[França] Não deixe a rua aos fascistas! Vamos caçá-los em nossas manifestações!

Nota de repúdio para lembrar que a presença da extrema-direita nas manifestações dos Coletes Amarelos não é aceitável, nem justificável. E que o “Todas e todos juntxs” não é um argumento que deve ser utilizado nos debates acerca dessa questão.

Não deixemos a rua aos fascistas!

Não! Manifestar-se ao lado da extrema direita não é tolerável!

Vamos caçá-los em nossas manifestações!

Desde o início do movimento dos Coletes Amarelos, desde o início das manifestações, os grupos de extrema-direita estão presentes, cada vez mais numerosos, geralmente armados, utilizando a violência para intimidar e agredir.

Desde o início do movimento, ocorreram diversos debates e discussões, principalmente nas assembleias gerais, para saber se a presença desses grupelhos fascistas é “aceitável” dentro das nossas manifestações, e se devemos ou não tolerá-los.

Esses debates colocam de um lado aqueles que firmemente recusam que os neonazis se infiltrem em nossas passeatas e, de outro lado, aqueles que toleram o envolvimento e presença desses grupos, em nome do “viver junto”, de que é “interesse de todos” e de que “nós somos apolíticos”.

NÃO!

Manifestar-se junto a esses indivíduos que promovem o ódio e a violência não é tolerável e NADA pode justificar a presença deles!

Os grupelhos fascistas defendem valores racistas, sexistas, antissemitas e xenófobos. Eles promovem e defendem o ódio ao outro, ao estrangeiro, a pessoas de origens diversas, aos homossexuais ou ao diferente. Suas visões e relacionamentos com mulheres são machistas, patriarcais e antifeministas. Eles reivindicam uma sociedade injusta e desigual.

Grupos fascistas permanentemente ameaçam, intimidam, agridem, matam, mutilam e profanam em defesa e propaganda de suas ideias repugnantes.

Os exemplos são numerosos: a morte de Clément Méric, em 2013, por um militante de extrema-direita; assassinato de Mireille Knoll, queimada em sua própria casa, em 2018, porque ela era judia; múltiplos ataques contra locais e livrarias antifascistas, agressões de militantes, pessoas de origens diversas, homossexuais, etc.

E, em 2018, houve uma série de agressões que não se limitam a esta lista:

• uma dúzia de agressões dentro das universidades de Montpellier, Paris, Lille, Strasbourg, Tours, etc. por grupos de extrema-direita encapuzados e armados;

• agressões de militantes homossexuais em Angers;

• 8 militantes do Bastion Social¹ presos por agredir um policial;

• assassinato, motivado por questão racial, de uma pessoa de origem norte-africana em Landes;

• violência praticada com motivações racistas em Aix-en-Provence por um militante do Bastion Social que foi condenado à reclusão.

• prisões de 10 militantes de extrema-direita por práticas terroristas.

Para mais informações, ver o site: debunkersdehoax.org

Em Lyon, durante o movimento dos Coletes Amarelos:

• 12 de janeiro: tentativa de ataque à Câmara Municipal por parte dos militantes de extrema-direita;

• 19 de janeiro: ataque violento feito por trinta militantes do Bastion Social e da Action Française³  ao cais de pesca. O confronto resultou em vários feridos;

• 26 de janeiro: ao sair da praça Bellecour, quarenta militantes de extrema-direita tomaram a frente da manifestação. Na via Cours Gambetta, atacaram outros manifestantes.

• 2 de fevereiro: em Cordeliers, extremistas da direita atacam um grupo de manifestante, notadamente composto por estudantes sindicalistas do Solidaires.

• 9 de fevereiro – ataque extremamente violento feito por quarenta fascistas no fim da passeata;

Para mais informações, ver o site rue89lyon.fr

Não precisa ser politizado para rechaçar esses valores imundos e combater essas ideias injustas e profundamente violentas. O argumento de que o movimento Coletes Amarelos é “apolítico” e que não pertence a qualquer organização, não é admissível.

Rechaçar o racismo e o ódio ao outro não é somente uma ação de valor político. Ela provém de uma característica humana de solidariedade, base fundamental de qualquer sociedade justa e igualitária.

Os Coletes Amarelos protestam por mais justiça social, por mais liberdade e igualdade.

Como nós poderíamos imaginar defender essas reivindicações ao lado daqueles que, de modo totalmente oposto, lutam por uma sociedade em que os direitos e possibilidades de cada um não seriam os mesmos de acordo com nosso gênero, nossas origens, nossas aspirações culturais ou religiosas, nossas diferenças múltiplas e variadas.

Os fascistas aspiram a uma sociedade desigual, em que haveria a relação de dominação de um grupo sobre outro, relações baseadas em critérios essencialmente racistas: “nós somos superiores aos outros” e machistas: “as mulheres estão a serviço dos homens”.

Eles consideram que as pessoas de diferentes origens, as mulheres, as sexualidades não heteronormativas, etc., são inferiores e, portanto, devem ser dominadas, excluídas, oprimidas, e eles não hesitam em utilizar a violência, sob todas as suas formas, para alcançar esses fins.

Se você, Colete Amarelo, não se reconhece nesses valores.

Se você, enquanto Mulher, recusa a dominação machista e patriarcal.

Se você deseja a seus filhos, a seus próximos, aos outros um futuro melhor, uma vida diferente, em que a solidariedade, a igualdade e a justiça social têm primazia sobre a dominação, o ódio e a recusa da diferença.

Então, você não possui nenhum argumento para aceitar, tolerar a presença da extrema-direita dentro das nossas manifestações.

E, por aqueles e aquelas que continuam a defender “todas e todos juntxs”:

NÃO se manifestar ao lado de um racista, pois seria tolerar essas ideias;

NÃO se manifestar ao lado de um sexista, pois seria apoiar a dominação masculina;

NÃO se manifestar ao lado de um homofóbico, pois seria negar as diferenças sexuais.

Agradeço à leitura. Agradeço aos Coletes Amarelos por esta revolta espontânea e popular.

Agradeço àqueles e àquelas que ainda estão aqui e não irão abandonar a luta.

Só a luta transforma!

Um Colete Amarelo não sindicalizado, não organizado, mas profundamente Antifascista.

Fonte: https://rebellyon.info/NE-LAISSONS-PAS-LA-RUE-AUX-FACHOS-20204

Tradução > P.O.A.E.F.

> Notas

[1] ‘Social Bastion’ é um movimento político neofascista francês fundado em 2017, com sede em Lyon, por antigos membros da associação estudantil de extrema-direita ‘Groupe Union Défense’.

[2] Na França, utilizam o termo ‘ratonnade’ para designar a violência física praticada contra uma minoria étnica e ou grupo social, normalmente norte-africanos. A primeira utilização foi em 1937 e sua etimologia provém do substantivo ‘raton’ (rato) – designação extremamente pejorativa e racista de pessoas de origem norte-africanas.

