[EUA] Chuck Africa volta para casa

Por Mumia Abu-Jamal

Por mais de 40 anos, Chucky Africa do renomado grupo “os 9 do MOVE” e um veterano do confronto entre o MOVE e a polícia de Filadélfia em 8 de agosto de 1978, foi encarcerado em várias prisões da Pensilvânia com uma sentença presumivelmente ilegal de 30 até 100 anos por homicídio em terceiro grau.

Há vários dias, ele saiu da prisão e voltou para casa.

Chuck, o mais jovem de “os 9 do MOVE”, era um dos integrantes mais enérgicos.

Durante os anos 80 fazia parte de uma equipe de boxe e lutava em todos os cantos do estado, apontando para os queixos dos seus adversários. Ele era campeão dos socos, dentro e fora do ringue.

Quando estava na Penitenciária Estadual Dallas, um oficial de camisa branca faltou-lhe o respeito e Chuck nocauteou-o.

Durante anos ele estudou História. A História Negra. A História Mundial. Ensinava o que aprendia aos outros presos.

Finalmente, Chucky Africa está voltando para casa. O último de “os 9 do MOVE”.

Desde a nação encarcerada, sou Mumia Abu-Jamal.

Domingo, 09 de fevereiro de 2020

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agência de notícias anarquistas-ana

Gata miando
procura a cria
para alimentar

Angela Nassim

[São Paulo-SP] Podcast | Homem a Homem #0: O Coringa em cada um de nós

O filme “Coringa” despertou muitos sentimentos e reações por todo o mundo. À direita e à esquerda, houveram aplausos e vaias. Mas o que há de comum e o que há de diferente entre todos nós, homens que assistiram o filme, e o personagem principal?

No episódio zero do podcast Homem a Homem, lançado agorinha nesta sexta (21/02) de carnaval, dois professores anarquistas, Alessandro de Oliveira Campos (também psicólogo) e Danilo Heitor, pretendem explorar um pouco mais as diversas identificações entre o filme e a masculinidade de dez homens diferentes, que responderam a uma mesma pergunta: você se identifica com o personagem do Coringa no filme? Por quê?

Homem a Homem é herança direta de um grupo de masculinidades organizado entre 2017 e 2019 pelo Alessandro, com a participação do Danilo.

Pra ouvir, é só acessar a Rádio Sens: https://senscast.org/2020/podcast/homem-homem-0-coringa-em-cada-um-de-nos/

Se quiser entrar em contato e/ou saber mais sobre esta e outras produções d’O Anarresti, acesse: https://twitter.com/OAnarresti

E-mail: oanarresti@gmail.com

Abaixo, as dicas culturais citadas no final do episódio:

– A masculinidade em Brooklyn 99: http://www.leiturasedelirios.com.br/2019/01/precisamos-falar-sobre-brooklyn-nine.html#.Xk7gIChKjIU

– Clipe da banda islandesa Sigur Rós: https://www.youtube.com/watch?v=34ZtT4Th9Ys

– Peça “Canto para Rinocerontes e Homens” (voltará a estar em cartaz em março no mesmo teatro): http://jabaquaranews.com.br/joao-caetano-recebe-espetaculo-da-companhia-teatro-do-osso/

– Peça “Feminino Abjeto” (sinopse e ingressos): https://www.sympla.com.br/urlAlias/render?alias=femininoabjeto

– O papel do homem no combate ao assédio no carnaval (vídeo): https://www.youtube.com/watch?v=97l4YL8VWQA&feature=youtu.be

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terno salgueiro
quase ouro, quase âmbar
quase luz…

José Juan Tablada

[França] O que é que a Federação Anarquista quer

Diante da ruptura social que se aproxima, devemos lutar contra este projeto de previdência imposto por Macron e inspirado pelo capitalismo.

Desde 1993, a supressão de contrarreformas que ameaçam diretamente os direitos dos assalariados obrigou-nos a adotar sistematicamente uma posição de resistência face aos repetidos ataques dos empregadores e do Estado contra as nossas previdências.

