
Esta semana trazemos o programa que fizemos ao vivo durante a cobertura radiofônica da III Bienal Anarquista de Madrid, BAM 2026, em 25 de abril de 2026 desde o CSO La Enredadera no bairro madrilenho de Tetuán. Esta edição da BAM esteve especialmente relacionada com a temática laboral, sob o lema “Recuperar nosso tempo. Abaixo o trabalho”.
A Bienal Anarquista de Madrid é um ciclo de palestras, oficinas, mesas redondas. Acompanhando o evento encontramos também os postos de editoras, livrarias e coletivos amigos. A ideia de organizar uma Bienal Anarquista em Madrid nasce em 2022 com o objetivo de conectar teorias e práticas libertárias, sair de nossos espaços confinados e construir alternativas reais com as quais poder enriquecer-nos em nossa busca de uma radical transformação social. Esta cobertura que trazemos aqui se soma às que já fizemos durante a primeira Bienal Anarquista em 2022 compartilhando espaço entre o Ateneu La Maliciosa e a Fundação Anselmo Lorenzo (FAL) e em 2024 durante a segunda Bienal Anarquista de Madrid no CSO La Animosa em Hortaleza.
Esta retransmissão contém as seguintes entrevistas:
– Teresa, da organização da BAM2026.
– Myrtille Gonzalbo, com a ajuda de Lily para a tradução, falando sobre a história do comunismo libertário espanhol: “150 anos construindo comunismo libertário. Teorias e práticas anticapitalistas no final do s.XIX e princípios do s.XX.”
– Carmen, da Liza. Plataforma revolucionária socialista anarquista. Espaço de difusão e debate desde o anarquismo especifista.
– Deyanira Schurjin, apresentando o tomo II de seu projeto Sombras com sua publicação “Que trabajen las ricas”.
– Carlos da Fundación Salvador Seguí, falando da exposição fotográfica do Tetuán libertário e o passeio histórico pelo Tetuán obreiro dos anos 20 e 30.
– Alfredo Apilánez, falando de sua palestra “Contra el culto al trabajo. Clase, reproducción social y subversión de la vida cotidiana”.
E por que o trabalho?
As lutas contra o trabalho emergiram com força em diversos momentos históricos, desafiando a naturalização do trabalho como princípio ordenador do mundo. Desde insurreições obreiras até correntes teóricas e práticas que imaginaram outras formas de existência, a crítica ao trabalho foi e segue sendo uma crítica ao coração do capitalismo.
Nesta terceira edição da Bienal se retomam estas tradições de pensamento e ação, abrindo um espaço para explorar as teorias e práticas que apontam para a abolição do trabalho, interrogando suas possibilidades no presente e os horizontes que podem abrir para imaginar outras formas de viver.
Temos claro: não desfrutamos na paralisação, nem desfrutamos trabalhando. Não.
Programa completo para escuta on-line e para baixar:
agorasolradio.org
Link do programa:
agorasolradio.org
Tradução > Sol de Abril
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