[3] ‘Action Française’ é um movimento contrarrevolucionário monarquista e orleanista francês fundado em 1898 por Maurice Pujo e Henri Vaugeois, e cujo principal ideólogo foi Charles Maurras.

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agência de notícias anarquistas-ana

o rio ondulando
a figueira frondosa}
no espelho da água.

Alaor Chaves

[Canadá] Comboio de coletes amarelos de extrema-direita chega em Ottawa: Recebido com Resistência

por Anti-Fascist News

 Relato de como guerreiros nativos, antifascistas e anti-capitalistas estão se mobilizando para resistir à manifestação canadense dos “Coletes Amarelos”, que tomou uma reviravolta fascista em apoio a oleodutos e contra a luta indígena.

 Na terça-feira, 19 de fevereiro de 2019, um comboio formado por centenas de caminhões, picapes, carros e ônibus entrou em Ottawa para protestar contra o governo federal liberal. Apelidado de Comboio United We Roll, o protesto originou-se em Alberta ostensivamente para protestar contra as políticas do governo federal sobre a indústria do petróleo e para pedir novos oleodutos e desenvolvimentos da indústria extrativa. No entanto, o comboio e o protesto foram compostos em grande parte por pessoas associadas ao movimento “Coletes Amarelos” da extrema-direita no Canadá (o nome original do comboio era o “Comboio de Colete Amarelo” – alterado para encobrir essa conexão). O movimento dos Coletes Amarelos no Canadá não tem nada em comum com os franceses Gilets Jaunes [Coletes Amarelos] e são na realidade um esforço de grupos supremacistas de extrema-direita para dar um tom populista a seu ódio.

 Apesar dos esforços dos porta-vozes em enfatizar as indústrias de combustível fóssil e de negar motivações de extrema-direita e racistas, os participantes declararam abertamente seu descontentamento com o governo que assinou recentemente um pacto não vinculativo das Nações Unidas sobre migração global. Até mesmo o principal organizador do comboio, Glen Carlitt, insistiu que “as fronteiras do Canadá precisam ser controladas pelo Canadá e seus cidadãos”.

 Enquanto o comboio de veículos ocupava um grande espaço, quase um quilômetro da Wellington Street, em frente ao Parlamento, o número de indivíduos que protestavam era relativamente pequeno. Notadamente eles incluíam oradores da extrema-direita, na verdade conhecidos fascistas, como a abertamente supremacista branca, autoproclamada propagandista da alt-Right Faith Goldy. Os partidários fascistas do comboio incluíram: David Selvers e Millennium Crane em Sault Ste Marie; Christopher Hayes dos soldados de Odin e da Coalizão Mundial contra o Islã (WCAI). Dan Dubois, líder da Canadian Combat Coalition, liderou o comboio em pontos ao longo da rota. O movimento Coletes Amarelos emitiu ameaças de morte contra os muçulmanos no Canadá.

 O que talvez seja mais revelador é o apoio público aberto e a participação ativa de vários políticos conservadores do mainstream no Canadá. Isso inclui o líder da oposição federal e chefe do Partido Conservador, Andrew Scheer, e o líder do novo Partido do Povo do Canadá (e ex-membro do Partido Conservador e aspirante à liderança) Maxime Bernier, membro conservador do parlamento, Pierre Poilievre e senador conservador David Tkachuk Scheer foi um pouco mais longe e entrou em um dos caminhões com um slogan ao lado. O Premier Doug Ford, de Ontário, emitiu mensagens publicitárias de apoio ao comboio dos Coletes Amarelos ao longo do caminho, tal como o líder do Partido Conservador da Universidade de Alberta, Jason Kenney.

 O comboio foi confrontado, na verdade em menor número, por um contra-ataque organizado pela Indigenous Solidarity Ottawa e Ottawa Contra o Fascismo. Sob o estandarte “Levante-se pelos defensores da terra”, os contra-atacantes gritaram e afogaram os palestrantes dos coletes amarelos com gritos de “Escória Nazista Fora de Nossas Ruas!”. Cerca de duas dúzias de pessoas realizaram uma dança em volta do Parlamento e dos coletes amarelos. Previsivelmente, a polícia organizou-se para proteger os fascistas. Eles ficaram de frente para a manifestação indígena e antifa que eles veem claramente como a ameaça aqui.

 Os contra-manifestantes indígenas, como Wolf Tabobondung, da Primeira Nação de Wasauksing, destacam que os projetos extrativistas e os projetos de oleodutos que os coletes amarelos estão promovendo estão sendo realizados em terras indígenas e impostos às comunidades indígenas. Muitas vezes, essas terras são não-concedidas, sobre as quais o Estado e as corporações não têm supervisão, e, em outros casos, estão violando tratados. Esses são assuntos significativos que conectam questões de extração de recursos, desenvolvimento industrial, “construção de nação” estatista e mobilização fascista (inclusive contra comunidades indígenas).

 Um ponto que pode ser levantado a esse respeito é a composição do comboio de coletes amarelos. A indústria de caminhões no Canadá é composta de um grande número de trabalhadores de cor, incluindo muitos migrantes recentes. No entanto, para uma manifestação de supostos caminhoneiros, o comboio dos Coletes Amarelos era exclusivo ou quase exclusivamente feito de motoristas brancos. De forma alguma uma expressão representativa das preocupações e interesses dos motoristas da indústria.

 Fonte: https://itsgoingdown.org/far-right-yellow-vests-convoy-rolls-into-ottawa-met-with-resistance 

 Tradução > Abobrinha

 agência de notícias anarquistas-ana

 o toque do sol
no corpo sedento
ardente mistério

 José Ramos Gomes

[Espanha] 30 anos de insubmissão e desobediência civil

por Karmele Ozaíta (Centro Asesor de la Mujer Argitan) | 16/02/2019

 Estes dias se comemora o 30 aniversário do início da campanha de insubmissão ao serviço militar obrigatório e a prestação social substitutiva. 30 anos depois nós também, como mulheres feministas e antimilitaristas, seguimos apostando por uma sociedade desmilitarizada na qual não caibam nem campos de tiro nem aquartelamentos e instalações militares nem fábricas de armas nem manobras do exército nem gastos militares.

 Sobretudo hoje em dia, quando os cortes nos serviços sociais impedem manter ou pôr em funcionamento recursos que podem melhorar a vida de muitas mulheres, em maior medida a daquelas que se encontram em situação econômica precária.

 Os 12 anos de campanha de insubmissão — desde 1989 até 2001 com a desaparição do serviço militar obrigatório — produziu-se uma experiência de desobediência civil que gerou um grande movimento antimilitarista. As mulheres feministas nos posicionamos a favor da insubmissão e em apoio solidário aos insubmissos.

 Assim mesmo, durante toda a década dos noventa quisemos ser sujeitos da luta antimilitarista, ocupar um lugar no movimento que não se limitasse ao apoio individual aos insubmissos como parceiras, irmãs ou mães. De maneira que se realizou um trabalho de reflexão e debate ao redor do militarismo desde um ponto de vista de gênero.

 Se denunciava o Exército …máximo representante do militarismo — como o maior expoente da violência do patriarcado.