Contudo, tenhamos em conta que o atual sistema previdenciário é o resultado do “compromisso” do pós-guerra que consagra o fracasso do proletariado no seu objetivo fundamental de abolir as desigualdades sociais, de classe e de renda. Na verdade, no final da Segunda Guerra Mundial, o medo da classe trabalhadora de que a classe dominante dos países ocidentais tivesse levado a este “compromisso”. Se concordasse em abandonar a ideia de uma mudança radical no sistema, poderia usufruir de uma ampla gama de benefícios sociais. Não se trata de minimizar esses benefícios sociais, mas deve-se notar que, desde o início dos anos 80, o conteúdo do “compromisso” mudou com a ofensiva neoliberal. O seu objetivo – e o seu resultado – era reformular as relações salariais e quebrar o quadro de negociações com os empregadores e o Estado. Compromissos e negociações agora são impossíveis.

Neste momento o único horizonte possível é um choque social e político, uma luta incessante contra o capitalismo e o Estado, porque os fundamentos de um compromisso entre a oligarquia capitalista e o mundo do trabalho desapareceram, se é que alguma vez existiram…

Trata-se, portanto, de elaborar um projeto político para superar o trabalho assalariado e a produção industrial do presente, eliminando a duração de atividades inúteis e prejudiciais, a fim de liberar tempo livre para dedicar, individualmente, aos nossos reais desejos e, coletivamente, à organização autogerida da nossa sociedade, livrando-se dos imperativos econômicos social e ecologicamente destrutivos.

A Federação Anarquista aspira a uma sociedade livre de todas as instituições políticas e sociais coercivas que impedem o desenvolvimento de uma humanidade livre. Visa a melhoria imediata das condições de vida no mundo do trabalho, visando lutas essencialmente políticas, precursoras de uma sociedade futura sem capitalismo, uma forma de organização social absolutamente igualitária, já que as injustiças sociais derivam claramente do capitalismo.

Não esperamos nada do Estado. As nossas necessidades são claras: a emancipação dos trabalhadores, a abolição das classes sociais, a igualdade absoluta, a justiça social e a auto-organização da sociedade.

Se nos esforçamos para abolir a exploração capitalista existente, também estamos trabalhando hoje dentro do Estado para reduzir a taxa de lucro e aumentar a parte que retorna aos trabalhadores. Deste ponto de vista, a luta contra o capitalismo deve ser ao mesmo tempo uma luta contra as instituições políticas coercivas, porque o poder político do Estado é apenas consequência do monopólio capitalista e da divisão em classes da sociedade. O Estado é a garantia da ordem social desigual que desejamos destruir.

Para a Federação Anarquista, este horizonte de lutas deve assumir cada vez mais a forma de uma ação direta e, em particular, de uma greve geral!

Federação Anarquista (Francófona)

federation-anarchiste.org

Tradução > L. Insuela

Agência de notícias anarquistas-ana

colheita de laranja
o trem que passa leva
um cheiro doce

Rosa Clement

[Espanha] Sede do partido Podemos é atacada em Barcelona

A sede do partido esquerdista Podemos aparace com pichações e destroços nos vidros.

Esta ação nasce da raiva de que vemos a cada dia a hipocrisia de uma Prefeitura que diz que origina-se dos movimentos sociais, mas que desaloja com seu exército urbano umas propriedades que nunca usará. Nos falam do Governo de Mudança como se da mesma Transição se tratasse, mas como naquelas, só muda a estética, se mantêm os desalojos, se mantêm a repressão policial, se mantêm os interesses.

Nunca nos comprareis com vossas promessas nem com o falso bom papel. Nós não negociamos porque não temos nada que pedir. Nós não pactuamos porque não entendemos a luta nem a vida sem conflito. Não queremos mudar nada, porque queremos destruir tudo.

