[Argentina] Comunicado da família de Santiago Maldonado – 18/10 – 20hs

Diante da multiplicidade de versões maliciosas e falaciosas desencadeadas pela descoberta do corpo encontrado no Rio Chubut, pedimos cautela, prudência e, acima de tudo, respeito pelo nosso sofrimento ante a possibilidade de ser Santiago.

Ainda não foi estabelecida de maneira confiável a identidade da pessoa encontrada, por isso não faremos nenhuma declaração até que esta medida judicial seja concluída, com a intervenção de peritos e investigadores de nossa confiança.

Nessas últimas horas, os rumores se multiplicaram, algumas expressões de crueldade e presumidas fotografias que levaram a testar as boas intenções das pessoas que as circulam.

Pedimos que não façam eco de nenhuma ação projetada para desviar a atenção sobre a investigação.

À maioria silenciosa, às organizações da sociedade civil que, com amor e respeito nos abraçou nas horas difíceis e nos apoiaram desde o desaparecimento de Santiago, pedimos que continuem nos acompanhando em paz, aguardando o resultado das diligências judiciais.

Justiça para Santiago!

Muito obrigado a todos.

Fonte: http://www.santiagomaldonado.com/comunicado-la-familia-1810-20hs/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/10/18/argentina-familia-de-santiago-maldonado-se-pronuncia-sobre-corpo-encontrado-no-rio-chubut/

agência de notícias anarquistas-ana

Já é primavera:
Uma colina sem nome
Sob a névoa da manhã.

Matsuo Bashô

[Reino Unido] Resumo dos centros sociais

Mesmo com seu pequeno, mas geral empobrecimento, o movimento socialista libertário ainda consegue administrar uma grande quantidade de imóveis pelo Reino Unido. Todos não hierarquizados, para e pelo povo das cidades em que vivemos. Cooperativas habitacionais, livrarias, oficinas de bicicletas, arquivos, distribuições, impressoras, entre outros serviços fazem parte do conjunto coletivo. A Freedom News reuniu 15 excelentes centros e espaços sociais radicais nos últimos meses, veja a lista.

> 1in12 Club, Bradford BD1 2LY: O espaço, o mais antigo centro social ativo do Reino Unido (o prédio Freedom é ainda mais antigo, mas seu uso como espaço comunitário é instável), está planejando uma grande festa de aniversário em 2018, para reunir mais pessoas em eventos/planos no futuro.

> Cowley Club, Brighton BN1 4JA: Recentemente o coletivo passou por dificuldades e agora está captando recursos para pagar enormes taxas e uma reforma no telhado, feita tanto através de doações quanto de investimentos com empréstimos. Ainda assim, está agitando as listas de eventos e permanece como um centro importante para os grupos esquerdistas da cidade.

> Kebele, Bristol BS5 6JY: Está de volta após uma pausa em agosto, completando mais de 21 anos! Tem realizado muitos encontros nos últimos meses, embora pudesse haver mais culinária para o café vegano.

> Ace, Edinburgh EH7 5HA: Como sempre, o Centro Autônomo de Edimburgo está envolvido no núcleo do radicalismo progressivo da cidade. Há pouco tempo, realizou um dia de portas abertas para encorajar novos voluntários, enquanto continua a apoiar um espaço de livraria radical e diversos eventos.

> Wharf Chambers (Middle Floor), Leeds LS2 7EQ: Em parte gerido por voluntários, em parte por cooperativismo, a Wharf Chambers recentemente inaugurou a Middle Floor, um espaço reservável durante o dia e início da noite para conversas, workshops, encontros, aulas de ginástica, exibição de filmes, entre outros.

> News From Nowhere, Liverpool L1 4HY: Os funcionários trabalharam com outros grupos na organização da primeira feira de livros anarquistas de Liverpool em abril, além de coordenarem o Food not Bombs – e aulas de conversação de inglês serão realizadas em breve!

> London Action Resource Centre, London E1 1ES: Recentemente prepararam uma nova cozinha e uma nova pintura.