 Os valores que transmite — hierarquia, autoritarismo e a resolução de conflitos através da violência — se encontram a anos-luz das reivindicações feministas. As mulheres feministas lutávamos/lutamos por uma sociedade igualitária, justa, solidária e pela resolução pacífica dos conflitos.

 Para cumprir estes objetivos, os instrumentos utilizados foram, são e serão a desobediência civil não violenta e a mobilização social.

 O Exército, profissional ou não, segue sendo uma lacra que denunciamos por seus valores machistas e porque gera um incremento de fabricação e exportação de armas, um maior controle social e um aumento do gasto militar.

 Em lugar de investir em serviços sociais, moradia digna, educação e saúde, assim como no cuidado de menores e idosos, creches, residências, hospitais… Em lugar de cobrir estes serviços básicos, tão necessários na vida das mulheres para manter e melhorar sua autonomia pessoal, social e econômica. Em lugar disto, os governos seguem destinando dotações orçamentárias milionárias ao militarismo e às guerras. Portanto, “hoje mais que ontem, INSUBMISSÃO!”.

 Fonte: https://barakaldodigital.blogspot.com/2019/02/opinion-30-anos-de-insumision-e.html?fbclid=IwAR2C6FpSfMZIsmc7JdcRoYXuSm2lKW-_RQNbDyP2OsCF9nXQJzozj_cnQ5s

Tradução > Sol de Abril

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 agência de notícias anarquistas-ana

 asinha, asinha
a nina borboleta valsa
e vai-se

 

Thiago de Melo Barbosa

[EUA] Chamada para participar de coletânea musical de aniversário do Earth First! 40 anos!

Submeta para Earth First! Músicas para nosso CD de 40º aniversário!

Earth First! (Primeira Terra!) faz 40 anos no final de 2019, e para celebrar quatro décadas de ação direta em defesa da selva, nós estamos compilando um CD com o máximo possível do seu eco-cantarolar! Este movimento sempre foi musical, e nós gostaríamos de honrar isso com uma coleção de músicas para todos vocês, desordeiros políticos¹. Então, nos mande sua música: nova ou velha, gravada dentro de casa ou fora, nas florestas, de absolutamente qualquer gênero. Para mandar sua contribuição, ou para entrar em contato conosco sobre como gravar suas músicas em algum ponto de encontro, “Open Call” [chamada aberta, onde um dueto ou grupo toca e qualquer um pode entrar], ou em outro lugar, mande um e-mail para nós em: ef40thanniversary@protonmail.com.

earthfirstjournal.org

Tradução > Tempestades da existência

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agência de notícias anarquistas-ana

respiro o ar
sempre com alegria
e harmonia

Luane Tiyeko

[Espanha] Encontro europeu da Coordenadora Rojinegra

Durante os dias 16 e 17 de fevereiro se reuniram todas as organizações anarcossindicalistas que formam a Coordenadora Rojinegra.

 O encontro celebrado em Madrid contou com a representação dos sindicatos ESE desde a Grécia, IP desde a Polônia, CNT-França, SAC desde a Suécia, USI desde a Itália, e por parte do Estado espanhol, SO e CGT através de suas correspondentes secretarias internacionais.

 Durante o Encontro se revalidou a necessidade e vigência da Coordenadora como ferramenta de encontro e coordenação das lutas e ação sindical anarcossindicalista na Europa. Através deste novo encontro pudemos conhecer o relevo geracional nas novas equipes internacionais dos sindicatos membros e reorganizado o trabalho da Coordenadora para apoiar as mobilizações e lutas concretas nas quais estão implicados os sindicatos anarcossindicalistas.

 Ademais, se acordaram apoiar a mobilização internacional pelo 8 de Março (8M), Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.

 Em breve poderemos compartilhar o manifesto acordado pelas organizações que formam parte da Coordenadora com suas principais linhas de atuação.

 Longa vida ao anarcossindicalismo internacionalista.

 Secretaria de Relações Internacionais da CGT

cgt.org.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Flores azuis
no fundo de águas rasas.
Dama-do-lago.

Gladston Salles

[Espanha] O verão em que Madrid foi a capital do anarquismo mundial: rota através da Malasaña vermelha e negra

por Luis de la Cruz | 25/01/2019

 Rota da memória histórica pelos lugares que abrigaram espaços anarquistas durante a década de 20 e 30 do século passado

 Neste jornal gostamos de andar. Nós gostamos de ir e voltar pelas mesmas ruas, tentando encontrar novas perspectivas para os nossos passeios e depois compartilhá-los com nossos leitores. Com a proliferação de última hora de passeios históricos guiados pelo bairro, pode ser que nos tivesse escapado a que chamam La Malasaña da CNT, mas, notando que ninguém tinha feito uma proposta pública desse caminho, decidimos passear com vocês. A geografia que estamos propondo hoje se destina a mover-se para a década de 30 do século XX para visitar alguns dos espaços que eram rojinegros (vermelho e negros) no bairro e no centro de Madrid.

 Na Rua de San Marcos 3, na vizinha área atual de Chueca, foi a Federação Local de Sindicatos Únicos de Madrid e, ali mesmo, esteve baseado em grande parte da ditadura de Primo de Rivera o Ateneu de Divulgação Social (ADS) . O Ateneu tinha começado sua carreira em 1923 em outro bairro popular, em frente a Gran Via nos números 5 e 7 da Rua Doctor Fourquet primeiro e próxima aos Relatores a partir de 1927. No entanto, por alguns meses entre 1929 e 1930, a sede da ADS esteve na Corredera Baja de San Pablo no. 20, onde os anarquistas compartilhavam as instalações com o Círculo Radical de Hospício.

 Trata-se de um edifício que chegou até os dias de hoje e conhecemos bem em Malasaña, que foi okupado em 2011 por um grupo grande de coletivos que procuravam dar um uso social ao espaço, que deveria ter ocorrido de acordo com promessas municipais nunca cumpridas – e outros irão se lembrar de ter hospedado a célebre taverna La Pepita, cujo letreiro amarelo seguiu enfeitando a Corredera anos depois das últimas asas de frango terem sido lá servidas.

 No Ateneu de Divulgação Social foram desenvolvidas atividades de natureza cultural ou educacional (como a realização de várias conferências, desde esperantistas à teoria política), mas também foi onde o anarquismo de Madrid desenvolveu a sua atividade durante a clandestinidade da Confederação Nacional do Trabalho (CNT) na ditadura de Primo de Rivera, que levou ao registro de sua sede e prisões de seus comitês dirigentes em diferentes ocasiões.