POR UMA BARCELONA SELVAGEM

MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA

>> Na mídia corporativa:

https://cronicaglobal.elespanol.com/politica/sede-podem-catalunya-amanece-vandalizada_314336_102.html

agência de notícias anarquistas-ana

este papel de parede
ou ele se vai
ou eu me vou

Oscar Wilde

Chamado de solidariedade a presos e presas anarquistas e antifascistas alvos da repressão na Rússia

Apelo a ações solidárias entre os dias 22 a 29 de fevereiro

Não devemos esquecer anarquistas e antifascistas que sofrem repressão na Rússia! Estamos pedindo que as pessoas tomem medidas de todas as formas para expressar apoio a esses prisioneiros, protestar contra o sistema penitenciário e divulgar informações sobre o uso da tortura como instrumento de repressão na Rússia.

Em 10 de fevereiro, em Penza, uma cidade a 630 quilômetros de Moscou, o tribunal condenou sete pessoas acusadas de organizar a chamada “rede terrorista anarquista ‘Network'”. Todo o caso é baseado em confissões que os réus foram forçados a concordar através de intensa tortura, bem como armas plantadas pela polícia e uma acusação extremamente tênue de que eles estavam “planejando planejar ações terroristas para derrubar o governo da Rússia”. Considerando que estamos falando de um “crime” sem vítimas que não envolveram ação e nenhum plano, as sentenças decretadas pelo tribunal são chocantemente draconianas. Dmitry Pchelintsev e Ilya Shakursky, os supostos organizadores dessa “Rede” fabricada, foram condenados a 18 e 16 anos de prisão, respectivamente. Os outros foram condenados da seguinte forma: Arman Sagynbaev, 6 anos, Andrei Chernov, 14 anos, Vasily Kuksov, 9 anos, Mikhail Kulkov, 10 anos e Maxim Ivankin, 13 anos de prisão.

Cientistas, jornalistas, defensores dos direitos humanos e outros grupos na Rússia protestaram e exigiram que a sentença fosse revogada.

A solidariedade internacional é especialmente importante neste momento, porque o “caso da Rede” ainda não acabou. Em São Petersburgo, mais duas pessoas, Viktor Filinkov e Julian Boyarshinov, aguardam julgamento por acusações relacionadas. As próximas audiências estão previstas para os dias 25 e 28 de fevereiro. Por isso, pedimos que ações de solidariedade ocorram na última semana de fevereiro.

Muitos outros anarquistas e antifascistas na Rússia estão sofrendo repressão e tortura, incluindo Azat Miftahov, Ilia Romanov, Egor Lesnyh, Evgeny Karakashev e Kirill Kuzminkin. Eles também merecem nossa atenção e apoio.

Se houver um consulado ou embaixada russa em sua cidade, considere organizar uma ação na frente dele! Caso contrário, você pode considerar quais outros locais ou metas apropriadas estão disponíveis ou simplesmente pintar uma bela faixa e realizar uma reunião pública para informar as pessoas da situação.

Envie relatos de ações para o e-mail para rupression@protonmail.com ou via Telegram para as redes sociais @RUPRESSION_bot ou Rupression.

Informaremos os presos sobre quaisquer ações que ocorram.

Para obter mais informações sobre o caso Network, detalhes sobre suporte financeiro e endereços de prisioneiros: rupression.com

SUA TORTURA NÃO MATARÁ NOSSAS IDEIAS!

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/02/18/russia-anarquistas-e-antifascistas-russos-condenados-entre-6-e-18-anos-de-prisao/

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A abelha voa vai
vem volta pesada
dourada de pólen

Eugénia Tabosa

[Espanha] A perseguição da solidariedade anarquista

Atualização da situação des companheires represaliades em Madrid, pelo ataque a um caixa eletrônico do Bankia.

Em 29 de outubro de 2018 em Madrid, dois companheires anarquistas eram detides em suas respectivas casas, sob a acusação de danos.

