Por que antibelicismo e antimilitarismo?

Por CF Puig | 21/03/2026

Vivemos o inimaginável tempo histórico em que se diz, “estamos em tempo de guerra”, conformando-se à distopia que, de tão deplorável, se fosse paródia, seria fraca, por exagerada demais, de tão devastadora para os de abaixo, tão distorcedora do bom desenvolvimento da natureza ecológica, que nenhuma ficção que se passava nos anos “2020-2030”, que eu tenha lido, foi tão perversamente cruel, detalhadamente ruim. Mas é o que temos para hoje.

Resta, portanto, nos posicionarmos diante da guerra. Por amar a liberdade, individual e coletiva, e por nos recusarmos a matar outros, como nós, das classes trabalhadoras e abaixo, nos recusarmos a obedecer a ordens sempre criminosas, pois não há motivo bom para a guerra, na guerra todos perdem, ainda mais os mais vulneráveis. Somente lucram os fabricantes de armas e munições. Exatamente por isso os EUA estão sempre patrocinando guerras, direta ou indiretamente, chamando aos outros de terroristas. Alcovitando e sendo encobertos nos crimes hediondos dos amiguinhos migrados de Europa para a terra que dizem prometida a eles, os genocidas que atualmente cometem o crime de cerco a população civil, e isso não se via desde tempos julgados ultrapassados, como a Idade Média e as guerras coloniais de África e de América do Sul. Não se conceberia, em tempos modernos, guerra de cerco a população civil. Esta, ainda assim, continua sendo a realidade de Gaza. Normalizam o absurdo.

Nós? Nós é que somos os empoderados do absurdo, somos nós que sabemos a importância do amigo para toda obra, puxar laje ou ajudar com o churrasco, tudo é diversão, alegria de fazer junto. O absurdo de sobreviver na opressão do capitalismo e, ainda assim, sorrir, dançar, festejar, jogar, brincar, jogar conversa fora na esquina tomando um.

Pela liberdade individual e coletiva, somos contra a guerra e nossa luta para isso é não indo à guerra e nos solidarizando com todos os desertores. Para aqueles que dizem que só se faria revolução com violência, dizemos, a revolução é no dia a dia, não dá para ser no tapa, é trabalho de formiguinha, é construção de relações, de coletivos criadores e formadores, é dinâmica ética e valorizadora do individual e do coletivo, que trata o erro como aprendizado e convida a ajudar a melhorar. Se um dia houver situação em que seja necessário defender as nossas casas, as nossas famílias? Sim, parece justificado se defender. A defesa é a única justificativa para a violência; mas não a ‘defesa’ fake que os genocidas alegam.

O terror da guerra de hoje é visualizado ao vivo, ou em cortes, depois os memes de IA etc. Os soldados sentados em escrivaninhas com joystick na mão lançam explosivos no bairro civil mesmo, é bem onde cair, onde calhar. Os mais perversamente criminosos, e os menos repreendidos pelos poderosos da lei do mais forte internacional, ainda tomam como alvos hospitais, ambulâncias, jornalistas, casas com famílias inteiras em momento de festa.

Contra a guerra, contra os genocídios,

Com os de abaixo e à esquerda,

pela liberdade de todos em todo o mundo.

agência de notícias anarquistas-ana

oco eco no beco
o escuro aprimora o vento
para os desconcertos

Alex Dias

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