 Durante o mês de junho de 1931, Madrid tornou-se a capital do anarquismo mundial. A ideia era muito forte na Catalunha, mas Madrid, apesar de que sempre teve uma presença anarquista nada desprezível e que requer mais estudo, era um feudo da UGT. Lançar a CNT – uma confederação de sindicatos anarquistas e de classe – na capital era um anseio constante entre as fileiras vermelhas e negras, o que levou a um esforço para realizar na cidade os congressos anarquistas e fundar berços jornalísticos afins. Naquele junho de 31 foi realizada em Madrid a Conferência da FAI, o IV Congresso Mundial da AIT (no Teatro Barbieri) e o Congresso Internacional da CNT, que não se reunia oficialmente desde 1919 e que se realizou entre 11 e 16 de junho no Teatro Conservatório (hoje María Guerrero). Este último é considerado chave quando se trata de entender a CNT durante toda a República.

 Era comum então realizar atos de encerramento que, além de manifestações públicas, serviam para divulgar aos trabalhadores as discussões e conclusões do congresso. Embora o congresso da FAI fosse ilegal, houve uma cerimônia de encerramento no Teatro Fuencarral (rua Fuencarral, 133) em 17 de junho. Após a conclusão, dois carros passavam através do centro de Madrid com bandeiras confederadas, avisando de que os anarquistas, que passaram anos se movendo nas sombras, iriam disputar a batalha pela visibilidade pública durante a República.

 A cerimônia de encerramento do IV Congresso Mundial da AIT e do Congresso Extraordinário do CNT, em 21 de Junho, realizou-se no Teatro Maravillas, e foi presidida por Angel Pestana, contando com figuras do anarquismo internacional e nacional, como Rudolf Rocker ou Abad de Santillán.

 No vídeo¹ que acompanha este artigo se pode ver os delegados e participantes no Teatro Conservatório, a Angel Pestaña, Rudolf Rocker com seu aspecto de velho sábio, ao alemão Augustin Souchy e, sim, aos quatro minutos, uma garrafa passando de mão em mão entre a multidão.

 Algumas datas após esses encerramentos, em 6 de julho, começaria a greve da Telefônica, a primeira grande tentativa cenetista no terreno laboral, o que não veio a bom termo e também teve muito impacto nos arredores da Gran Vía por estar lá a sede da empresa (Gran Vía 28).

 Muito perto da central telefônica, na Rua Flor Alta 10 (no Palácio de Altamira), houve uma sede da CNT, onde diferentes sindicatos únicos afetos realizavam suas atividades e que foi um dos cenários mencionados na greve da Telefônica. Ali também se criaram as Juventudes Libertárias, depois de uma conferência que reuniu grupos de jovens organizados em diferentes partes da Espanha, em agosto 1932.

 Os anos da Segunda República significaram um grande crescimento da CNT em Madrid, que iria ganhando terreno em setores como os da construção através do sindicalismo direto, aberto para os desempregados e trabalhadores pouco qualificados e, acima de tudo, Sindicatos Únicos de Ramo, muito mais apropriados para os tempos que os sindicatos antigos de ofício, grandes raízes ainda da UGT.

 Esta jornada de fortalecimento da CNT em nossa cidade funda suas raízes nos novos espaços da cidade obreira, o bairro de Vallecas -Bridge, Cuatro Caminos, Prosperidade, Vendas ou Guindalera-, mas no centro da cidade, como não poderia ser de outro modo, também permanece um espaço importante para a política dos trabalhadores.

 Quando os militares se revoltaram contra a República na África, em 17 de julho de 1936, as instalações da Federação Local da CNT eram na Rua da Lua (no final do Palácio de Monistrol). Apesar de ter sido fechado pela greve da construção em curso no momento, como outras sedes sindicais, logo se tornaria o Comitê Nacional, e o Regional a própria Federação Local e o Comitê de Defesa. Ali foram distribuídas armas e tomadas decisões importantes para a defesa de Madrid.

 Poderíamos seguir o passeio pela Malasaña vermelha e negra durante a Guerra Civil passando diante do Palácio de Villahermosa (Fuencarral 97), que foi sede de milícias anarquistas, ou no Ministério da Justiça (San Bernardo 45), onde passou brevemente o ministro anarquista da justiça Juan García Oliver. Logo viriam décadas de esquecimento, o exílio, a repressão e clandestinidade… também para o anarquismo.

 [1] https://www.youtube.com/watch?v=d89Pt8krDhs

 Fonte: https://somosmalasana.elperiodico.com/el-verano-que-madrid-fue-capital-del-anarquismo-mundial-ruta-por-la-malasana-rojinegra/?fbclid=IwAR0FuvASN-Sh-VnQwAYXzbbWeOUbSjcYRyko2eQQvo4JZCeqF3blFsmarxE

Tradução > Liberto

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meia-noite ao meio-dia
o rio amazonas
dormia saltado

 

joaot2015

Apoiamos Fraguas

#FraguasLiberdad #FraguasRevive #Fraguas #Medioambiente #Ecologia #Meioambiente #Rurallivre

por Chimera| 14/02/2019

Que crimes cometem aqueles que revivem Fraguas?

Não é crime cuidar e cultivar a Terra.

Não é crime plantar árvores.

Não é crime plantar água.

Não é crime cuidar das pessoas.

Não é crime partilhar.

Não é crime libertar relações.

Não é crime restaurar memórias e saberes de um povo e de um lugar.

Não é crime manejar o solo e a natureza com respeito.

Não é crime reapropriar espaços construídos.

Não é crime utilizar ferramentas e tecnologias para a criação de vidas livres.

Não é crime cuidar da cultura e da educação.

Não é crime cuidar da saúde e do bem-estar físico-psíquico-espiritual.

Não é crime cuidar de economias e finanças justas, honestas e libertadoras.

Não é crime compartilhar a Terra.

Então, que crimes cometem?

Não é crime semear e colher alimentos saudáveis.

É vida juntar pessoas e afetos, solidariedade e ajuda mútua.

Isto não é crime!

Criar vida não é crime.

Liberdade nunca será crime.

O Capital-Estado e sua anti-ética, aplicada através do aparelho judicial julga crime e acha razoável encarcerar humanos que desejam viver uma vida livre dos padrões impostos pelo capitalismo.

O que podem os poderosos contra nós que a amamos vidas livres? Nada.

Mesmo quando pensarem terem nos parado, não terão nos parado. Seguiremos semeando, nas Fraguas dos muitos mundos que estamos construindo.

Nada, nunca mais, será capaz de interromper o crescimento das sementes de mundos plantadas por/em Fraguas.

Fraguas aquece e agora habita nossos corações, representa um mundo novo de liberdade, de autonomias, de novas práticas, sem as determinações do leviatã, longe da lógica de poder.

Fraguas nos mostra que é possível uma vida de liberdade, nos campos, nos povoados e vilas, nas ocupações, nas frestas do sistema, na ranhura, numa terra sem males.

Fraguas nos habita. Habitamos Fraguas

Apoiamos e nos solidarizamos com Fraguas em luta. Também queremos memória, vida e sustentabilidade e sabemos como construir esses mundos.“En ruinas nos quieren, vivas nos tiene”.

Liberdade!

