
Nesta mesma data, 85 anos atrás, trabalhadores se defenderam de um golpe militar de inspiração fascista. Apesar da falta de treinamento e de recursos escassos, em muitas áreas eles expulsaram as forças da direita. Em seguida, as massas se auto-organizaram em múltiplas formas através de diferentes organizações, incluindo a Confederação Nacional do Trabalho (CNT) e a Federação Anarquista Ibérica (FAI). Logo, deram início a um experimento social e econômico revolucionário. Fábricas foram coletivizadas sobre o controle dos trabalhadores, com a produção melhorando quantitativa e qualitativamente em comparação com o sistema anterior, o capitalista. Mulheres iniciaram sua libertação econômica e sexual, livres das amarras da Igreja Católica. Em áreas rurais, peões pobres reivindicaram terras nas quais vinham trabalhando a gerações. Essas terras estavam nas mãos de aristocratas e senhorios que os tratavam como bestas de carga. Em muitos lugares o dinheiro foi abolido e as tomadas de decisão sobre produção e distribuição eram feitas entre os moradores locais.
Após três anos de conflito intenso, a revolução foi vencida por uma combinação de fatores. Isso inclui ataques de larga escala das forças de direita auxiliadas pela Itália fascista e pela Alemanha nazista, ataques internos por parte de comunistas contra-revolucionários, apoio externo limitado e divergências táticas no campo revolucionário. Apesar da derrota pelas mãos de seus inimigos, as classes trabalhadoras obtiveram ganhos imensos e serviram de exemplo para futuras gerações. Eles demonstraram que pessoas comuns podem ser mais que ferramentas de exploração da classe dominante, que eles são capazes de se organizar democrática e colaborativamente para alcançar a liberdade.
Nós, da Aotearoa Workers Solidarity Movement (AWSM), reconhecemos que certas condições hoje, são diferentes daquelas do passado. Apesar das mudanças, o básico do sistema capitalista se mantém inalterado. Pessoas trabalhadoras aqui e em outros lugares ao redor do mundo continuam sofrendo pela opressão gêmea do controle do Estado e do capital sobre nós. Por isso, nós saudamos a memória dos heroicos trabalhadores da Espanha, nesse conflito histórico que ocorreu entre 1936-1939. Ainda hoje suas ações permanecem como um importante guia para todos nós.
No Pasarán! Pasaremos!
Fonte: https://awsm.nz/?p=11151
Tradução > 1984
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Alice Ruiz
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!