Enquanto os números econômicos do Chile dão a impressão de que o país está indo bem, a maioria das pessoas não possui quase nada e não ganha o suficiente para sobreviver.

O FEM parece perceber os movimentos como uma séria ameaça. Eles querem se apresentar como uma plataforma onde os problemas do mundo podem ser discutidos e resolvidos com todos os grupos de interesse, supostamente.

No entanto, é evidente que os opressores não são um grupo de interesse com o qual se deva dialogar. Eles devem ser combatidos! Que o FEM não corresponde à sua fachada aparentemente orientada para a solução deve ser claro para todos. O FEM não encontra as soluções para os conflitos do nosso tempo, mas cria os problemas. Os principais convidados do fórum são os executores da opressão e não têm interesse em acabar com seu governo e suas consequências. As lutas pela liberdade do ano passado nos mostraram que as pessoas estão fartas da dominação de cima e querem organizar suas vidas. A luta de classes é organizada a partir de baixo e liderada para cima e esta é a sua maior força. Devemos unir a nossa resistência e unir-nos na luta de classes. Um outro mundo não só é possível, mas necessário!

Tradução > L. Insuela

agência de notícias anarquistas-ana

Nos olhos da libélula
Refletem-se
Montanhas distantes.

isaa

[França] Ménilmontant Football Club 1871: Festa de 5 anos!

Há pouco mais de cinco anos, um punhado de amantes do futebol, mas também ativistas, deram à luz ao que nos orgulha hoje. O Ménilmontant Football Club 1871, também chamado MFC 1871 ou mais simplesmente MFC.

Usando valores vermelhos e negros e humanistas (rejeição ao racismo, homofobia, sexismo, imperialismo e mercantilização do futebol), o clube passou por várias tempestades. Batido pelas ondas, o navio e seus artilheiros nunca afundaram. Desde 2014, o MFC sabe como evoluir e crescer, mantendo sua linha de conduta ao longo das estações, às vezes coroada de sucesso como o ano da ascensão, mas sempre pontuada de felicidade, sorrisos e emoções.

É com orgulho que convidamos você a comemorar esse aniversário conosco durante uma noite especial que será festiva, unida e esportiva, como o Clube.

• Concertos de artistas membros ou próximos ao MFC

• Projeções

• Oficina de Grafite

• Rifa

• Banquinhas de materiais

• Comida

• La Buvette também estará presente para que todos tenham uma boa noite.

Também será uma oportunidade de mostrar sua carteirinha de sócio e / ou conhecer o MFC e seus membros, durante um aniversário que promete ser memorável.

Nós convidamos você a reservar o seu Sábado 1° de fevereiro de 2020!

NÓS SOMOS MENIL! JÁ SÃO 5 ANOS!

FB: https://www.facebook.com/events/2472701396381005/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/08/12/franca-menilmontant-football-club-1871-um-clube-de-futebol-autogestionario/

agência de notícias anarquistas-ana

Uma leve brisa,
bastante para levar
perfume das flores.

Inahata Teiko

[Alemanha] Embaixada grega em Berlim é ocupada: Solidariedade com as okupas na Grécia!

Desde 15 de julho de 2019, uma onda de repressão contra os espaços okupados na Grécia tem ocorrido com força total. Portanto, hoje, 23 de dezembro de 2019, a ação simbólica, ou melhor, a ocupação da embaixada grega em Berlim-Mitte (centro da cidade de Berlim, Enough 14), aconteceu como uma ação direta de solidariedade.

No dia 20 de novembro de 2019, o Ministro grego da Ordem Pública, Chrisochoidis M., emitiu um ultimato de 15 dias contra o cenário autônomo, com a opção de deixar os prédios e casas ou assinar um contrato com os proprietários.

Após o ultimato expirar, os quatro primeiros despejos ocorreram dentro de poucos dias na região metropolitana de Attica. No período anterior, aconteceu o seguinte: 15 espaços okupados ou projetos de moradia auto-organizados foram violentamente despejados, a polícia invadiu os espaços de informação autônomos da ASOEE (Universidade de Economia), a maioria parlamentar aboliu o direito a asilo nos campi universitários, o direito penal está sendo reforçado, pessoas foram brutalmente espancadas, agressões sexistas ocorrem diariamente, e em vingança pelo aprisionamento por razões políticas ou ideológicas (o caso do anarquista Kortesis Ch. com a Leroy Merlin), relatórios são feitos pela polícia (o caso do anarquista V. Stathopoulos) e imigrantes ou fugitivos foram secretamente transportados do centro da cidade para prisões de deportação.