> Nota:

Neste sábado, 23 de fevereiro, acontecerá em Madrid uma jornada-manifestação de apoio a Fraguas e os 6 acusados-acusadas, sentenciados com penas de prisão de 1 ano e 9 meses por cabeça, mais multas de 2800€ cada um. Além disso, é solicitada a demolição do povoado de Fraguas, sendo a mesma custeada pelos imputados, ainda sem quantificar o valor. Se não for pago, aumentará as sentenças de prisão, tornando-as em 2 anos e 3 meses de cárcere.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/04/04/espanha-comunicado-de-fraguas-projeto-de-okupacao-rural-comunitario-ameacado-de-desalojo/

agência de notícias anarquistas-ana

Estrada de pó
A casa pobre
Desabrocha em flores

Camila Jabur

[Grécia] Ação no Consulado da Rússia em Atenas em solidariedade aos anarquistas e antifascistas russos

Na terça-feira, 19 de fevereiro de 2019, aproximadamente 30 companheiras e companheiro se reuniram do lado de fora do Consulado da Rússia em Atenas. Os manifestantes ergueram faixas, espalharam folhetos, gritaram palavras de ordem e picharam slogans contra a tortura e a perseguição do Estado russo contra anarquistas e antifascistas.

> Mais fotos: https://athens.indymedia.org/post/1595818/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/02/06/russia-outra-onda-de-prisoes-e-tortura-contra-anarquistas-russos/

agência de notícias anarquistas-ana

a estrela d’alva se tirou
jamais clareava
negras árvores nos azulados

Guimarães Rosa

[Grécia] Em Atenas, anarquistas invadem embaixada do Brasil

Membros do grupo anarquista “Rubikon” invadiram, picharam e espalharam folhetos na embaixada do Brasil em Atenas nesta quarta-feira, 20/02, como sinal de solidariedade “aos combatentes sociais e antifascistas brasileiros, à base social que é atacada pelo Estado e ao lutador Cesare Battisti, e contra a ascensão da extrema-direita que se espalha pelo mundo”.

“Estamos lutando diariamente por estruturas políticas e de classe autônomas. Sabemos que o mundo está conectado, as semelhanças entre Bolsonaro e seus pares no resto do mundo (e na Grécia mais cedo ou mais tarde) não são meramente acidentais.Sabemos que o Estado e o capital, vendo que a resistência social não é tão poderosa quanto deveria ser, amplia seus campos de poder absoluto e não pretende deixar de se expandir”, diz, entre outras coisas, um texto longo que foi postado pelo grupo “Rubikon” no portal antiautoritário “Athens Indymedia”.

>> Veja vídeo (01:13) com parte da ação aqui:

https://www.liveleak.com/view?t=smvbc_1550677673

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1595812/

agência de notícias anarquistas-ana

Admirável aquele
cuja vida é um contínuo
relâmpago

Bashô

[EUA] “E se eles quiserem você morto?” Esquerdistas carregam armas em autodefesa

de Jonathan Levinson | 09/02/2019

Com a ameaça da violência de direita em ascensão, alguns ativistas da esquerda estão retomando uma página do movimento dos direitos civis dos anos 1960: autodefesa armada.

Na Marcha das Mulheres do Columbia River Gorge em Oregon, em janeiro, Ross Eliot apareceu na retaguarda, mais preocupado com o que poderia estar acontecendo por trás do grupo do que mantendo o ritmo com os muitos cantos da plateia de aproximadamente 250 pessoas.

Eliot estava lá como segurança. Ele estava olhando por cima do ombro para qualquer um que pudesse atacar o grupo.

Com a ameaça da violência de direita em ascensão, alguns ativistas da esquerda estão retomando uma página do movimento dos direitos civis dos anos 1960: autodefesa armada.

Essa ameaça estava na mente de Eliot na marcha. Escondido sob o casaco verde do exército, estava um revólver Springfield Armory XD-S 9 mm.

Eliot tem sido um ativista de esquerda no noroeste do Pacífico e defensor da autodefesa armada desde os anos 90.

Ele disse que sua filosofia é informada por sua experiência inicial como ativista em Seattle.

“Era apenas uma espécie de procedimento padrão que você devesse saber sobre a história do trabalho, você deve saber sobre os problemas da classe trabalhadora”, disse ele. “E seria de se esperar que você também soubesse como usar um rifle.”

Eliot disse que a violência espontânea é uma preocupação séria em manifestações como a Marcha das Mulheres. Ele apontou para a supremacia branca que matou dois homens em um trem de Portland em 2017 e o neonazista que matou uma pessoa quando dirigiu seu carro contra uma multidão de manifestantes em Charlottesville.

“Tem havido muita gente na extrema direita falando sobre a realização de ataques como esse”, disse ele. “Então é algo que você absolutamente quer estar de olho.”

E se você não puder ligar para a polícia?

Rosie Strange tem sido alvo dessas ameaças.

Strange é uma ativista em The Dalles, Oregon, uma pequena cidade a cerca de 90 minutos a leste de Portland. No verão passado, ela estava tomando café da manhã em uma lanchonete popular na cidade. Algumas mesas adiante estava Bryan Brandenburg, que na época era o comandante da prisão da NORCOR, uma cadeia regional em The Dalles. A prisão também abriga presos da Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE), que, segundo os críticos, viola a lei do santuário do estado. (Um juiz do condado de Wasco decidiu recentemente que o contrato da prisão com o ICE não viola a lei do santuário, mas algumas das práticas da prisão o fazem.)

Strange, cujo carro é coberto por adesivos políticos, geralmente tem cartazes de protesto guardados em seu porta-malas. Ela disse que pegou um sinal do carro que dizia “De-ICE NORCOR” e colocou na mesa dela enquanto comia.

Mais tarde naquele dia, ela começou a receber mensagens de amigos.

O xerife do condado de Sherman, que usa a NORCOR para abrigar presos locais, postou uma foto dela naquela manhã na página oficial do departamento no Facebook dizendo que suas ações eram “nojentas”.

O retaliação chegou com tudo. Ela recebeu centenas de ameaças e ataques nos comentários.

“Incluindo”, ela disse, “que eu deveria ser baleada na frente dos meus filhos.”

Na foto, seu rosto é pixelado, mas The Dalles é uma pequena comunidade e ela tem cabelos rosa brilhantes e tatuagens. Ela é facilmente identificável e disse que a experiência abalou sua sensação de segurança.

O xerife do condado de Sherman, Brad Lohry, nunca acusou Strange de violar qualquer lei e ele reconheceu que ela havia pedido ao departamento que retirasse a postagem. Lohry disse que só faria isso se Strange se desculpasse com Brandenburg.

Strange disse que já não sente como se pudesse confiar na polícia para protegê-la.

“Isso me levou a tomar decisões realmente sérias sobre a minha segurança pela minha família”, ela disse, “e eu sinto que nunca poderei ligar para o xerife novamente”.

Então ela arrumou uma arma.

Strange conhece as estatísticas que dizem que é mais provável que sua arma seja usada contra ela do que para protegê-la. Mas ela disse que essas estatísticas não têm nuances.

“Eles ainda não conseguem cobrir essa lacuna para pessoas como eu. Mulheres de cor, ativistas – explicou ela.