> Decentre, London E1 7QX: O espaço do segundo andar que o Freedom Building Group mantém para uso público e eventos está atualmente em um hiato, mas o plano é que volte a funcionar nas próximas semanas. Além da reforma importante do ano passado, que colocou cadeiras confortáveis, mesas, tapetes e um pequeno bar, agora há também um computador com internet e impressora, que podem ser usados de graça. Peça informações à livraria do térreo sobre reservas noturnas.

> Common House, London E2 9QG: Concluiu com sucesso um grande apelo para financiamento, depois de perder sua maior fonte de renda inesperadamente. Seus planos agora são em longo prazo. A vantagem de suas eventualidades foi que o perfil do grande espaço foi impulsionado consideravelmente.

> Mayday rooms, London EC4Y 1DH: Está mais ocupado do que nunca no coração da capital. Atualmente seu trabalho de arquivamento está organizando a coleção Lucas Plan. Este mês, o coletivo começou o dia mensal de discussão para tratar dos problemas do arquivamento radical, seguido por férias de verão mais do que merecidas.

> DIY Space For London, London SE15 1TF: Recentemente o espaço vazio se transformou em dois e todos se divertiram muito na festa de comemoração. Seu encontro anual discutiu bastante sobre finanças, planos futuros e outros assuntos, reportando um aumento de 136% no faturamento.

> Partisan, Manchester M4 4FY: O espaço foi fundado com sucesso, fazendo de tudo para ser um lugar encantador, aberto para uma grande variedade de causas progressivas. Agora o Partisan quer captar recursos para passar ao próximo nível e se tornar uma instalação permanente na cidade para grupos radicais. O coletivo busca conseguir uma licença permanente, tornar o espaço mais acessível, organizar um sistema de som para o local e, é claro, melhorar o isolamento sonoro.

> Star and Shadow, Newcastle NE2 1BB: Após terem que se mudar das suas antigas instalações, o time decidiu ir ainda mais longe e construir um cinema e espaço social completamente novos! As reformas estão indo bem e o ambicioso projeto está buscando por voluntários.

> Sumac Centre, Nottingham NG7 6HX: Este ano, muitas pessoas dedicaram bastante tempo e energia para reformar a área do bar e em setembro será feita a colheita da farta plantação do seu jardim comunitário.

> Blackcurrent Centre, Northampton NN1 4JQ: Voltou à lista de centros sociais após um hiato. Está funcionando “mais como uma cooperativa habitacional” no momento, mas deve se tornar mais acessível no futuro.

Muitos dos centros mencionados acima são membros da rede de centros sociais radicais. Planos para uma possível reunião estão em andamento, fique ligado!

Fonte: https://freedomnews.org.uk/the-social-centres-roundup/

Tradução > Amanda Laet (linkedin.com/in/amanda-laet-8733ba114)

agência de notícias anarquistas-ana

De terninho preto
Lá se vai a andorinha —
Viajante dos trópicos

Tony Marques

[Grécia] Atenas, 20 de outubro: Concentração fora da embaixada da Turquia durante o julgamento adiado dos grevistas de fome Nuriye Gülmen e Semih Özakça

A seguir, chamado do Comitê de solidariedade com os presos políticos da Turquia e Kurdistão para uma concentração fora da embaixada da Turquia, em solidariedade com os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça, em greve de fome há 226 dias contra o estado de emergência imposto pelo regime fascista turco.

O julgamento de Nuriye Gülmen e Semih Özakça foi duas vezes adiado. A nova data de sua ocorrência é 20 de outubro de 2017. O lugar em que acontecerá é o cárcere Sincan, em Ankara.

A demanda justa dos lutadores, que estão em greve de fome há 226 dias contra o estado de emergência, é que lhes deixem regressar a seu trabalho. Dois dias antes da data em que ocorreria o julgamento foram detidos os advogados dos grevistas de fome. No dia do julgamento, não lhes permitiram estar presentes nos tribunais, invocando “falta de medidas de segurança”. Neste julgamento 1.300 advogados declararam que eram seus advogados de defesa. Na sala do tribunal estiveram presentes mais de 300 deles. Aquele dia foram detidos catorze advogados dos “Escritórios Jurídicos do Povo”. Por causa da ausência dos acusados, os juízes adiaram o julgamento duas semanas.