A intensificação da repressão como uma tática não é apenas outra opção de dominação em um período instável, mas a única possibilidade de polarização social.

O Estado está se armando contra a resistência que se aproxima, como resultado de uma expansão da exclusão social, visando adaptar a sociedade.

O cenário distópico de adaptação é causado pelos ataques, como parte essencial da retórica da direita de “dever de obediência, segurança e desenvolvimento”. Ao mesmo tempo, o projeto do ex-governo de esquerda do SYRIZA é reiterado ou melhorado.

As bases para isso serão formadas através da estreita cooperação harmoniosa com o judiciário “independente”.

Por um lado, há a proposta por absolvição do promotor público grego Oikonomou para toda organização nazista Aurora Dourada e a única proposta de condenação de Roupakias G. em 17 de dezembro de 2019, pelo assassinato do músico antifascista Pavlos Fyssas em setembro de 2013.

Pelo outro lado, as condições mais difíceis para os antifascistas acusados de um ataque à sede nazista do Aurora Dourada em Atenas (eles são obrigados a visitar a polícia quatro vezes por mês, não é permitido que eles deixem o país e tiveram que pagar uma fiança de 15.000 euros). Isso é apenas um exemplo dessa “cooperação”. Além disso, também temos a cooperação da mídia, para impor uma distopia na sociedade grega.

Nós respondemos a um mundo de obediência absoluta com um mundo de projetos autônomos.

Esse mundo questiona o conceito de propriedade, é autogovernado anti-hierarquicamente, e seus componentes são contra qualquer forma de dominação.

Nossa solidariedade ativa é nossa resposta as suas doutrinas violentas.

Fonte: https://de.indymedia.org/node/55240

Tradução > Brulego

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/12/11/dinamarca-copenhagen-solidariedade-com-as-ocupas-na-grecia/

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O jarro quebra –
Ah, o despertar Do gelo da noite!

Bashô

[Espanha] Lançamento: “Ni zares ni sultanes. Anarquistas y revolucionarios del Cáucaso (1890-1925)”, de Jordi Maíz

Este livro é o décimo segundo título da coleção Lmentales, embora inaugure a Série Internacionalistas que pretende resgatar a história do anarquismo fora das fronteiras da Espanha. Esta investigação de Jordi Maíz mergulha, com ousadia, na história pouco conhecida do movimento libertário armênio, uma história apaixonante e dolorosa, onde os caminhos do mundo eslavo e do Oriente Médio se cruzam:

O fato de que a história do mundo contemporâneo continue se movendo em torno dos antigos e novos impérios não é fruto do acaso, mas faz parte da política cultural das elites do que costumamos chamar de Ocidente.

Para lutar contra o esquecimento surge Ni zares ni sultanes. Anarquistas y revolucionarios del Cáucaso (1890-1925), um trabalho de investigação acessível para qualquer leitor ou leitora que nos mergulha na apaixonante história do quase desconhecido movimento anarquista da Armênio e sua relação com o anarquismo russo, búlgaro, francês etc.

Este trabalho é uma pequena história sobre os genocídios negligenciados. É também uma história da complexa relação do anarquismo do início do século XX com os movimentos de libertação nacional. Além disso, representa um testemunho dessa solidariedade que as fronteiras não puderam conter e que assumiu a forma de revistas, livros, associações, ações de luta etc.

Na metade do caminho entre o Oriente e o Ocidente, a vida dos e das anarquistas do Cáucaso nos oferece um legado indispensável para desenvolver ferramentas que nos ajudam a analisar nossa realidade e enfrentá-la na luta pela construção de um novo mundo.

Ni zares ni sultanes. Anarquistas y revolucionarios del Cáucaso (1890-1925)

Jordi Maíz

La Neurosis o Las Barricadas Ed., Colección Lmentales, 12. Madrid 2019

116 págs. Rústica 15×12,5 cm

ISBN 9788412134209

5.00€

laneurosis.net

agência de notícias anarquistas-ana

em nosso universo
breve, passa, com pressa! e
graça, a borboleta

Issa

[EUA] Assembleia anarquista na cidade de Nova York anunciada para 11 de janeiro

Estamos testemunhando um período de incrível agitação social ao redor do mundo. Os Estados Unidos não estão isentos da tensão política, do potencial de conflito e as mudanças substanciais parecem mais reais do que nunca. Na cidade de Nova York também temos uma situação política extremamente tensa, com a expansão do sistema prisional, a gentrificação sempre crescente e a força policial maior e mais brutal do país.