Concretamente os acusam de danos com fogo a um caixa eletrônico do Bankia em 11 de abril de 2018 em solidariedade com a anarquista presa Lisa, condenada pelo assalto a um banco em Aachen (Alemanha).

Os companheires passaram a disposição judicial em 30 de outubro de 2018 e foram postos em liberdade à espera de julgamento. Durante esse ano a tipificação do delito mudou para delito leve, no entanto, em novembro de 2019, após um recurso da promotoria, o delito voltou a ser tipificado como normal, dando lugar à possibilidade de que sejam condenades a prisão. Atualmente a investigação já tinha sido encerrada e se encontram à espera de que a promotoria apresente o escrito de acusação.

Este é outro dos muitos ataques que o Estado realiza contra o anarquismo, mais além dos fatos, sem entrar em termos de inocência ou culpabilidade, pois não são mais que termos do poder para condenar e processar a todo aquele que se rebela contra sua autoridade. O que se persegue são os princípios e práticas anarquistas, práticas legítimas como são a solidariedade e a ação direta contra todo aquele que nos oprime.

É por isso, que consideramos necessário que estes casos não fiquem no esquecimento, pois o trabalho repressivo se alimenta disto gerando desinformação a respeito das ideias e práticas anarquistas e tratando de deslegitimá-las e desmobilizá-las por meio de “castigos exemplares”. Frente a sua continua perseguição às ideias e práticas anarquistas há de prevalecer e assim continuar a ofensiva contra o Estado.

Estejam atentos para mais informação.

MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA!

SOLIDARIEDADE COM TODES OS COMPANHEIRES REPRESALIADES

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/02/20/espanha-aqui-ha-uma-guerra-alguns-casos-repressivos-contra-o-anarquismo-em-madrid-solidariedade-cumplicidade-ataque/

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A orquídea –
a cada instante
o silêncio é outro.

Constantin Abaluta

Vídeo: Fundação Anselmo Lorenzo (FAL)

Apresentação:

Este vídeo é um registro da memória e divulgação da Fundação Anselmo Lorenzo (FAL), um organismo da CNT-CIT que é responsável por seu arquivo histórico, pela conservação e a difusão da cultura libertária. Destacamos o papel da CNT-CIT na criação e mantenimento da FAL como espaço das lutas e conquistas da classe trabalhadora e dos oprimidos.

>> Assista o vídeo (49:41) aqui:

https://drive.google.com/file/d/1KmtHw271175GKlqC3rMuGvY5mVzembgw/view

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/02/10/espanha-o-maior-arquivo-anarquista-fica-em-um-povoado-de-toledo/

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vento no bambu
sopra e geme prazer
assim como tu

Carlos Seabra

[Líbano] “Quando o povo fica com fome, ele come seus governantes”

O movimento anarquista no Líbano tem sido ativo na insurreição revolucionária em curso contra o Estado libanês e suas políticas econômicas capitalistas. Entrevistamos Kafeh, que fala sobre os protestos e a organização anarquista no Líbano.

Com tantas revoltas ocorrendo ao redor do mundo, quais são algumas das características únicas da revolta no Líbano?

A revolta do Líbano é única por ser uma revolução não apenas contra um sistema ou um símbolo… mas contra vários. Sabendo que o Líbano tem 18 seitas, e cada seita tem seus chefes e líderes. Portanto, esta revolta representa o povo unido contra os chefes que não nos deram nada além de guerra, conflitos, pobreza e corrupção. Embora ela tenha algumas semelhanças com as revoltas de outros países, relativo à opressão e às demandas.

Quais são as questões que mais preocupam as pessoas e qual foi o ponto de virada que levou a um movimento revolucionário tão difundido no Líbano?

A ideia principal é que há uma oligarquia governando o país por quase 40 anos e esse regime se recusa a desistir. Vimos até pais dando posições e poderes para seus filhos e netos para seguir seus modos corruptos de governar. E como resultado disso tudo, as pessoas que estão sofrendo com a pobreza, a insegurança, a crise econômica e social não encontraram outra solução senão revoltar-se e derrubar esse regime.

