[Espanha] 1º Maio 2026 – Contra o ódio e a pobreza, que seja justa a revolução

Hoje, 1º de maio, voltamos às ruas porque o ar que respiramos está carregado de ameaças. Nosso lema é claro e não admite meias tintas: Contra o ódio e a pobreza: que seja justa a revolução!

Não são palavras vazias. É o grito de quem vê como, enquanto nós dobramos as costas, o mundo se rompe pelas costuras do ódio e da cobiça.

A extrema direita avança com uma mão no algoritmo e outra na fratura social. Sua estratégia é clara: dividir-nos para que não possamos apontá-los.

Nos querem hipnotizados com o ruído das redes sociais, consumindo ódio em doses de 15 segundos e perdendo o tempo em batalhas culturais inventadas. É a anestesia digital: enquanto estamos ocupados odiando o vizinho ou discutindo o último boato viral, eles executam sua agenda real.

Utilizam o entretenimento e a tensão como uma cortina de fumaça para que não olhemos onde dói: nos cortes, na precariedade e na perda de direitos. Não são salvadores, são especialistas em distrações. É hora de levantar a vista do celular e voltar a assinalar os verdadeiros responsáveis.

Nos dizem que a economia vai bem, mas a realidade entra pela porta de nossas casas cada vez que chega o dia 1º do mês. O preço do aluguel nos está tornando cada vez mais pobres. Já não trabalhamos para viver, trabalhamos para pagar o direito a teto a um rentista ou a um fundo abutre. É uma transferência de riqueza massiva: do bolso da trabalhadora que madruga ao bolso do especulador que acumula. Não pode haver justiça se 70% ou mais de nosso salário vai para um aluguel abusivo. Não paramos de ver como desalojam nossas vizinhas, e é o povo o que paralisa cada desalojo. Cada um deles é uma lição para todas.

A organização do povo consegue frear a desesperança. Nos ensina que quando nos unimos, os que parecem invencíveis retrocedem. Esse é o caminho: converter a raiva em apoio mútuo e a impotência em vitória coletiva.

Lema: se tocam a uma, nos tocam a todas. Se tocam a uma, respondemos todas.

E logo estão os de cima, arriscando com nossas vidas. Estados Unidos com Israel, as ameaças ao Irã… se creem os donos do mundo. Enquanto eles jogam os soldadinhos, nós pagamos o pato.

Nos têm atadas a seus combustíveis fósseis, ao petróleo e ao gás, esses que contamos os centavos para poder pagar, para que eles sigam enchendo os bolsos e controlando tudo. Já está bem! Estamos fartas de que nossa fatura dependa de se um senhor da guerra resolva apertar um botão. Exigimos que deixem de queimar nosso futuro. Que se deixem de petróleo e de histórias e que invistam de uma vez em energias renováveis, que o sol e o vento são de todas e não de suas empresas de armamento. Queremos energia limpa para que baixe a fatura e para que deixem de ter desculpas para ir à guerra.

Nem vossas guerras, nem vosso petróleo, queremos ar limpo e não vosso monopólio.

bancamadrid.fesibac.org

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Olhando bem
O cafezal, na verdade,
São laranjeirinhas…

Paulo Franchetti

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