Com isto em mente, estamos fazendo uma chamada para uma assembleia anarquista recorrente na cidade de Nova York, para construir, traçar estratégias e criar um movimento anarquista formidável na cidade, que pode lidar com os problemas políticos em NY e internacionalmente.

Traçamos alguns acordos de princípios.

• Como anarquistas, acreditamos na abolição dos Estados Unidos enquanto uma entidade política.

• Estamos ativamente lutando por uma revolução, não uma reforma, e alcançaremos isto por quaisquer meios necessários.

• A destruição das prisões e da escravidão prisional são um objetivo imediato e, como tal, enraizamos nossa luta na tradição abolicionista.

• Somos contra o Estado e o eleitoralismo, mas sim pela comunidade coletiva baseada na resistência a esses mecanismos de controle.

• Estamos ativamente engajades e promovemos o internacionalismo, solidariedade anticapitalista aos movimentos e grupos revolucionários ao redor do mundo.

Por favor, venham à nossa primeira assembleia para traçamos um novo caminho revolucionário na cidade!

thebasebk.org

Tradução > A Alquimista

agência de notícias anarquistas-ana

Casa da amiga –
No ensaio do teatro
Sou a abelhinha.

Júlia Gabardo O. da Fonseca – 9 anos

[Itália] Caminhos Libertários

Sentieri libertari. Storie e memorie sulla Federazione Anarchica Italiana (1945-2015)”, publicado pela Zero in Condotta, editado por Giorgio Sacchetti e Luigi Balsamini, leva-nos a percorrer o caminho da Federazione Anarchica Italiana [Federação Anarquista Italiana], ou F.A.I., ao longo de meio século de história. O livro é um compilado dos discursos da conferência realizada em Imola a 22 de outubro de 2016, organizada pelo Arquivo Histórico da F.A.I., no ano do 70º aniversário da fundação da federação. Um afresco em mãos diferentes reúne as experiências de muitas gerações de militantes que se entrelaçaram para representar a voz, a ação e a escrita do anarquismo da F.A.I.

Nas páginas do livro, a história da federação é contada através dos testemunhos de seus militantes: das histórias pessoais e familiares às experiências locais de diferentes grupos, da contaminação política e cultural às relações com o variado mundo libertário até numerosos focos sobre a história do anarquismo na segunda metade dos anos 1900. Dando a palavra diretamente aos interessados, estas páginas são o resultado da memória partilhada de uma comunidade militante com uma perspectiva coerente e libertária que, ao adotar os critérios de autogestão, solidariedade e internacionalismo, atravessou a segunda parte do longo século XX até aos nossos dias. Também através destes testemunhos, o volume traça a especificidade do caminho do anarquismo que, depois da Segunda Guerra Mundial, embora esgotado, depois do exílio antifascista, da Revolução Espanhola e da luta partidária, retoma incansavelmente sua corrida para chegar aos dias de hoje.

O livro descreve o ponto de vista original e específico do anarquismo federado, portanto, o papel da F.A.I., bem como suas posições e suas relações políticas desde sua fundação até o século XXI; da reconstrução do segundo pós-guerra à fundação das Federações Anarquistas Internacionais em Carrara, dos anarquistas na longa Itália de 68 à F.A.I. nos anos 80, da luta anarquista contra o G8 aos rebeldes do Vale de Susa etc.

Algo importante na edição é a partilha de experiências locais que têm caracterizado os diferentes grupos da federação ao longo das décadas, mesmo diante do histórico século XX. Mais importante ainda é que estas experiências são contadas por aqueles que as viveram diretamente, examinando assim as memórias de ciclos de lutas locais que são interessantes para os estudiosos do século XX, mas que também podem representar um “precedente”, um exemplo militante, que pode fornecer ferramentas organizacionais e indicações para as lutas do futuro próximo. As experiências narradas tocam em campos salientes de intervenção do anarquismo: do antimilitarismo ao feminismo, das lutas operárias às práticas comunistas, da pedagogia libertária ao internacionalismo e muito mais. A publicação desta memória compartilhada da federação dos últimos 70 anos fornece ideias para novos estudos históricos sobre o anarquismo e novas ferramentas para analisar os acontecimentos atuais.