Strange sente que confiar na polícia para proteção é um privilégio.

“Eu me recuso a esperar por um policial para tomar a decisão de quão perigoso é meu atacante branco”, disse ela, referindo-se a um incidente de violência doméstica no passado quando disse que a polícia acreditou na palavra de seu agressor branco.

Movimento dos direitos civis

Há um velho tropo nos círculos de controle de armas: se você está sendo roubado, em vez de bancar o herói com uma arma, é muito mais seguro simplesmente cooperar. Dar-lhes o que pedem.

“Bem, e se eles quiserem você morto?” perguntou o professor da Escola de Direito da Fordham University, Nicholas Johnson.

Johnson é especialista em leis de armas de fogo e escreveu “Negroes and the Gun”, um livro sobre a história da autodefesa armada na comunidade negra.

Ele disse que o movimento dos direitos civis é cheio de exemplos.

Em uma entrevista de 1964, Malcolm X disse: “Diante da brutalidade que nosso povo enfrenta, não é injusto ensinar um negro a ter um rifle ou uma espingarda em sua casa”.

E em 1963, o ativista de direitos civis Hartman Turnbow usou um rifle semiautomático para defender sua casa depois de ser bombardeado.

Turnbow mais tarde disse: “Eu não estava sendo não-não-violento, eu estava apenas protegendo minha família”.

Johnson disse que até mesmo a NAACP defendeu os negros que usaram armas em autodefesa. Por exemplo, a organização ajudou a defender Ossian Sweet em 1925, depois que ele foi acusado de assassinato por se defender contra uma multidão branca que estava com raiva por ele ter se mudado para o bairro.

Na verdade, Johnson disse que quase todos os episódios do movimento pelos direitos civis têm algum aspecto de autodefesa armada. E, ele disse, isso faz sentido.

De acordo com o raciocínio de Johnson, as pessoas que pensam ter uma participação firme na estrutura de autoridade existente se sentirão seguras confiando sua segurança ao estado.

“Mas se você acha que o Estado vai fracassar”, disse Johnson, “então eu esperaria que essas pessoas pensassem: ‘Ah, a autodefesa privada pode ser valiosa'”.

‘Cães pastores’

Em uma tarde de sábado em janeiro, a ala de Portland do Clube de Armas Liberal organizou um dia de tiro. E enquanto todos lá gostavam de atirar, nem todos concordaram com seu papel na sociedade.

Phil Phillips e sua família se mudaram para o Oregon há três anos de Chattanooga, Tennessee.

Vestindo um boné de “Deixe os fascistas com medo de novo”, Phillips riu e disse: “Eu digo brincando que nos mudamos para cá em busca de asilo político”.

Phillips disse que adora disparar contra alvos, mas não está convencido de que as pessoas devem possuir armas para segurança.

“Este é um ambiente muito seguro”, explicou ele. “Não acredito que armas precisam ser mantidas em casa para autodefesa.”

E para muitos de Oregon, Phillips pode estar certo.

De acordo com dados do Departamento de Justiça dos EUA de 2014, o Oregon tem a 11ª taxa de criminalidade violenta mais baixa do país.

Mas para as populações marginalizadas, pessoas que não se sentem seguras chamando a polícia, as armas parecem um pouco diferentes.

LA Watson-Haley também estava lá, disparando um grande revólver magnum 44. A enorme pistola combina com seu dono. Watson-Haley se ergue sobre os outros atiradores.

Ele usava um kilt e uma camiseta que dizia: “queers armados não são espancados”.

Mas Watson-Haley, que disse ter sido baleado antes, não carrega uma arma de fogo para proteger apenas a si mesmo. Ele disse que há três grupos de pessoas na sociedade: lobos, ovelhas e cães pastores.

“Eu sou um cão pastor”, explicou ele. “Eu prefiro estar lá para pelo menos tentar ficar de pé, porque há muitos lobos neste mundo e muitas ovelhas.”

Ele disse que vai ficar no meio se for preciso.

Fonte: https://www.opb.org/news/article/liberal-gun-owners-oregon/?fbclid=IwAR30NOj2GV3DsGYGSi6X0BDaB7ISlupRcgYFT73Xh_v7AJhR8edyuoiN__A

Tradução > Abobrinha

agência de notícias anarquistas-ana

pote virado –
a terra e o gato bebem
o leite derramado

Milijan Despotovic

[Grécia] Tessalônica: Artefato explosivo na Câmara de Comércio greco-italiana

No sábado, 9 de fevereiro, atacamos a Câmara de Comércio greco-italiana em Tessalônica, deixando um artefato explosivo em frente a entrada principal. Uma ação que foi ocultada pelos meios de comunicação.

 Este ataque é uma resposta à repressão realizada pelo Estado italiano, sendo o último exemplo o desalojo do Asilo Occupato em Turim.

 Na madrugada de quinta-feira, 7 de fevereiro, se desalojou a casa okupada e, essa mesma manhã, seis companheiros foram presos e acusados de associação subversiva. A okupa havia existido durante 24 anos e era um ponto de referência para ações constantes contra centros de detenção para migrantes, contra desalojos, de moradia social e da gentrificação do bairro.

Este golpe repressivo se produziu depois de um período de perseguições que golpearam os anarquistas em Turim nos últimos anos com prisões, ordens de residência obrigatórias e muito mais.

Este ataque é um sinal de solidariedade com os companheiros que continuam a luta em Turim.

Também é um sinal de solidariedade com Spyros Christodoulou, que está em greve de fome [na prisão de Larissa] desde 14 de janeiro. Mantenha-se forte, Spyros.

CRIEMOS LAÇOS DE SOLIDARIEDADE ATRAVÉS DAS FRONTEIRAS QUE NOS DIVIDEM

POR UM MUNDO SEM PRISÕES SOLIDARIEDADE COM O ASILO OCUPATO

LIBERDADE PARA OS 6 DETIDOS

LIBERDADE PARA CESARE BATTISTI, MORTE AO ESTADO

LIBERDADE PARA OS PRISIONEIROS DE OPERAÇÕES SCRIPTA MANENT E PANICO

 PELA ANARQUIA

 agência de notícias anarquistas-ana

lesma no vidro
procura uma sombra
que seja ela mesma

 Alice Ruiz

[Espanha] Madrid: Corte de rua em Carabanchel contra os desalojos, despejos e a gentrificação

Em 13 de fevereiro passado se cortou e interrompeu o tráfico na rua da Oca, na altura do Metrô de Vista Alegre. Se estenderam duas faixas nas quais se podia ler “Nenhum desalojo sem resposta” e “Contra a gentrificação e a especulação capitalista: ação direta“, se acenderam várias chamas e picharam uma imobiliária. Também se distribuíram panfletos informando do desalojo da rua Postal, parado na semana passada, mas executado este dia 13. Após isto nos dispersamos. Não houve identificados e quando a polícia chegou ali já não havia ninguém.