Quais são alguns dos fatores históricos que têm criado as condições para uma insurreição revolucionária no Líbano?

O cartel interminável de governantes e suas famílias que têm raízes profundas na história do Líbano por serem famílias de governantes regionais além das religiões e seitas.

Como anarquista, quais são alguns dos seus objetivos para o seu envolvimento nos protestos?

A derrubada do regime é um grande primeiro passo, assim como a acusação e punição dos corruptos e a abolição das leis sectárias.

Quais são alguns dos slogans anarquistas e revolucionários que vocês têm cantado nos protestos ou pintado nos grafites?

Todos eles são em árabe… mas seriam traduzidos como:

● O povo quer a queda do regime

● Quando o povo fica com fome, ele come seus governantes

● Nossa guerra é uma guerra de classes

● Abaixo o domínio das forças armadas

● Nós somos o pesadelo iminente

E claro, o símbolo anarquista nas paredes, bancos e prédios do governo.

Que preparativos a longo prazo os anarquistas podem fazer para defender os ganhos realizados na insurreição revolucionária?

Divulgar a filosofia anarquista entre o povo e mostrar a eles como eles podem viver perfeitamente sem ninguém governando sobre eles.

Quais movimentos ou figuras revolucionárias atuais ou históricas você acha mais inspirador para seu grupo?

A revolução catalã, Rojava e Mikhael Bakunin.

Fora do movimento de protesto, qual outra atividade seu grupo tem estado envolvido?

Encontros, debates públicos, plataformas de mídia social, pesquisa e educação.

Que tipo de ação você recomendaria que os anarquistas de outras partes do mundo adotassem para mostrar solidariedade com os revolucionários no Líbano?

Para ser honesto, um pouco de financiamento seria ótimo.

Qual é a posição de vocês como anarquistas no Oriente Médio sobre o suposto “Plano de paz” do Trump para a região.

Demonstramos solidariedade com todos os indivíduos e grupos oprimidos. Portanto, o povo da Palestina deve ser libertado da opressão de Israel.

Fonte: https://www.amwenglish.com/articles/interview-with-kafeh-anarchist-movement-in-lebanon/

Tradução > Brulego

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De manhã, a brisa
encrespa o igarapé
e penteia as águas.

Anibal Beça

[Espanha] “Aqui há uma guerra”. Alguns casos repressivos contra o anarquismo em Madrid: solidariedade, cumplicidade, ataque.

Aqui há uma guerra

29 de maio e 19 de outubro de 2018. Registros em Madrid e Palência relacionados com a repressão contra a revolta em Hamburgo contra a cúpula do G20 em julho de 2017. Repressão coordenada a nível europeu em estreita colaboração entre os diversos Estados.

29 de outubro de 2018. Detidxs dois anarquistas em Madrid acusados de um ataque incendiário contra um caixa automático do Bankia em 11 de abril de 2018 em solidariedade com a anarquista presa Lisa, condenada por assalto a um banco na Alemanha. Se produzem diversas mostras de solidariedade contra sedes bancárias em Madrid e outros pontos do Estado.

25 de abril de 2019. Detida uma anarquista acusada de um ataque com martelo contra a sede nacional do VOX em Madrid. Se produzem vários ataques a sedes de partidos políticos durante a campanha eleitoral.

13 de maio de 2019. Operativo antiterrorista contra o anarquismo em Tetuán (Madrid). Duas companheiras detidas sob acusação de terrorismo e invadidos uma moradia e o Espaço Anarquista Okupado “La Emboscada”. Mostras de solidariedade em vários pontos do Estado.

Todo 2019. Aumento de desalojos de espaços okupados em todo o Estado. Detidxs e dezenas de processos judiciais. Ataques e distúrbios em defesa de vários espaços okupados.