Das páginas do livro emergem traços de diferentes formas relacionais dentro da F.A.I., esta última entendida como uma dimensão comunitária militante. Encontramos relações como as conexões entre os diferentes grupos que compõem a federação, no que diz respeito à gestão das estruturas federais: a elaboração do Umanità Nova, do Archivio Storico até a Commissione di Corrispodenza.

Os testemunhos destacam a importância das relações humanas e o sentido de pertença, as histórias familiares e o conceito de federação como “família estendida”, mas em particular as relações entre as diferentes gerações de militantes e a transmissão da memória do anarquismo. A Federazione Anarchica Italiana, ao longo do século XX, colocaram em relação várias gerações, cada uma com uma sensibilidade diferente à sua própria contemporaneidade, que juntas, por vezes através do conflito, levaram o anarquismo aos dias de hoje. Esta relação entre antigos e novos militantes revelou-se fundamental e nunca unidirecional, conseguindo transmitir os valores do anarquismo militante para se abrir, mais ou menos deliberadamente, às diferentes contaminações políticas e culturais da segunda metade do século XX. Da mesma forma, o livro trata dos testemunhos daqueles militantes que, depois de terem vivido um período importante de suas vidas na F.A.I., se afastaram dela, destacando assim também diferentes experiências conflitantes. Episódios e histórias que também levaram a cisões e divisões, mas onde os protagonistas destas, apesar de tudo, continuam a considerar a federação como um importante ponto de referência.

O livro também inclui estudos historiográficos acerca da história do anarquismo durante a segunda metade do século XX, da Resistência e do pós-guerra à retomada das publicações do Umanità Nova na Itália, dos Gruppi Anarchici d’Azione Proletaria (1949-1957) à década de 1968-1977, da experiência das Conferências Nacionais de trabalhadores anarquistas às Federações Anarquistas Internacionais. Além disso, o volume é enriquecido por uma bibliografia geral sobre a história do anarquismo com um rico índice sobre: nomes e lugares, arquivos e bibliotecas, centros de documentação e editoras, conferências e congressos, grupos locais e federações nacionais e internacionais, sindicatos e partidos, jornais e revistas, rádio e imprensa etc.

Memória militante, testemunhos, histórias e História para destacar a riqueza política, cultural e humana da Federazione Anarchica Italiana. Uma reconstrução que, partindo da memória oral e subjetiva, também sublinha o valor da F.A.I. como “lugar” de planejamento anarquista, experimentação, relações sociais, políticas e humanas. A F.A.I. entendeu como um “lugar” de agregação de energias de libertação social que, ao longo das décadas, na difícil segunda metade de 1900, tornou-se a casa de diferentes gerações, todas unidas, cada uma com seu próprio sentimento pelo anarquismo. O livro representa plenamente a memória de uma federação militante, em sua dimensão organizativa política e cultural, que ainda hoje continua sua batalha libertária.

Alle Incerti

Fonte: https://umanitanova.org/?p=11230

Tradução > L. Insuela

agência de notícias anarquistas-ana

chegado para ver as flores,
sobre elas dormirei
sem sentir o tempo

Buson

[Argentina] Sociedade atual v/s sociedade anarquista

Por La Conquista del Pan

Muitas vezes se disse que os anarquistas querem destruir a sociedade porque querem o caos e a guerra de todos contra todos. A verdade é que essa imagem do anarquismo está equivocada e tem mais relação com os preconceitos e a desinformação, que com o anarquismo.

O anarquismo como teoria política tem quase duzentos anos de história, mas como prática entre as sociedades humanas, podemos afirmar que existe desde que existe humanidade.

Os anarquistas se organizaram no mundo inteiro para lutar contra as injustiças sociais, pela felicidade de todas e todos. Foi o único ideal político que afirmou que o poder corrompe até o humano mais bondadoso. É por isso que o anarquismo jamais existiu como partido político para conquistar o poder. Devido a isto não existem, nem existirão, anarquistas presidentes, prefeitos, deputados ou senadores.

O anarquismo coloca que a forma em que se organiza a atual sociedade é parte do problema e que não é possível transformá-la através dos meios que ela oferece.

O anarquismo propõe que os seres humanos podem se organizar para resolver todos os problemas sociais e que não são necessários os presidentes, prefeitos, deputados ou senadores.