Esta pequena ação é uma resposta aos desalojos, despejos e processos de ameaças aos espaços okupados, como centros sociais, moradias…Carabanchel está no ponto de mira da gentrificação e outros processos de reconfiguração urbana a serviço do mercado e do controle social.

Estado e capitalismo nos terão sempre em frente dos processos que transformam e nos expulsam de nossos bairros, frente aos desalojos e despejos de nossas casas e projetos. Frente a seu mundo de exploração e miséria.

Solidariedade e força aos companheiros golpeados por um novo operativo antiterrorista na Itália, em Turim e o desalojo do Asilo Occupato.

Solidariedade com os compas de Barcelona que lutam para evitar a derrubada do edifício de Ca La Trava em Gràcia, e enfrentam a gentrificação e o Estado.

Nenhum desalojo sem resposta!

Destruamos a cidade do capital!

Guerra ao Estado!

Pela anarquia!

Anarquistas

Fonte: https://contramadriz.espivblogs.net/2019/02/14/corte-de-calle-en-carabanchel-contra-los-desalojos-desahucios-y-la-gentrificacion/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Esta é a mão
que às vezes tocava
tua cabeleira.

Jorge Luis Borges

[Itália] Nossa bandeira

Vermelha pelos rios de sangue derramados, negra pelo luto de milhões de mortes, estas são as cores da bandeira anarquista, que nunca foi arriada, que agrupa todas as pessoas que amam a humanidade.

Lutam pela liberdade e combatem todas as injustiças sociais. Por esses nobres sentimentos os anarquistas têm sido difamados, caluniados, torturados, perseguidos, encarcerados e assassinados de forma vil, vergonhosa, o que repugna a consciência humana.

Os anarquistas querem viver uma sociedade humana e fraterna, sem Estado, exército, dinheiro, amos; sem polícia nem cárceres e sem exploradores, onde o trabalho se encaminhe à produção de coisas úteis, para vivermos autenticamente nossa breve existência, sem ódio nem medo, sem preocupações pelo amanhã.

Agora e sempre.

Viva a anarquia!

(Texto da placa existente na porta do Círculo Goliardo Fiaschi de Carrara, Itália)

agência de notícias anarquistas-ana

Rastros de vento,
escuridão de brasas,
um salto suave.

Soares Feitosa

[Rússia] Anarquista Azat Miftakhov é solto e detido novamente

O anarquista Azat Miftakhov, estudante de pós-graduação em matemática e mecânica na Universidade Estadual de Moscou, está sob custódia até 7 de março de 2019.

O juiz da Corte Distrital de Golovina, Sergei Bazarov, fixou a custódia de Azat Miftakhov por um mês, até 7 de março, a pedido dos investigadores da polícia. A polícia suspeita que Miftakhov esteja envolvido em um incidente ocorrido em 13 de janeiro de 2018 em Moscou, no qual uma janela da sede do partido Rússia Unida foi quebrada e uma bomba de fumaça jogada no interior do imóvel.

A única evidência no caso é o relato de uma “testemunha” secreta que emergiu há três dias. Alegadamente, a “testemunha” estava perto da sede do Rússia Unida na noite do incidente. Ele conta que viu seis jovens. Três dos jovens quebraram a janela e jogaram uma bomba de fumaça lá dentro, enquanto os outros três ficaram de lado observando. A suposta “testemunha” disse que Miftakhov estava entre o grupo que ficou de pé e observando, mas ele não foi capaz de descrever o que Miftakhov estava usando ou suas características faciais, apenas suas “sobrancelhas expressivas”.

Miftakhov foi detido por policiais na manhã de 1° de fevereiro sob suspeita de confeccionar explosivos, uma ofensa criminal, conforme definido pelo Artigo 223 Parte 1 do Código Penal Federal Russo. Ele foi mantido por vinte e quatro horas na delegacia de Balashikha, onde policiais o torturaram, exigindo que ele fizesse uma confissão completa. Somente na noite de 2 de fevereiro Miftakhov foi oficialmente detido e enviado para o Centro de Detenção Temporária de Balashikha.

Em 4 de fevereiro, no entanto, um tribunal recusou-se a detê-lo sob custódia devido à falta de provas. Nos três dias seguintes, os investigadores da polícia não conseguiram reunir provas contra Miftakhov e, em 6 de fevereiro, ele foi libertado do centro de detenção temporário sem acusação formal.

Quando Miftakhov estava saindo do centro de detenção, ele foi  novamente detido por homens à paisana e levado para a sede do Ministério do Interior para a Divisão Administrativa do Norte de Moscou, onde foi informado que havia sido detido por outro caso, uma investigação de conduta desordeira realizada em Moscou em 13 de janeiro de 2018.

Em uma coincidência surpreendente, assim como Miftakhov foi detido pela segunda vez, o caso foi reclassificado como uma investigação de conduta desordeira, como definido pelo Artigo 213 Parte 2 do Código Penal. Pessoas suspeitas de conduta desordeira podem ser detidas sob custódia, e Miftakhov subitamente tornou-se o principal suspeito do caso. Em 10 de fevereiro, o Tribunal Distrital de Golovina, em Moscou, recusou-se a prender Miftakhov sob custódia, adiando a audiência para 12 de fevereiro, que posteriormente foram confirmadas.

Miftakhov nega as acusações contra ele. Ele acredita que foi enquadrado por causa de suas visões anarquistas.

Mais de mil professoras, professores, pesquisadores e estudantes das principais universidades russas e internacionais assinaram uma petição em defesa de Miftakhov, incluindo o professor de linguística do MIT Noam Chomsky e Viktor Vasilyev, presidente da Moscow Mathematics Society, Mikhail Finkelberg, professor da Escola Superior de Economia e Boris Kravchenko, presidente da Confederação do Trabalho da Rússia (KTR) e membro do Conselho Presidencial de Direitos Humanos da Rússia, e o parlamentar russo Oleg Shein.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/02/06/russia-outra-onda-de-prisoes-e-tortura-contra-anarquistas-russos/

agência de notícias anarquistas-ana

folia na sala
no vaso com flores
três borboletas

Alonso Alvarez

[Espanha] Mão estendida ao companheiro, punho fechado ao inimigo: solidariedade com a resistência em Turim

Texto desde Madrid em solidariedade aos companheiros presos em Turim em 7 de fevereiro

Em 7 de fevereiro nós acordamos em um novo sobressalto: em Turim, mais uma vez, os companheiros foram despertados a golpes de aríete.

Alguns foram sequestrados sob a lei antiterrorista, relacionada desta vez, com a luta contra o C.P.R. (C.I.E.), contra as fronteiras e contra o racismo institucional, que passou anos criando a golpes de lei uma máquina de expulsões, invasões e outras injustiças contra os “migrantes”.

Ao mesmo tempo, El Asilo Occupato, um Centro Social que estava há mais de 20 anos no bairro turinês de Aurora, estava sendo assediado por um grande dispositivo policial, bombeiros e pedreiros mercenários com a intenção de expulsá-lo.