Em 26 de setembro de 2017, dois dias antes da data do segundo julgamento, Nuriye foi forçada a transladar-se ao serviço de urgência de um hospital estatal, com o fim de impedir sua presença no julgamento. Dois dias depois, em 28 de setembro de 2017, data em que ocorreria o julgamento, a polícia deteve os ônibus com pessoas que iriam assistir ao julgamento, e investiram contra as pessoas que haviam se reunido fora da sala do tribunal, à qual haviam transladado só Semih. Em seu discurso de defesa Semih declarou que o julgamento é uma paródia (teatro) e se referiu à situação política e social no país, assim como ao papel da greve de fome durante os últimos meses.

Agora cada dia é crucial para seu estado de saúde. A possibilidade de praticar a alimentação forçada é alta, assim como o perigo para sua saúde. Também, os grevistas de fome declararam que não vão aceitar a alimentação forçada e que continuarão sua greve de fome até a satisfação de suas demandas. É conhecido que a notícia da greve de fome se propagou por toda a Terra e se converteu em um símbolo de resistência contra as medidas de emergência.

Chamamos a todos e a todas a não permitir ao Estado fascista da Turquia a assassinar Nuriye e Semih. Que sejam liberados os professores em greve de fome e que se satisfaçam suas demandas. Que vivam Nuriye e Semih, e que regressem a seu trabalho. Que acabe o estado de emergência e que sejam abolidas as leis que o impuseram.

Chamamos a todos e a todas a manifestarem-se na sexta-feira 20 de outubro fora da embaixada da Turquia (esquina de Vasileos Georgiou e Rigillis), desde as 10h30 até as 12h30. Vamos estar aí para expressar nossa solidariedade com Nuriye Gülmen e Semih Özakça.

O texto em grego:

https://athens.indymedia.org/post/1578808/

O texto em castelhano:

http://verba-volant.info/es/atenas-20-de-octubre-concentracion-fuera-de-la-embajada-de-turquia-durante-el-juicio-pospuesto-de-los-huelguistas-de-hambre-nuriye-gulmen-y-semih-ozakca/

Tradução > Sol de Abril

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/09/28/grecia-atenas-28-de-setembro-concentracao-do-lado-de-fora-da-embaixada-da-turquia-durante-o-julgamento-dos-grevistas-de-fome-nuriye-gulmen-e-semih-ozakca/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/09/15/grecia-atenas-13-de-setembro-de-2017-marcha-em-solidariedade-com-os-ativistas-em-greve-de-fome-contra-o-regime-fascista-na-turquia/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/06/21/turquia-nuriye-gulmen-esta-em-estado-critico-nem-consegue-segurar-um-lapis/

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o telhado
flores de castanheiro
ignoradas.

Matsuo Bashô

[EUA] Sétima Feira do Livro Anarquista de Los Angeles

Junte-se a nós para um par de dias de workshops, livros e música! No sábado e domingo, 28 e 29 de outubro de 2017, na Praça Leimert Park.

Pedimos-lhe para se programar no sábado (28) e domingo (29) para a Sétima Feira do Livro Anarquista de Los Angeles na Praça Leimert Park! Junte-se a nós enquanto vamos recriar este espaço radical para discussão e organização.

Sendo membros do Coletivo da Feira do Livro Anarquista, acreditamos que é essencial expressar o protesto e rebelião contra o sistema puramente autoritário capitalista-estatal que de acordo com a sua própria natureza nos oferece nada mais do que uma miríade de guerras, vastas desigualdades e destruição ecológica total. Queremos promover a solidariedade e a unidade entre as várias comunidades em luta de Los Angeles, sul da Califórnia, e da região ocupada do sudoeste dos EUA. Os temas da Feira este ano são Outubro Negro: Reconsiderando a Revolução Anarquista ‘Desconhecida’ de 1917 – Um Século Depois e Da Mídia Para as Ruas: Contra o Ressurgimento do ‘Alt-Right’“.