Para o anarquismo, todos os políticos sobram e não contribuem para melhorar a sociedade: os políticos só servem para legalizar as injustiças sociais.

A proposta anarquista é que a sociedade se organize por si mesma, que em lugar de municipalidades, existam comunidades federadas e que essa federação de comunidades substitua o governo e o Estado.

Na atual sociedade criam-se indústrias que contaminam lugares onde habitam pessoas que não estão de acordo com elas. Em uma sociedade anarquista isso não poderia ocorrer porque seria a comunidade mesma a que decide se quer construir uma indústria e depois disto, é a comunidade a que diz onde se deve construir.

Na atual sociedade, são os donos das empresas que decidem os horários e o funcionamento da empresa, em uma sociedade anarquista são os trabalhadores mesmos que definem os horários e todo o funcionamento.

Na atual sociedade, o governo define o salário-mínimo e sempre se protesta para que o salário seja mais alto, mas assim que sobem os salários, sobem os preços e assim, o custo de vida. Na sociedade anarquista nada disto ocorrerá, porque todas as comunidades organizadas colaborariam para o funcionamento da sociedade e sua colaboração será paga com o que necessitem para viver, segundo como decidam em sua comunidade: na sociedade anarquista só haveria abundância para compartilhar com todos e todas.

Estas são algumas das ideias que o anarquismo propõe. Como podes notar, nada tem que ver com caos e violência. Os políticos e todos os que se beneficiam das injustiças sociais, se encarregaram em mentir sobre o anarquismo, para que todos pensem que a única forma de organizar a sociedade é a que eles propõem, ocultando a última esperança que tem a humanidade para ser feliz: a sociedade anarquista.

Não esperemos mais e organizemos nossa comunidade.

A ANARQUIA É POSSÍVEL

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

No alto do galho
O pêssego madurinho
Como com o olhar.

Mailon Luã de Souza Dorochinski – 12 anos

[EUA] Lançamento: “O Dia Antes da Revolução”

Alec Dunn, Ursula K. Le Guin, & Josh MacPhee

“O Dia Antes da Revolução” (“The Day Before the Revolution”) foi pela primeira vez publicado em 1974 na Galaxy Magazine. É a única história que Ursula K. Le Guin publicou no mesmo arco histórico de seu aclamado romance “Os Despossuídos” (1974). Laia Asia Odo, a revolucionária anarquista, está cansada. Ela está velha e viúva, preocupada que sua memória está falhando. Ela mora em uma grande comuna e é invisível e glorificada pelos jovens ativistas que vivem com ela e a visita. Ela sai para passear. Ela vive no planeta Urras. É O Dia antes da Revolução.

Nesse conto de 1974, Le Guin conta um dia na vida de Odo, a mulher cujos escritos e ações inspiraram uma revolução e uma nova sociedade em “Os Despossuídos”. Odo, falecida há muito tempo, mas sempre presente em “Os Despossuídos”, recebe vida aqui, em carne, sangue e ossos. Essa história fornece um olhar rápido sobre uma revolucionária que é mundana, inspiradora e sensivelmente real.

Alec Icky Dunn e Josh MacPhee – com a permissão de Le Guin e de sua editora – reformularam e ilustraram essa história para uma edição limitada em formato chapbook. Dunn criou quatro novas ilustrações de página inteira, um retrato de Le Guin, sete gráficos menores, e a impressionante imagem de capa. Dunn e MacPhee também imprimiram e montaram cada chapbook eles próprios, com a ajuda de Christopher Kardambikis para impressão de capas.

Essa edição de 1000 cópias é a primeira e única edição que será impressa, e é a primeira publicação no novo selo Futures and Pasts.

The Day Before the Revolution  

Alec Dunn, Ursula K. Le Guin, & Josh MacPhee

28 páginas | Preço: $ 16

Futures and Pasts

[cópias estão esgotadas!]

Tradução > Brulego

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/02/12/eua-ursula-le-guin-me-tornou-uma-anarquista/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/02/01/eua-ursula-k-le-guin-morre-aos-88-anos/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/03/15/espanha-o-dia-antes-da-revolucao-de-ursula-k-le-guin-utopia-e-anarquia/

agência de notícias anarquistas-ana

Zoada de abelhas
nas flores das laranjeiras —
Cascata de pétalas.

Milton Carlos de Oliveira Rezer

[Canadá] Destruição de câmeras de vigilância da Amazon e do Google

Recentemente, fomos passear à noite e removemos algumas câmeras de vigilância da Google Nest e Amazon Ring de algumas ruas residenciais.