Vários companheiros subiram no telhado [foto] para fazer, juntamente com toda a solidariedade que se aproximou da área, uma resistência impecável. 36 horas de frio e confrontos com a polícia foram o gatilho para uma operação tão suja.

E, apesar das incursões simultâneas, a resposta das pessoas tem sido acima do que qualquer esbirro poderia imaginar. Apesar dos obstáculos e dificuldades, quem orquestra e executa essas operações deve saber que bateram em um muro, em um duro muro.

O desalojo do Asilo significa continuar com a ofensiva lançada contra os mais pobres, gentrificar um pouco mais nossos bairros, normalizar as expulsões e continuar a construir bairros e cidades inteiras para o turismo e os negócios. Isso aumenta os desalojos, expulsões forçadas e desigualdade social e ainda abre o caminho para a precarização das nossas vidas.

Espaços como o Asilo, lançam um raio de luz a todas estas dinâmicas que estão sendo levadas a cabo na maioria das cidades europeias. Centros Sociais são espaços horizontais coletivos, autogeridos e oferecem muitas possibilidades na hora de resistir ao capitalismo irracional que se torna cada vez mais voraz.

Nesses lugares se pode encontrar cúmplices, afinidades, redes de apoio mútuo, oficinas, espaços de aprendizagem, locais para discutir e aprender, para conhecer companheiros e propor formas de organizar-nos contra este sistema podre. É por isso que o Estado tem desalojado o Asilo e é por isso que as políticas atuais, tanto em Turim e como em Madrid, em última análise, têm como objetivo acabar com tais lugares para os ceder ao capital enquanto ao mesmo tempo em que desalojam e despejam casas particulares diariamente, especialmente nos bairros mais pobres. É um fenômeno que ataca fortemente agora e é algo para o qual não vamos ceder sequer um passo, com o Asilo ou sem ele.

Não é novidade que notícias desse tipo chegam com frequência a outras partes do mundo vindas da Itália. A vida cotidiana que foi gerada no ambiente anarquista italiano com tais situações, prisões em massa, ataques, lei antiterrorismo, medidas de precaução excepcionais, vigilância especial… faz com que sempre olhemos para esse lado do mundo com uma certa admiração: a apesar dos duros golpes que os companheiros não param de receber, estamos felizes em saber que as suas respostas, resistências e expressões de solidariedade estão na altura dos acontecimentos e, mais uma vez, o acabam de demonstrar.

Além disso, entendemos que a solidariedade deve ultrapassar as fronteiras, ademais, precisamente, em razão das acusações que alguns companheiros têm suportado. É por esta razão que a partir de Madrid e, esperançosamente, muito mais cantos do mundo, a centelha de solidariedade e apoio mútuo possam se expandir.

Queremos que esta má notícia provoquem uma ruptura com a normalidade, no sentido de tomar a rua como palco de conflitos (por vezes esquecida) em um aumento da cumplicidade entre anarquistas, esperando que se contagie para outros lugares e que possamos seguir o exemplo de resistência que vocês estão realizando.

Pelos companheiros detidos sob o artigo 270 (lei antiterrorista)

Pelos que resistiram no telhado durante 36 horas, sob a noite fria e assumindo as consequências.

Pelos solidários que se aproximaram imediatamente a mostrar seu apoio ao Asilo nas ruas.

Porque se estenda a resistência aos desalojos, despejos e expulsões.

Pela anarquia…

Fonte: https://contramadriz.espivblogs.net/2019/02/15/texto-solidaridad-con-lxs-represaliadxs-del-g20/

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/02/18/italia-anarquistas-saem-as-ruas-de-turim-contra-desalojos/

agência de notícias anarquistas-ana

Águas de verão.
Piabas, caboclo, acabas!
Viver, viverão!

Raul Pinto

[Espanha] Lançamento: “História da CNT. Utopia, pragmatismo e revolução”, de Julián Vadillo Muñoz

“Uma introdução maravilhosa à história da CNT, que tem o mérito de apresentar aos leitores os mais importantes debates históricos, como o legado do sindicalismo francês na jovem CNT. É louvável ver o autor quebrando os tópicos e os clichês sobre o anarcossindicalismo, tão abundantes e difundidos na historiografia dominante” Chris Ealham.

Sem o trabalho sindical, político e cultural do anarcossindicalismo, não é possível entender a história recente da Espanha ou de seu movimento operário. Fundada em 1910, a CNT não só se tornou a ser o sindicato majoritário na Espanha, mas também contribuiu decisivamente para a modernização sindical da Europa, promovendo novas estratégias de luta e formas de organização, como os sindicatos e as federações nacionais de indústria. Este trabalho analisa o contexto anterior ao seu surgimento no século XIX, com a cisão da Primeira Internacional e a importante influência recebida do sindicalismo revolucionário francês, até o fim da Guerra Civil, abordando também o seu devir nos anos da ditadura franquista e a Transição. Longe de apresentar uma história linear de seus principais fatos e eventos, Julian Vadillo busca dar prioridade às questões menos conhecidas da CNT, assim como os debates ideológicos e organizacionais importantes que ocorreram dentro dela e perceber as suas oposições e colaborações com outras organizações sindicais e políticas, assim como seu compromisso na luta contra a ditadura de Primo de Rivera, a ascensão do fascismo e o golpe de 36, dando apoio ao Governo da República. Desta maneira, também consegue questionar alguns dos tópicos que pesaram sobre a história do anarcossindicalismo: sua desorganização, o caráter insurrecionário e a violência arbitrária. Como Vadillo nos recorda, se alguma coisa distingue a história da CNT, foi seu pragmatismo (bem sucedido ou não) quando se analisa o momento político que ela viveu, dotando-se desde seu início com sua estrutura democrática e racional que revigorou e modernizou o movimento operário.

Sobre Julián Vadillo Muñoz
Professor e historiador. Doutor em História pela Universidade Complutense de Madrid (UCM), desenvolveu seu trabalho docente em diferentes centros de ensino médio e universitário, bem como em diferentes grupos de pesquisa. Especializado na história contemporânea da Espanha e da Europa, concentrou sua pesquisa na história do movimento obreiro, do socialismo e do anarquismo. Como resultado dessas investigações, publicou vários livros, entre os quais: Mauro Bajatierra. Jornalista anarquista e de ação (LaMalatesta, 2011)Abrindo espaço. A luta das mulheres pela emancipação. O exemplo de Soledad Gustavo (Volapük, 2013)O movimento dos trabalhadores em Alcalá de Henares (Silente Académica, 2013), Por pão, terra e liberdade. Anarquismo na Revolução Russa (Volapük, 2017), O Socialismo no século XIX. Do pensar à organização (Queimada, 2017). É autor de inúmeros artigos, capítulos de livros e conferências sobre essas questões, tanto nacional como internacionalmente.

História da CNT. Utopia, pragmatismo e revolução

Julián Vadillo Muñoz

Prefácio de Chris Ealham

Pág. 288

18,00 Euros

catarata.org

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Olhando bem
O cafezal, na verdade,
São laranjeirinhas…

Paulo Franchetti