Em fevereiro de 1917, durante a primeira guerra mundial, o proletariado e o campesinato se lançaram na luta em uma revolução na Rússia que derrubou o czar tão odiado, abrindo assim o caminho para a libertação do campo, das cidades e do mundo inteiro. Os proletários, os camponeses e os soldados organizaram-se em sovietes (os conselhos), ocuparam a terra, tomaram o controle das fábricas, e amotinaram-se de uma maneira massiva.

Esta revolução social libertadora colidiu com a brutal repressão dos bolcheviques, que apreenderam o poder em outubro de 1917, e subsequentemente mobilizaram-se para suprimir os anarquistas e os movimentos autônomos de trabalhadores e agricultores através do Terror Vermelho e do “Comunismo da Guerra”. O resultado de um autoritarismo que derrotou as revoluções populares foi o surgimento de Stalin e a difamação do comunismo e do radicalismo na mente de muitos.

Na Feira do Livro deste ano, estamos interessados em explorar a história, antecedentes, legados e futuros da Revolução Russa, especialmente considerando a sua representação, muitas vezes falsa, que oculta os seus aspectos puramente anarquistas. Acreditamos que o corajoso exemplo das pessoas em revolta ao derrubar os déspotas é altamente relevante para a nossa situação em 2017.

Ao longo dos últimos anos, a extrema-direita tem vindo a expandir-se através de plataformas estaduais e da organização popular no mundo e nos Estados Unidos. A eleição de Donald Trump não só continuou e piorou a violência contra os oprimidos como ele também perdoou, legitimou e encorajou os supremacistas brancos, a KKK, e o “Alt-Right” neonazi com uma nova confiança, enquanto a vigilância midiática inescapável de coalizões políticas e incidentes divulga a informação de maneiras sem precedentes.

Como chegamos aqui? Como os fascistas nos ameaçam hoje em dia? De que formas a opressão se fortalece entre si com as forças novamente emergentes da extrema-direita? Que estratégias bem-sucedidas foram adotadas entre as comunidades opostas à extrema-direita, historicamente e no presente? Nosso primeiro tópico explora o passado e o futuro de 1917, enquanto o nosso segundo tema convida a contemplar as condições contemporâneas de resistência.

Acreditamos que os dois temas se complementam. Levando em conta o surgimento da extrema-direita como movimento aberto nas ruas e nas plataformas políticas, vemos a necessidade urgente de organizar a autodefesa comunitária e a revolução social contra ela. Ainda temos de nos lembrar que os ideais proclamados por estas forças fascistas são os mesmos em que o Estado moderno se baseia, e os Estados Unidos certamente. Nos parece estranho que Trump, um magnata imobiliário e uma personalidade da televisão, é agora o principal executivo dos Estados Unidos – um país fundado na escravidão e no genocídio de pessoas indígenas, na destruição da natureza, num conformismo reinante e na acumulação de riqueza privada.

Devemos reconhecer a linhagem dos nossos companheiros e companheiras, do passado e do presente, neste país e em todo o mundo, que sempre resistiram a tais normas regulatórias, juntamente com a violência do Estado capitalista e seus beneficiários, de grande e pequena escala, conhecidos ou não. No âmago desta linhagem de resistência contínua vemos o espírito anarquista da solidariedade e a luta pela liberdade.

Enquanto isso, somos confrontados com o ressurgimento do fascismo 100 anos após a Revolução Russa, com a profundidade do militarismo imperialista, e a destruição ambiental — tudo impulsionado pela lógica perversa do capitalismo que sustenta tanto o Estado como a extrema-direita.

Nós estamos convictos que as ideias e as práticas organizacionais anarquistas retêm toda sua relevância hoje, e que de fato são mais importantes hoje em dia do que em todo o outro momento histórico. Como se pode fazer avançar o poder popular contra um sistema que está disposto a destruir a humanidade e a natureza simplesmente, mantendo as relações atuais de privilégio e irracionalidade? Este é o nosso desafio. Esperamos que possam acompanhar-nos em fazer as perguntas, encontrar as respostas, e descobrir a alegria e o poder da solidariedade na luta coletiva para a criação de um mundo melhor.