Esses produtos, os quais podem ser facilmente localizados à noite pela sua luz verde ou azul, estão aparecendo cada vez mais em Montreal e outros lugares. Essas câmeras podem armazenar um vídeo na nuvem por até 60 dias.

Está bem documentado que a Amazon está usando o Ring para criar uma rede privada de vigilância, totalmente integrada com os departamentos de polícia, sob a máscara de combater o roubo de encomendas.

Por um lado positivo, essas câmeras fazem com que seja fácil lutar contra essas gigantes do tecnocapitalismo bem no nosso bairro. Elas são facilmente removidas com um pequeno pé-de-cabra. Aconselha-se ir com ume amigue e/ou usar luva isolante elétrica como uma precaução ao risco de levar um choque por fios sob tensão. E esteja ciente de que a câmera movida a pilhas pode continuar gravando e transmitindo mesmo depois de ser arrancada da parede, enquanto ainda está no alcance da rede wifi da residência; e usuárie também pode receber uma notificação em seu celular.

Foda-se a Amazon, o Google e sua tecnodistopia invasora.

Fonte: https://mtlcounterinfo.org/destruction-of-amazon-and-google-doorbell-surveillance-cameras/

Tradução > A Alquimista

agência de notícias anarquistas-ana

Ah, o orvalho da manhã –
Completamente invisível
Sobre as flores brancas

Kakei

[Espanha] Ameaça de despejo da okupa anarquista La Emboscada

COMUNICADO DE LA EMBOSCADA

Sexta-feira, 20 de dezembro.

Olá compas!

Escrevemos este comunicado desde La Emboscada (Tetuán, Madrid), para contar que, em 17 de dezembro, um juiz ordenou nosso despejo cautelar a partir de uma denúncia feita por um dos proprietários do nosso Espaço Okupado Anarquista La Emboscada.

Segundo este parecer, o despejo pode estar muito próximo, em menos de 20 dias corridos. Tendo em conta essa informação, decidimos lutar com todas as nossas capacidades para evitar esse despejo. Então, convocamos uma concentração à tarde para o dia do despejo , às 20h, e contamos com o seu apoio. O local da convocatória não será publicado até o último momento, por isso incentivamos você a estar atento.

Decidimos não ficar em silêncio enquanto vemos dezenas e dezenas de processos de despejo de lares como de centros sociais.

Decidimos não claudicar nem negociar com as pessoas que querem defender sua propriedade privada por cima de tudo, porque sabemos que a propriedade privada busca apenas o benefício individual de uns e sabemos que o Estado defende e apóia esses velhos inimigos de classe já conhecidos.

Sabemos que este caso não é um caso isolado (contamos com todos os fatos anteriores ocorridos neste último ano), mas que responde a uma operação e uma estrutura normal capitalista. Sabemos que o proprietário não é um homem-demônio que escapa à norma ou o senso comum aceito pela maioria dos cidadãos. Por isso, decidimos abordá-lo como um conflito mais, enfrentá-lo, e com todo o desejo e apoio mútuo que é dado entre todos aqueles que entendem e apoiam essa luta contra o Capital, as leis e o próprio Estado.

Decidimos defender a okupação como ferramenta de ataque a propriedade privada. Esse ataque está se tornando cada vez mais difícil para nós, mas só pensamos em criar novas fórmulas para garantir que elas não enterrem nosso desejo de seguir lutando e okupando. Sabemos que não podemos fazer isso sem vocês. Sabemos que a solidariedade e a ação direta contra a especulação são nossas melhores armas.

Por isso, incentivamos você a estar atento às próximas convocatórias, ir ao espaço e a possíveis jornadas ou eventos que estaremos realizando em defesa do espaço, em defesa da okupação.

Contra o fortalecimento das leis para nossa desarticulação e criminalização, agora mais do que nunca: okupação!

Contra a Gentrificação e a Especulação

Okupa e resista!

Também pedimos apoio para divulgar este comunicado e as próximas
informações em sites de contra-informação, redes sociais e espaços de luta. Obrigada!

laemboscada.noblogs.org

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/04/23/espanha-madrid-jornada-de-abertura-de-la-emboscada-espaco-anarquista-okupado-em-tetuan/

agência de notícias anarquistas-ana

A noite é longa.
É muito, muito longa:
Namuamida.

Issa