Solidariedade, cumplicidade, ataque.

Nem um respiro aos exploradores.

Nem um respiro ao poder.

Não há paz com o Estado.

contramadriz.espivblogs.net

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estrada poeirenta
de verão
figueiras enfarinhadas

Rogério Martins

[França] Lançamento: “Afronarquistas. Introdução à história dos anarquistas africanos”, de Guillaume Rey

O anarquismo conheceu um boom histórico mundial ao final do século XIX e início do século XX. A África não esteve excluída desse desenvolvimento. Numerosas sociedades africanas tradicionais funcionam ou funcionaram sem hierarquia política. Seu estudo permite visualizar a anarquia não como uma utopia, mas como um fenômeno tanto imperfeito quanto real. Embora pouco conhecidos, o anarquismo enquanto corrente política e a anarquia como realidade social existem na África.

Afrique anarchistes | Introduction à l’histoire des anarchismes africains

Guillaume Rey

Editions L’Harmattan, 242 p., 24,50 €.

editions-harmattan.fr

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2014/12/16/anarquismo-africano/

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um pássaro canta
na corda de estender roupa —
posso esperar

Rosa Clement

[São Paulo-SP] Podcast | Sala 30 #0: Por que educação popular?

No episódio zero do Sala 30, podcast gravado dentro da sala 30 do Cursinho da Psico-USP, Ana Carol Farias e Danilo Heitor, coordenadora e coordenador pedagógicos do projeto, receberam o ex-aluno e ex-professor do Cursinho Lucas Marchezin para debater a importância da educação popular em um espaço educativo autogerido que existe e resiste desde 1998.

Com a participação de estudantes e de outros professores, o debate passou também pelo papel do Estado na educação, a necessidade de discutir e ampliar as práticas de educação popular nas redes públicas formais de ensino e os diferentes sentidos que a educação pode ter quando procura ser de fato uma prática popular para além do significado econômico do termo.

Pra ouvir, é só acessar a Rádio Sens: https://senscast.org/2020/podcast/sala-30-0-por-educacao-popular/

Se quiser entrar em contato e/ou saber mais sobre esta e outras produções d’O Anarresti, acesse: https://twitter.com/OAnarresti

E-mail: oanarresti@gmail.com

Para conhecer mais do Cursinho da Psico-USP, acesse: https://cursinhopsico.herokuapp.com/

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Por aqui passou
uma traça esfomeada:
livro de receitas.

Francisco Handa

[Espanha] Lançamento: “Arte, espectáculos y propaganda bajo el signo libertario (España, 1936-1939)”, de Emeterio Diez Puertas

Em 19 de julho de 1936 “o povo em armas” para o golpe militar e, em muitas regiões e localidades do país, o movimento anarquista proclama a revolução. Esta afeta também a indústria do espetáculo, uma atividade da qual vivem 45.000 pessoas na Espanha republicana: autores, atores, músicos, bailarinos, cenógrafos, diretores de cinema, projecionistas de cine, acomodadores, bilheteiros, porteiros… A revolução consiste em que os trabalhadores tomem o controle das empresas para melhorar seu nível de vida, dignificar a profissão e renovar a programação com espetáculos de valor artístico e cultural que reflitam os verdadeiros objetivos do país. Por exemplo, a situação do campo, a prostituição, o poder desmesurado da Igreja, a exploração do homem pelo homem, o papel das milícias de guerra. O objetivo é educar o povo e criar nas frentes de batalha e na retaguarda um espírito antifascista que ajude a ganhar o conflito civil. No entanto, a revolução nos espetáculos termina fracassando inclusive antes do fim da contenda por múltiplas dificuldades: dissensões internas, má direção, profissionais pouco qualificados, falta de suprimentos, destroços dos bombardeios, perseguição dos comunistas, infiltração de “fascistas”, obstrucionismo do capital estrangeiro… A maior parte dos implicados nesta utopia terminarão nos cárceres franquistas, empreenderão o caminho do exílio ou terão problemas para voltar a exercer sua profissão.