Você pode baixar os convites para apresentar um workshop ou confirmar presença na Feirta do Livro Anarquista como vendedor, acessando o site la.anarchistbookfair.com. A entrada na Feira é gratuita, e agradecemos à Kaos Network e Leimert Park Village como patrocinadores este ano. Ainda procuramos por outros que queiram apoiar o esforço da Feira do Livro Anarquista. Estamos ansiosos para vê-los em 28 e 29 de outubro!

Amor e solidariedade,

O Coletivo da Feira do Livro Anarquista de Los Angeles

FB: https://pt-br.facebook.com/events/108240149913179/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o telhado
um gato se perfila:
lua cheia!

Maria Santamarina

[Espanha] Nova Edição: “Foge, homem, foge. Diário de um preso F.I.E.S.”, de Xosé Tarrío

Este livro é uma denúncia impiedosa, uma crônica estremecedora de uma luta onde a própria sobrevivência, aliada à revolta diária, só pode ser compreendida quando se submerge nas linhas deste diário, do qual as pessoas presas que o leram se identificam plenamente com o que nos narra Xosé.

Observamos cuidadosamente além do olhar, a expressão dos olhos das pessoas que estiveram presas e o conheceram. Como brilham seus olhos ao ver este livro. Leram e mantiveram contato com ele dentro da prisão, e isso nunca esquecem. Nunca esquecerão como um dos seus irmãos traduziu com toda a frieza o ódio que a instituição prisional inflige aos condenados, e que por isso acabaram com a sua vida de uma maneira covarde, repugnante e miserável.

Esse olhar, num primeiro momento terno e inocente como de uma criança ao lembrá-lo com carinho, torna-se depreciativa e raivosa ao saber que já não está conosco. Como agarram o livro como se fosse uma relíquia que os leva ao passado e dizem-te: “Eu o conheci, estivemos juntos em Daroca…”, essas vibrações que se emitem nesses míseros segundos, confirmam sem nenhuma dúvida o que este livro significou e significa para muitas pessoas. Tanto dentro como fora dos muros das prisões.

Aqui pode-se ler com riqueza de detalhes e sinais, a hipocrisia da reabilitação prisional, a tortura às pessoas presas que não se deixam dobrar, a cumplicidade da quase totalidade dos políticos, advogados, juízes, psicólogos e médicos de uma maneira cristalina; e da maioria da sociedade de forma inconsciente, mas ao mesmo tempo igualmente culpados, da prisão de pessoas rebeldes, pobres e dos que incomodam e “enfeiam” as ruas dos povoados e das cidades, para fechá-los nos buracos do Estado.

O que é descrito aqui, não é uma história qualquer de uma época qualquer, é sim uma realidade palpável que continua nos dias de hoje: as prisões continuam vomitando, todos os meses, cadáveres, nessa grande lixeira de seres humanos, que através do medo, mantêm submissas as massas. Obrigada Xosé por este livro que ensinou tantas pessoas, por nos mostrar com claridade o que acontece dentro desses lugares imundos, pela positividade, energia, resistência, força de vontade, justiça, liberdade, luta, rebeldia, sinceridade, amizade, lealdade, solidariedade, amor… que desamarras nestas linhas.

Traduzido em cinco idiomas e ultrapassando várias fronteiras, onde chegou, despertou ânsias esmagadoras de lutar contra a barbárie prisional nas pessoas que não sabiam nada de como funcionava esta instituição funerária, desde as mesmas profundidades do mais degradante isolamento, os módulos F.I.E.S. [Arquivo de Internos de Seguimento Especial]: a prisão dentro da prisão, o inferno dentro do inferno; e para os que já sabiam, é uma injeção de esperança e vitalidade deslumbrante para que a luta não morra, porque viver lutando, é a melhor forma de viver.

Huye, hombre, huye. Diario de un preso F.I.E.S.

Xosé Tarrío

Septiembre 2017

Rústica 19×14 cm. 285 páginas, 10 euros.

ISBN 978-84-617-9808-7

editorialimperdible.wordpress.com

Tradução > Rosa e Canela

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agência de notícias anarquistas-ana

no calor da sesta
imóvel, o gato vigia
o vôo da vespa

Jorge Lescano