
Vossos postos fronteiriços, vossas grades erguidas,
são fantasmas de um medo que nós mesmos fundamos.
Vossas leis não são raízes, são cordas podres,
que estrangulam o caule novo que já brota no asfalto.
Vossos soldados marcham com passos de autômatos,
temendo mais a fuga do que nossa fúria.
O Estado é a sombra de um gigante decrépito,
e nós somos a luz que não mais se deixa projetar.
Cada documento de identidade é um epitáfio
para um ser selvagem que ainda lateja em nossas veias.
Queimar os arquivos não é terror, é higiene:
limpar o nome do horizonte para enfim habitá-lo.
Liberto Herrera.
agência de notícias anarquistas-ana
Ah! claro silêncio do campo,
marchetado de faiscantes
pigmentos de sons!
Yeda Prates Bernis
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!