 Arte, espectáculos y propaganda bajo el signo libertario (España, 1936-1939)

Emeterio Diez Puertas

Laertes, Colección Kaplan, 58. Barcelona 2020

270 págs. Rústica 23×15,5 cm

ISBN 9788416783939

19.50€

laertes.es

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Na cidade, a lua:
a jóia branca que bóia
na lama da rua.

Guilherme de Almeida

[Portugal] Petição de apoio econômico para a defesa jurídica de Gabriel Pombo Da Silva

Nosso companheiro Gabriel, detido em 25 de janeiro passado em Portugal, continua encerrado nas celas da judicatura do Porto a espera de possível extradição. A segunda parte do julgamento iniciado em 27 de janeiro ainda não começou, acontecerá nos próximos dias. Até que não o notifiquemos, o endereço de contato para escrever-lhe continua sendo o mesmo (Gabriel Pombo Da Silva EPPJ Porto, Rua Assis Vaz, 109 4200-096 Porto-Portugal).

A espera de mais novidades, seu advogado, que é solidário com Gabriel, nos adiantou que a quantidade de dinheiro necessária para a defesa vai ser considerável. Necessita apoiar-se e pagar pontualmente os profissionais com os quais está obrigado a trabalhar; não pode atuar sem o concurso de advogados de Portugal e muito provavelmente da Alemanha. Portanto, é preciso desde já uma quantidade de dinheiro constante para encarregar-se de toda a burocracia que implica o concurso de administrações de justiça de três países diferentes (Espanha, Alemanha e Portugal).

Atualmente a situação jurídica é a seguinte:

A promotoria de Girona pretende que Gabriel cumpra mais 16 anos por uma interpretação de uma reformulação de penas inexistente. Nega o princípio de especialidade (uma das razões jurídicas pela qual foi possível a liberação de Gabriel em junho de 2016), que será solicitada pela Alemanha a petição de Portugal, se opcionalmente o estimarem oportuno. A extradição fica congelada enquanto Portugal analisa a situação, pergunta a Alemanha sobre o princípio de especialidade e determine a situação para extraditá-lo ou não.

O objetivo da defesa é a liberação imediata pelo reconhecimento do mesmo princípio de especialidade. Se não se conseguir isso, o objetivo seria evitar a extradição e que cumprisse a suposta pena residual em Portugal, evitando a perseguição que o espera nos cárceres espanhóis. Em caso de extradição se lutaria para que não se cumprisse essa pena aplicando redenções e reformulações que até hoje não foram computadas, ação que também se propõe realizar se cumprisse essa pena em Portugal.

Em todo caso, é preciso trabalhar legalmente para que nenhuma promotoria possa reabrir nenhuma causa anterior e acabar com toda possível ordem de prisão.

Foi aberta uma conta, em nome de sua companheira Elisa, para receber as contribuições solidárias de forma mais rápida, direta e organizada possível:

TITULAR: Elisa Di Bernardo
BANKINTER
IBAN: ES06-0128-0180-3601-0009-8696
BIC/SWIFT: BKBKESMMXXX

GABRIEL LIVRE!
TODES LIVRES!
VIVA A ANARQUIA!

Tradução > Sol de Abril

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tempo
tem

Jandira Mingarelli

[Peru] Segunda edição da Fúria do Livro Anarquista “Primeira Linha”

A segunda edição da Fúria do Livro Anarquista “Primeira Linha” (Lima 2020) está chegando.

C o n v i t e

Para editoras, fanzines, cartoneres, artistas, selos independentes e para todes dissidentes que tiverem uma proposta anarquista para a nossa programação. Nesta edição, companheires de diferentes regiões e países participarão.

Mais informações no e-mail: ferialibrosalvaje@gmail.com

Agradecemos espalhar pela rede.

