
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) de Valência reuniu milhares de trabalhadoras numa manifestação histórica em que protestaram contra as guerras imperialistas e a exploração capitalista.
Milhares de trabalhadoras responderam ao apelo feito pela Federação Local da CGT Valência no dia 1º de Maio, dia internacional da classe trabalhadora. A mobilização da CGT, sob o lema “Contra as guerras e a exploração, por direitos e justiça social”, começou com uma performance que vinculou explicitamente as guerras e o trabalho precário. Esta manifestação, como já é tradição há mais de 15 anos, é uma alternativa às organizadas pela CC.OO e UGT “devido ao inevitável distanciamento que nos separa de um sindicalismo que, acordo após acordo, cedeu direitos coletivos em prol da proteção dos interesses patronais”, explicou Juan Miguel Font, secretário-geral da Federação Local da CGT Valência.
Durante a marcha, foram exibidos diversos manifestos que destacavam as várias lutas trabalhistas e sociais em que a Confederação esteve envolvida ao longo do último ano, como o movimento dos professores, o movimento das cuidadoras domiciliares ou Acordo Social Valenciano. A manifestação, que reuniu milhares de pessoas na Plaza de San Agustín e percorreu o centro histórico de Valência, terminou na Plaza Músico López Chávarri – no bairro El Carme, em Ciutat Vella – com discursos e um concerto com as bandas Navajazo por un Chándal, Orkesta Paraíso e Agua Bendita.
Também puderam participar organizações e grupos afins à convocatória da CGT València, como o Centro Social Okupat Anarquista (CSOA) l’Horta, Antimilitaristas MOC, BDS País Valencià, Benimaclet con Palestina, Futuro Vegetal, os Comitês Locais de Emergência e Reconstrução, a Koordinadora de Kolectius del Parke Alcosa, Nave Albal e PAH València.
“A justiça social está em grave perigo e devemos continuar lutando, com ainda mais força, contra a barbárie que impera no mundo. Neste novo Primeiro de Maio de 2026, a CGT voltou às ruas para exigir direitos e justiça social, para clamar por um mundo mais igualitário e justo, uma sociedade livre de guerras e exploração”, declarou a CGT Valência. E acrescentaram: “O capital, que devasta e destrói tudo, já ceifou a vida de milhares de trabalhadores, crianças e civis, que não são afetados pelas decisões puramente econômicas de egomaníacos, cínicos e pessoas maldosas que só pensam em seus próprios interesses. Nossa obrigação é continuar nos organizando, continuar lutando.”
>> Mais fotos: https://www.cgtvalencia.org/el-anarcosindicalismo-toma-las-calles-de-valencia-en-un-nuevo-primero-de-mayo-tenido-de-rojo-y-negro/
agência de notícias anarquistas-ana
no aconchego da terra
a semente
vive a espera
Eugénia Tabosa
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.
Enquanto isso no Brasil...
Espaços como esse são fundamentais! Força compas. Vou contribuir!
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…