#feria #encuadernacion #librocartonero #cartoneras #fanzines #convocatoria #artesanal #anarquista #editoriales #editorialesindependientes

https://www.instagram.com/p/B8PHUOfpfV6/

https://www.facebook.com/573687826378519/photos/a.573687886378513/837235750023724/?type=3&theater

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por entre os salgueiros
clarão sedoso das águas
enluaradas

Rogério Martins

[Rojava] Comunicado do Tekoşîna Anarşîst: “Ainda estamos aqui”

Caros amigxs e camaradas,

Twitter não é um canal de comunicação que gostamos, primeiro e acima de tudo, porque é uma corporação capitalista com o único objetivo de lucrar. Mas existem coisas que queremos compartilhar com vocês e não temos tempo de organizar melhor uma forma de fazer isso.

Nossa página no Twitter começou há um ano, após graves ameaças da Turquia e seu regime de invadir Rojava. Na época, queríamos compartilhar nossa existência e anunciar a todos que, em Rojava, junto dos povos curdos, árabes, assírios, ombro a ombro com comunistas, feministas, ecologistas e apoístas, existem muitxs anarquistas prontxs para lutar e defender essa revolução.

Ainda estamos aqui.

Nesse último ano, passamos por tempos muito difíceis, mas também muitos momentos importantes e bonitos. Os últimos meses especialmente têm sido muito intensos para nós e todos os revolucionários em Rojava e pelo mundo. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para defender essa revolução, mas não foi o bastante para barrar a invasão do Exército Turco e seus aliados islamitas.

Vamos continuar fazendo tudo ao nosso alcance para acabar com essa ocupação sangrenta.

Revolução é tensão, é movimento, é contradição. Revolução é conflito. Como abordamos nossos problemas, como buscamos soluções, como tentamos aprimorar nossa personalidade militante é o que nos trás perto de nossos objetivos. Porque:

“Você não pode comprar a revolução,

Você não pode fazer a revolução,

Você só pode ser a revolução,

Ou está no seu espírito ou não está em lugar algum.”

Vida longa à solidariedade internacional contra toda forma de opressão.

Com paixão e amor revolucionário,

Tekoşîna Anarşîst (Luta Anarquista)

twitter.com/TA_Anarsist

faccaoficticia.noblogs.org

we.riseup.net/faccaoficticia

twitter.com/FaccaoF

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/02/08/tekosina-anarsist-novo-grupo-anarquista-em-rojava/

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Chuva no lago
cada gota
um lago novo

Alice Ruiz

[Itália] Repressão: 300 anos de reclusão para 63 anarquistas

Bolzano. O Ministério Público pediu 300 anos de prisão para os 63 anarquistas acusados de devastação e saques pela manifestação de 7 de maio de 2016 contra o muro anti-imigração que o governo austríaco pretendia construir na fronteira com a Itália.

Esta é uma das duas audiências do processo iniciado pelo promotor de Bolzano contra cerca de 130 anarquistas. Os pedidos variam de um ano e alguns meses a um máximo de dez anos cada.

Outras audiências seguirão agora, reservadas para defesa e respostas, antes de chegar à sentença nas próximas semanas. Para a ocasião, o promotor decidiu reforçar o crime coletivo de “devastação e saque”, apesar dos danos avaliados após a manifestação no valor de cerca de oito mil euros, muito pouco para um tipo de crime destinado a eventos de guerra como o saque de uma cidade por um exército. Nenhum particular foi prejudicado, nem mesmo a ferrovia, nem formaram um grupo civil para reivindicar qualquer dano. Por outro lado, o Ministério do Interior e alguns policiais que supostamente sofreram ferimentos correram para se constituir em um grupo civil para pedir uma compensação financeira.

Está claro que é uma nova operação repressiva que visa atacar os movimentos de oposição social e aqueles que se opõem ativamente às políticas racistas do governo.

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre verde imenso
um ponto saltitante
pássaro cantante

Winston